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Bangladesh convoca enviado da Índia após ataque ao consulado – DW – 03/12/2024
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Bangladesh convocou o principal enviado de Nova Deli na terça-feira após um ataque a um dos seus consulados em Agartala, um pequeno indiano cidade perto da fronteira entre os países.
As tensões foram tensas desde a queda do governo da ex-Primeira-Ministra Sheikh Hasina em Agosto, com o antigo líder autocrático a residir agora na Índia como Bangladesh busca sua extradição.
Nova Deli tem exigido frequentemente melhor protecção para a população da minoria hindu do Bangladesh, que enfrentou ataques de represália no caótico rescaldo da deposição de Hasina devido ao seu aparente apoio ao seu governo.
Manifestantes hindus no norte da Índia – irritados com as acusações de prisão e sedição contra um ativista dos direitos hindus em Bangladesh, Krishna Das Prabhu – atacaram o prédio consular na segunda-feira.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia condenou o incidente como “extremamente lamentável” e a polícia anunciou na terça-feira sete prisões.
O Alto Comissário indiano, Pranay Verma, disse após a reunião em Dhaka que o seu país continua empenhado em colaborar com o governo interino, que tomou posse após a deposição de Hasina para implementar reformas democráticas.
Manifestantes de Bangladesh lutam para se recuperar dos ferimentos
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Protestos em Dhaka, polícia guarda embaixada indiana
Ativistas que vão desde grupos estudantis a partidos políticos islâmicos saíram às ruas da capital de Bangladesh, Dhaka, na terça-feira, para protestar contra o incidente no edifício consular.
Alguns atearam fogo a bandeiras indianas – uma marca existente em protestos anteriores em ambos os países, incluindo no edifício consular na segunda-feira.
A polícia esteve presente para proteger o Alto Comissariado, ou embaixada, da Índia em Dhaka durante as manifestações. Na noite anterior, um pequeno grupo de estudantes tentou invadir o prédio e não conseguiu.
Entretanto, no sudeste do Bangladesh, um tribunal remarcou a audiência de fiança do activista hindu Prabhu, que liderou protestos massivos na cidade de Chattogram, no sudeste. O arguido não compareceu ao tribunal, não tendo sido apresentada qualquer razão para a sua ausência.
Laços tensos desde a queda de Hasina e fuga para a Índia
As relações entre a Índia e o Bangladesh deterioraram-se desde os protestos em massa, nos quais centenas de manifestantes foram mortos, que acabou por derrubar o governo de longa data de Sheikh Hasina.
A Índia, que abrigou cerca de 10 milhões de refugiados e ajudou o Bangladesh a conquistar a independência numa guerra contra o Paquistão em 1971, considerava Hasina – a filha do líder da independência do Bangladesh – uma amiga de confiança.
Desde então, parou de emitir vistos para cidadãos de Bangladesh, exceto para tratamento médico.
Enquanto isso, Bangladesh, sob um governo interino liderado pelo ex-prémio Nobel Muhammad Yunus, procura a extradição de Hasina depois de esta ter fugido de helicóptero para a Índia.
Cerca de 90% da população de Bangladesh é muçulmana, sendo os hindus a maior minoria religiosa, de longe. Hasina tem alegado represálias violentas contra comunidades minoritárias do exílio desde a sua expulsão.
Hindus em Bangladesh celebram Durga Puja em meio a preocupações
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msh/zc (AFP, AP, Reuters)
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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