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Baleias são capazes de ultrapassar os 130 anos de vida – 21/12/2024 – Ciência
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Reinaldo José Lopes
Análises estatísticas indicam que diversas espécies de baleias são capazes de ultrapassar rotineiramente os 130 anos de vida, embora a presença dessas supercentenárias na população dos animais tenha caído drasticamente por causa da caça predatória no século 20.
De acordo com os cálculos publicados nesta sexta-feira (20) por um trio de cientistas na revista especializada Science Advances, cerca de 10% dos indivíduos da espécie Eubalaena australis (a baleia-franca-do-sul, que aparece com frequência na costa de Santa Catarina) poderiam ultrapassar essa idade. É uma proporção muito superior à de centenários na população humana –mesmo no Japão, país famoso pela longevidade de seus habitantes, as pessoas com mais de cem anos não chegam a 0,1% do total.
Há boas razões para acreditar que outras espécies do gênero Eubalaena, assim como baleias de parentesco mais distante com ele, também podem se tornar supercentenárias com relativa facilidade. Isso, é claro, desde que os impactos causados por seres humanos não atrapalhem o ciclo de vida desses grandes cetáceos.
As conclusões publicadas na Science Advances são fruto do trabalho de Greg Breed, da Universidade do Alaska, Els Vermeulen, da Universidade de Pretória (África do Sul), e Peter Corkeron, da Universidade Griffith (Austrália). Eles usaram dados de monitoramentos populacionais da baleia-franca-do-sul e de sua parenta próxima do Atlântico Norte, a E. glacialis, que são coletados desde os anos 1970 e permitem a identificação individual dos cetáceos.
Uma série de pistas obtidas por outros meios já indicava que as baleias têm uma longevidade natural impressionante para os padrões humanos. Algumas baleias capturadas recentemente na caça de subsistência, permitida para algumas populações indígenas do Ártico, carregavam em suas camadas de gordura arpões explosivos que tinham parado de ser fabricados nos anos 1880, por exemplo.
Ou seja, mesmo que o uso das armas de caça (por sorte, ineficaz naqueles casos) tivesse acontecido algumas décadas depois de sua fabricação, ainda assim isso sugeria fortemente que o animal era um supercentenário.
Além disso, outras baleias caçadas nas últimas décadas forneceram dados razoavelmente objetivos sobre sua idade. Um desses métodos é curiosíssimo: a análise de “tampões” formado pelo acúmulo da cera de ouvido nos animais.
Baleias, é claro, não têm dedos funcionais nem usam cotonetes, o que significa que a cera vai se empilhando em seus ouvidos. E as camadas do material vão formando padrões alternados de um ano para outro, o que significa que basta saber contá-los para estimar a idade do bicho. Segundo essa medida e outras parecidas, baleias-azuis e baleias-fin capturadas por baleeiros japoneses também já tinham passado dos 110 anos de idade.
O problema de quase todas essas medidas, no entanto, é que elas dependem de uma amostragem destrutiva, que envolve a morte dos animais (o que ocorria por meio da caça, comercial ou tradicional). Mesmo no caso de baleias que morrem encalhadas acidentalmente, é preciso obter as amostras muito rapidamente, antes que elas se degradem com o início da decomposição.
Além disso, quase todas as populações de baleias do planeta chegaram perto de ser exterminadas durante a caça comercial em grande escala dos séculos 19 e 20, que se estendeu até o começo dos anos 1980. Isso significa que a chance de estimar a verdadeira presença de cetáceos supercentenários numa população natural diminui muito, até porque os indivíduos mais velhos provavelmente eram os maiores e mais visados pelos baleeiros.
Para driblar essas limitações estatisticamente, os pesquisadores usaram os dados dos censos populacionais de baleias-francas, montando uma curva que corresponde à taxa em que indivíduos conhecidos e acompanhados pelos cientistas vão desaparecendo da população. Como o total de baleias daquela população é conhecido, ao menos levando em conta os avistamentos anuais dos bichos, a curva permite estimar a probabilidade de que determinado indivíduo morra ao longo do tempo.
Levando tudo isso em conta, os cientistas concluíram que a mediana do tempo de vida das baleias-francas-do-sul é de 74 anos. Mediana não é a mesma coisa que a idade média no momento da morte. Corresponde, na verdade, à idade que a maioria dos indivíduos da população tem quando morre. E, ainda considerando a curva de sobrevivência, espera-se que 10% das baleias ultrapassam os 132 anos de idade (com um intervalo de confiança, ou “margem de erro”, entre 111 anos e 159 anos).
Os pesquisadores destacam ainda que cetáceos do grupo dos golfinhos, parentes relativamente distantes das grandes baleias, também podem atingir idades supercentenárias. É o caso dos narvais, famosos por seu “chifre de unicórnio” (na verdade um dente supercrescido) e as carismáticas e branquíssimas belugas, que costumam ser estrelas de grandes aquários mundo afora.
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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