ACRE
Baleia assassina de luto que carregava corpo de bezerro é vista novamente com bebê morto | Baleias
PUBLICADO
2 anos atrásem
Leyland Cecco in Toronto
Uma baleia assassina aparentemente de luto que nadou mais de 1.600 quilômetros empurrando o corpo de seu recém-nascido morto perdeu outro bezerro e está novamente carregando o corpo, uma perda que os pesquisadores dizem ser uma perda “devastadora” para a população doente.
O Centro de Pesquisa de Baleias, com sede no estado de Washington, disse que a orca, conhecida como Tahlequah, ou J35, foi vista na área de Puget Sound com seu filhote falecido.
Tahlequah é um membro da população de baleias assassinas residente no sul, criticamente ameaçada, um ecótipo que os especialistas temem está a caminho da extirpação da costa do Pacífico.
A baleia já ganhou as manchetes em 2018, quando empurrou o corpo de seu filhote pelo Mar Salish por 17 dias, em um aparente ato de luto. Ela já perdeu dois de seus filhotes documentados, ambos do sexo feminino. Seu primeiro filhote nasceu há 14 anos e ainda está vivo. O terceiro nasceu em 2020 e também está saudável.
Os pesquisadores inicialmente estavam otimistas em relação ao mais novo bezerro de Tahlequah, conhecido como J61, mas logo suspeitaram que o recém-nascido sofria de problemas de saúde. “O início da vida é sempre perigoso para os bezerros novos, com uma taxa de mortalidade muito elevada no primeiro ano. J35 é uma mãe experiente e esperamos que ela seja capaz de manter J61 viva durante estes primeiros dias difíceis”, escreveu o centro em 23 de dezembro.
A morte repentina deixou a equipe “profundamente entristecida”.
“A morte de qualquer bezerro na (população residente no sul ameaçada) é uma perda tremenda, mas a morte de J61 é particularmente devastadora, não apenas porque ela era uma fêmea, que poderia um dia potencialmente ter liderado sua própria linhagem matricial, mas também dada a história de sua mãe J35, que já perdeu dois dos quatro bezerros documentados – ambos do sexo feminino”, escreveu o centro.
A descoberta de um novo bezerro, J62, porém, resultou em “um dia de altos e baixos extremos”.
Especialistas dizem o estado do residente do sul criticamente ameaçado baleias assassinas reflete um ecossistema em crise, embora permanece o debate sobre a melhor maneira de atenuar um colapso populacional iminente.
Nos últimos meses, grupos conservacionistas apelaram ao ministro do Meio Ambiente do Canadá para emitir uma ordem de emergência, uma ferramenta legal raramente usada, mas poderosa, para proteger uma espécie à beira da extirpação.
Os poderes só foram usados duas vezes antes: uma vez para salvar a perdiz-sálvia em Alberta e, mais tarde, para a proteção da rã do coro ocidental em Quebec.
Uma avaliação recente de vários ramos do governo federal descobriu que a população caiu para 73 – um número confirmado pelo Centro de Pesquisa de Baleias. Acredita-se que existam apenas 23 fêmeas reprodutoras.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
Relacionado
ACRE
Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login