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Bernie Sanders pressiona para bloquear a venda de armas dos EUA a Israel: tudo o que você precisa saber | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Washington, DC – O Senado dos Estados Unidos votará ainda esta semana projetos de lei para bloquear um acordo de armas de 20 mil milhões de dólares com Israel, um esforço que os defensores dizem que estabelecerá um precedente nos esforços do Congresso para travar as transferências de armas para o aliado dos EUA.
Senador Bernie Sanders – um independente progressista que faz convenção com os democratas – apresentou as medidas, conhecidas como Resoluções Conjuntas de Desaprovação (JRDs), em setembro e anunciou em 13 de novembro que as levaria ao plenário do Senado para votação esta semana.
É pouco provável que o esforço seja aprovado na câmara maioritariamente pró-Israel, mas tem vindo a reunir o apoio de grupos de direitos humanos e de um número crescente de legisladores democratas.
Hassan El-Tayyab, organizador de defesa do Comitê de Amigos sobre Legislação Nacional, um grupo Quaker de justiça social, descreveu a próxima votação como “histórica”.
Ele disse que as resoluções enviam uma mensagem ao presidente Joe Bideno seu futuro sucessor, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de que o “status quo é inaceitável”.
“Só o facto de isto estar a acontecer já envia o sinal político de que não se trata de negócios como sempre”, disse El-Tayyab à Al Jazeera.
Ele acrescentou que a pressão do Congresso poderia alterar o comportamento da administração dos EUA e dos seus aliados israelenses.
A carta
A votação esperada ocorrerá cerca de duas semanas depois que o governo Biden disse que não havia fez uma avaliação que Israel está a bloquear a ajuda humanitária a Gaza – uma conclusão que contradiz as conclusões de grupos humanitários.
O secretário de Estado Antony Blinken e o chefe do Pentágono Lloyd Austin enviaram uma carta aos líderes israelitas em 13 de Outubro, ameaçando “consequências” sob a lei dos EUA se Israel não tomasse medidas específicas para melhorar a situação humanitária em Gaza no prazo de 30 dias.
A lei dos EUA proíbe a assistência militar a países que bloqueiem a ajuda humanitária apoiada por Washington.
A continuação da ajuda militar dos EUA a Israel após o prazo Blinken-Austin – apesar dos avisos dos especialistas das Nações Unidas de que a fome estava já está se espalhando em Gaza – destacou o apoio intransigente de Biden a Israel.
El-Tayyab disse que a decisão “cínica” da administração torna o papel de supervisão do Congresso e a resolução de Sanders ainda mais importantes.
“O Congresso não é um espectador passivo. É um ramo do governo co-igual que partilha a responsabilidade pelo que está a acontecer em Gaza”, disse ele.
Numa declaração anunciando que pretende forçar a votação da resolução, Sanders disse que “não há mais dúvidas” de que Israel está a violar as leis internacionais e dos EUA.
“Por mais horrível que tenha sido o ano passado, a situação atual é ainda pior. Hoje, Israel continua a restringir a fluxo de comida e remédios para pessoas desesperadas”, disse o senador.
“Dezenas de milhares de palestinos enfrentam desnutrição e fome. O volume de ajuda que chega aos habitantes de Gaza é menor do que em qualquer momento do ano passado.”
O que são JRDs?
Segundo a lei dos EUA, o poder executivo pode autorizar a venda de armas a países estrangeiros, mas o Congresso tem poder de veto de facto sobre a questão.
Os legisladores podem introduzir uma medida para bloquear uma determinada venda – um JRD – ao abrigo da Lei de Controlo de Exportação de Armas. Para que a resolução se tornasse lei, ela teria que ser aprovada no Senado e na Câmara dos Deputados e assinada pelo presidente.
Dado que um JRD se opõe quase por natureza à política da Casa Branca, os presidentes são provavelmente bloqueará a legislação proposta, mas o Congresso pode anular o veto presidencial com uma maioria de dois terços em ambas as câmaras.
Sanders introduziu várias resoluções que bloqueariam a venda pelos EUA de tanques e morteiros, munições de ataque direto (JDAMs), caças F-15 e outras armas.
Alguns dos JRD que bloqueiam as vendas de munições a Israel são apoiados pelos senadores democratas Peter Welch, Jeff Merkley e Brian Schatz.
A senadora Elizabeth Warren também manifestou apoio ao esforço, invocando o fracasso da administração Biden em responsabilizar Israel pelo bloqueio da ajuda humanitária a Gaza após a carta Blinken-Austin.
“O fracasso da administração Biden em siga a lei dos EUA e suspender os envios de armas é um erro grave que mina a credibilidade americana em todo o mundo”, disse Warren num comunicado na semana passada.
“Se esta administração não agir, o Congresso deverá intensificar a aplicação da lei dos EUA e responsabilizar o governo de Netanyahu através de uma Resolução Conjunta de Desaprovação.”
Embora o Congresso tenha votado anteriormente alterações sobre o condicionamento da ajuda a Israel, uma votação no Senado sobre um JRD relativo ao aliado dos EUA seria a primeira do género.
Apoio ao esforço
Mais de 110 organizações de defesa, incluindo a Amnistia Internacional dos EUA, o Instituto Árabe Americano e a Human Rights Watch, emitiram uma declaração conjunta endossando os JRD.
“As resoluções conjuntas de desaprovação suspenderiam transferências específicas de tipos de armas que o governo israelita utilizou em ataques que mataram milhares de civis, incluindo trabalhadores humanitários. e jornalistasem Gaza durante o ano passado”, disseram os grupos no comunicado.
Israel apoiado pelos EUA guerra em Gaza matou mais de 43.800 palestinos e levou o território à beira da fome. A intensificação da ofensiva israelita no Líbano também destruiu grandes partes do país e matou mais de 3.480 pessoas.
O Comité Árabe-Americano Anti-Discriminação (ADC) disse que Israel “não deveria receber mais um dólar em apoio dos EUA” por causa dos seus abusos.
“A administração Biden perdeu toda a credibilidade no que diz respeito à sua cumplicidade e participação no genocídio de Israel, chegando ao ponto de ignorar completamente a lei dos EUA”, afirmou o grupo num comunicado.
“Já passou da hora de o Congresso intervir e fazer o que o presidente Biden, o secretário Blinken e o secretário Austin não farão – fazer cumprir a lei dos EUA e dizer não mais armas para o genocídio israelense.”
O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) repetiu essa afirmação.
“Com provas inegáveis dos crimes de guerra de Israel e da obstrução deliberada da ajuda humanitária, o nosso governo continua a vender milhares de milhões em armas ofensivas a Israel”, disse o diretor de assuntos governamentais do CAIR, Robert McCaw, num comunicado.
“Esse apoio inescrupuloso para genocídio perpetua a violência e o sofrimento. Com a votação no Senado na próxima semana, temos uma oportunidade crítica para impedir estas vendas de armas.”
Resposta pró-Israel
O esforço de Sanders pode ser um esforço improvável, mas os grupos pró-Israel notaram-no e estão a fazer lobby contra as resoluções.
O Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (AIPAC) instou seus apoiadores a entrar em contato com seus senadores para rejeitar as resoluções.
“Enfraquecer a segurança de Israel enquanto o país está envolvido numa guerra em sete frentes contra inimigos comuns é perigoso para a América e para o Estado judeu”, disse o grupo aos seus apoiantes por e-mail.
A Maioria Democrática por Israel (DMFI), um grupo de defesa pró-Israel centrado nos responsáveis democratas, emitiu uma mensagem semelhante.
“O senador Bernie Sanders e outros planeiam apresentar legislação para bloquear a ajuda militar a Israel na próxima semana, mesmo quando Israel está sob ataque, e a administração Biden confirmou que Israel está a aderir aos padrões estabelecidos pelos Estados Unidos para a ajuda humanitária a Gaza, ”, disse o DMFI.
“Devemos fazer tudo o que pudermos para detê-lo.”
El-Tayyab rejeitou tais críticas, sublinhando que o impulso legislativo visa apenas bloquear armas ofensivas para Israel.
“Não existe uma solução militar para o conflito em Gaza – apenas uma solução diplomática que aborde as causas profundas da violência”, disse ele à Al Jazeera.
“Em vez de enviar mais armas, o Congresso e a administração deveriam alavancar a ajuda militar com Bibi (Netanyahu) e o Knesset para finalmente fazê-los aceitar um acordo de cessar-fogo em Gaza e no Líbano. E penso que esta é uma estratégia muito melhor para garantir a defesa de Israel e proteger Direitos humanos palestinos.”
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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