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Biden abriu caminho para o flagrante desrespeito às regras internacionais por parte de Trump | Mohamad Bazzi
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2 anos atrásem
Mohamad Bazzi
DOnald Trump quer reviver o imperialismo americano. Durante semanas, ele ameaçou tomar a Groenlândia e o Canal do Panamá, possivelmente pela força militar. E prometeu aos seus apoiantes que pressionaria o Canadá, através de uma guerra económica, para se tornar o 51º estado dos EUA. As repetidas ameaças de Trump de minar as fronteiras e usar a força alarmaram os aliados dos EUA, que estão preocupados com o facto de, mesmo que não esteja a falar a sério, o novo presidente está ansioso por ignorar normas de décadas sobre o respeito pela integridade territorial e a utilização do poder militar.
No início do primeiro mandato de Trump, tornou-se claro que ele despreza o direito internacional e a ordem baseada em regras implementado após o fim da Segunda Guerra Mundial para conter o conflito entre as potências mundiais. Mas desta vez, Trump não é motivado apenas pelo seu desdém pelas instituições e normas globais – ou mesmo pelo “teoria do louco”da política externa, onde um presidente tentará parecer imprevisível, ou irracional, como uma tática de negociação para desequilibrar os adversários.
Trump foi encorajado pelas ações recentes de líderes mundiais que supostamente estavam muito mais preocupados em preservar a paz e a segurança internacionais. Joe Biden e outros líderes ocidentais prepararam o terreno para Trump nos últimos 15 meses, ao desafiarem e enfraquecerem o direito internacional para proteger Israel enquanto este travava uma guerra devastadora em Gaza.
Aqui está um resumo de como as autoridades ocidentais, especialmente a administração Biden, minaram repetidamente as instituições e a lei internacionais para proteger Israel e seu primeiro-ministro. Benjamim Netanyahudas consequências dos seus crimes de guerra em Gaza:
Pouco depois de a África do Sul ter apresentado um processo no final de Dezembro de 2023 contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça (CIJ), acusando-o de levar a cabo um genocídio em Gaza, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, indeferiu a petição como “sem mérito” e disse que iria desviar a atenção dos esforços dos EUA para garantir a ajuda humanitária. Semanas depois, o tribunal, que é o mais alto órgão judicial da ONU, permitiu que o caso avançasse e ordenou que Israel evitasse atos de genocídio pelas suas tropas em Gaza e permitir mais ajuda ao território sitiado. Israel, juntamente com os seus aliados ocidentais, ignorou a decisão do tribunal.
A administração Biden expôs-se rapidamente a acusações de hipocrisia devido à sua recusa em apoiar as decisões do tribunal internacional sobre Israel, quando Washington havia instado Os adversários dos EUA devem cumprir as decisões anteriores do TIJ, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. As ordens do tribunal são vinculativas para os seus estados membros, mas o TIJ não tem um mecanismo de aplicação além de encaminhar questões para o conselho de segurança da ONU, onde o Biden a administração usou o seu poder de veto quatro vezes desde Outubro de 2023 para proteger Israel das exigências de um cessar-fogo.
Em maio, Karim Khan, promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), outro tribunal com sede em Haia, anunciou que buscava mandados de prisão para os líderes israelenses por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos em Gaza. O promotor buscou mandados contra Netanyahu e o então ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, bem como três importantes líderes do Hamas que organizaram o ataque de 7 de outubro de 2023 a Israel. Biden e seus principais assessores imediatamente ficaram do lado de Israel, e chamou a decisão acusar Netanyahu e Gallant de “ultrajantes”. Os políticos dos EUA também ameaçaram impor sanções contra Khan e outros funcionários do TPI.
Em 24 de Maio, o TIJ emitiu outra decisão, ordenando a Israel que parar seu ataque militar na cidade de Rafah, no sul de Gaza, onde mais de 1 milhão de palestinianos se refugiaram depois de terem sido expulsos das suas casas noutras partes do enclave. A decisão foi o mais próximo que o tribunal superior do mundo chegou de ordenar um cessar-fogo em Gaza – e expôs como os aliados mais próximos de Israel, os EUA e o Reino Unido, continuariam a desrespeitar o direito e as instituições internacionais para proteger o governo de Netanyahu.
Em 21 de Novembro, o TPI finalmente emitiu mandados de prisão para Netanyahu e Gallant sob a acusação de usar a fome como método de guerra e outros crimes contra a humanidade. Foi a primeira vez que líderes de um Estado alinhado ao Ocidente foram acusados pelo tribunal desde que este foi criado em 2002 ao abrigo do Estatuto de Roma. Netanyahu e Gallant correm o risco de serem presos se viajarem para qualquer um dos 124 países que assinaram o estatuto, embora vários signatários europeus, incluindo a Alemanha e a França, não tenham cometido para fazer cumprir os mandados de prisão. Biden denunciou novamente a ação do TPI contra os líderes israelenses, embora tivesse aplaudiu a decisão do tribunal em 2023 para emitir um mandado de prisão contra o presidente russo, Vladimir Putin, por crimes de guerra na Ucrânia.
A administração Biden poderia ter usado estas decisões internacionais e o crescente isolamento de Israel como alavanca para parar de enviar milhares de milhões de armas dos EUA para Israel e forçar Netanyahu a pôr fim à guerra. Em vez disso, Biden e os seus principais assessores trabalharam durante quase um ano para desacreditar os tribunais e procuradores internacionais, a fim de proteger Israel. Após o desastroso primeiro mandato de Trump, Biden assumiu o cargo em 2021 prometendo colocar a proteção dos direitos humanos em primeiro plano. centro da política externa dos EUA. Mas ele agiu como os anteriores presidentes americanos, que travaram ou sustentaram guerras dos EUA no estrangeiro, ao mesmo tempo que proferiam uma retórica grandiosa sobre o respeito pela democracia e pelos direitos humanos. Biden expôs a realidade das suas políticas com o seu apoio incondicional ao ataque de Israel a Gaza.
Biden e os seus conselheiros também expuseram os EUA a uma potencial cumplicidade em crimes de guerra, considerando que Washington é, de longe, o maior fornecedor de armas a Israel. Desde outubro de 2023, a administração Biden gastou impressionantes US$ 22,7 bilhões em fundos dos contribuintes para fornecer armas a Israel, outra assistência de segurança e custos adicionais para actividades militares directas dos EUA no Médio Oriente devido à guerra de Gaza.
Durante 15 meses, Biden continuou a fornecer a Netanyahu armas e cobertura política dos EUA na ONU, enquanto Israel agiu impunemente em Gaza. Será alguma surpresa que Trump veja o atropelamento do direito internacional e das supostas normas por parte de Biden como uma luz verde para exercer o poder dos EUA em termos ainda mais cruéis – para ameaçar uma tomada militar da Gronelândia ou uma invasão para recuperar o controlo dos EUA sobre o Canal do Panamá?
Especialistas ocidentais estão indignados que a retórica expansionista de Trump, mesmo que pretenda ser uma trollagem ou uma distracção, encorajará os adversários tradicionais dos EUA, como a Rússia e a China, a tomarem território na Ucrânia ou em Taiwan. Mas isto ignora os graves danos que líderes presumivelmente racionais como Biden já causaram à ordem internacional.
Uma vez que os líderes ocidentais tornaram o direito internacional sem sentido em Gaza – permitindo que Israel ignorasse o TIJ e o TPI e continuasse cometendo crimes de guerra – nenhuma retórica elevada poderia esconder a hipocrisia e a duplicidade de critérios dos EUA e de outras potências mundiais. Gaza destruiu a fachada remanescente de um Estado de direito internacional – e Trump está ansioso por tirar partido do caos que se seguiu.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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