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‘Balançar estruturas’ · Notícias da TV
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2 anos atrásem
O papel de Elias Crisóstomo, o novo galã de No Rancho Fundo, não custou apenas uma drástica mudança física para o ator André Luiz Frambach –que colocou aplique no cabelo e deixou a barba crescer. O artista precisou sair de sua zona de conforto tanto para interpretar um personagem de um universo completamente diferente do dele, quanto pelo fato de o roceiro entrar numa história com mocinhos e vilões bem delimitados.
A essa altura da novela das seis da Globo, o público já sabe quem amar e quem odiar. E o roceiro vem justamente para quebrar essas fronteiras. “É um personagem totalmente desconhecido, ninguém sabe de onde ele veio, ninguém sabe quem é, qual é a verdadeira intenção dele, qual a personalidade dele. Acho que é por isso que resolveram trazer o Elias, para poder realmente balançar as estruturas todas da história”, diz Frambach, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.
O próprio intérprete não consegue definir bem seu novo personagem. “A única coisa que eu posso dizer sobre Elias é que ele é um personagem muito real, com muitos sentimentos e muito rico, no que está previsto para a história dele”, afirma. “Elias é muito batalhador na vida, e sozinho ao mesmo tempo. Se eu falar mais do que isso, vou estar dando spoiler”, completa, rindo.
O personagem vai dar as caras na trama na segunda (7), interessado na escola que Benvinda (Dandara Queiroz) fundou na região. Ele, aliás, formará um par romântico com a mocinha –e Frambach considera a atriz uma “parceira incrível”, que tem o auxiliado nos bastidores. “O bonde já está andando, mas eu me senti tão acolhido que é como se eu já estivesse fazendo parte desse bonde desde lá de trás”, define.
Os dois terão pouco mais de 20 capítulos para encantar o público a ponto de fazê-lo torcer pelo casal. Por mais que o tempo seja curto, o intérprete está aproveitando o papel. Um dos motivos é justamente a diferença entre ele e Elias –para quem precisou ajustar até seu modo de falar. O personagem também lhe permitiu resgatar suas vivências no Nordeste durante a infância.
“Apesar de eu ser nascido e criado em Niterói e frequentar muito o Rio de Janeiro, quando era molequinho viajei para Pernambuco, para Salvador [BA]… Eu sou apaixonado por este universo, em como as pessoas são batalhadoras, são guerreiras e são felizes, estão sempre com um sorriso no rosto, com uma energia tão positiva”, diz.
Ele também está motivado com a possibilidade de trabalhar “com a terra e com os animais”, assim como acontece no universo que a trama retrata. É uma experiência bem diferente de seus personagens mais recentes, como o mauricinho Rico, um dos protagonistas de Cara e Coragem (2022).
Elias e Benvinda (Dandara Queiroz) em No Rancho Fundo
Entre passado e futuro
Apesar de definir Cara e Coragem como um marco importante da sua carreira, o ator não hierarquiza seus personagens –e não coloca Rico acima de Elias, apesar de ter gravado muito mais cenas para a novela das sete.
“Eu acho que a pressão foi igual a de sempre, da mesma forma que o acolhimento foi igual o de sempre, da mesma forma que o meu estudo, a minha dedicação e a minha intensidade para criar e para interpretar esse personagem foram iguais as de sempre. Então, em cada projeto que eu entro, eu encaro aquele personagem como protagonista”, diz.
Independentemente se eu vou ter uma fala, se eu vou ter dez falas, se eu vou aparecer em todos os capítulos, ou se eu vou aparecer em 20, em 30, em 50… Não importa. Todos os meus personagens são protagonistas para mim, e eu tenho um amor enorme em fazer cada um deles.
Elias também marca o retorno de Frambach para as 18h –sua última expedição no horário foi Éramos Seis (2019), que teve fim às pressas por causa da pandemia de Covid-19. O ator, porém, não se prende às faixas.
“Eu acho que cada horário tem uma linguagem, e que o público se encanta por isso. Então, cada horário tem uma forma que a gente interpreta, que a gente mostra a realidade daquela história”, afirma.
Para além da TV, o ator está dedicado a dois filmes, que produz ao lado da mulher, Larissa Manoela. A atriz, aliás, costuma ajudá-lo nos estudos –tanto para a atual novela das seis quanto para outros projetos.
“Eu e a Larissa nos apoiamos sempre, desde lá atrás, como parceiros de cena, quando a gente se conheceu em Modo Avião [2020], e anos depois como parceiros de vida, quando a gente começou a se relacionar, Eu a apoiava na novela dela, ela me apoiava sempre na minha novela, e aí a vida foi nos unindo, a gente casou. Hoje somos marido e mulher, e a gente se apoia demais nas escolhas um do outro”, diz.
Segundo ele, essa parceria se estende também para a versão donos de casa. “A gente troca muito essa energia, essa vibração positiva, os estudos e a dedicação que a gente tem. Somos muito parecidos em relação à nossa intensidade, ao nosso estudo, ao nosso ofício, que a gente ama muito. É muito bom poder ter uma parceira de vida como a Larissa”, arremata.
Apesar dos trabalhos já engatilhados, ele não descarta integrar o elenco de mais alguma produção –desde que ela faça sentido com a sua carreira. “O que for bacana para minha trajetória, vou agarrar com unhas e dentes e querer fazer com o maior prazer do mundo”, finaliza o ator.
Leia também -> Resumo dos próximos capítulos da novela No Rancho Fundo.
Escrita por Mario Teixeira, No Rancho Fundo se passa dez anos após os eventos de Mar do Sertão (2022). A trama será substituída em novembro por Garota do Momento, novela de Alessandra Poggi protagonizada por Duda Santos e Pedro Novaes.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
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