NOSSAS REDES

ACRE

EUA proíbem corante alimentício vermelho E127, conhecido por causar câncer em ratos

PUBLICADO

em

As autoridades americanas anunciaram na quarta-feira, 15 de janeiro, que proibiam a utilização em alimentos e medicamentos de um controverso corante vermelho, o E127, conhecido há mais de trinta anos por causar cancro em ratos.

Chamado de eritrosina, esse aditivo sintético criado a partir do petróleo também é conhecido pelo nome E127 na Europa e “Red 3” na América do Norte. É usado para dar aos alimentos ou cápsulas de medicamentos uma aparência rosa brilhante a vermelha.

A agência americana de controle de alimentos e medicamentos, Food and Drug Administration (FDA), anunciou em seu site mudanças em seus regulamentos “para não mais autorizar o uso do “Vermelho 3” em alimentos e medicamentos de ingestão”.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Aditivos alimentares associados ao aumento do risco de cancro

Até agora, foi encontrado em cerca de 3.000 produtos alimentícios comercializados nos Estados Unidos, de acordo com o banco de dados do Environmental Working Group (EWG): doces, frutas enlatadas, bebidas e até mesmo um substituto vegetariano do bacon. Esta decisão marca um “vitória monumental para a saúde e segurança do consumidor”cumprimentou Ken Cook, presidente do EWG.

Este corante já estava proibido nos Estados Unidos desde 1990 em cosméticos e medicamentos aplicados diretamente na pele, devido aos riscos de alergia e às suspeitas do seu caráter cancerígeno para os seres humanos, depois de estudos terem demonstrado que provocava cancro em roedores.

Vários outros países também restringiram severamente a sua utilização: na UE, a eritrosina é exclusivamente autorizada em alimentos para cerejas enlatadas e cocktails, mas é utilizada pela indústria farmacêutica em particular para colorir cápsulas.

Distúrbios comportamentais

Embora reconheça a natureza cancerígena do corante em ratos, a FDA mantém na sua decisão que as evidências até à data não estabelecem tal risco em humanos, apontando em particular para as diferenças nos mecanismos hormonais entre as espécies. No entanto, decide proibi-lo como medida cautelar, conforme exigido pela legislação federal, respondendo assim favoravelmente a um pedido nesse sentido apresentado em 2022 por diversas associações de consumidores americanas.

A decisão da FDA centra-se na questão da carcinogenicidade, mas os corantes alimentares sintéticos, incluindo a eritrosina, também são questionados pelo seu possível envolvimento em distúrbios comportamentais em crianças. “Estudos em humanos mostram que os corantes alimentares sintéticos estão associados a efeitos neurocomportamentais adversos em crianças e que as crianças variam na sua sensibilidade aos corantes alimentares sintéticos”alertou um relatório do governo californiano em 2021. Diante desses riscos, a Califórnia adotou uma lei em 2023 com o objetivo de proibir a partir de 2027 a fabricação e distribuição de quaisquer alimentos que contenham eritrosina.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Metilfenidato e outras moléculas, onde estão as pesquisas no tratamento do TDAH?

“Problema mais amplo”

“Mas o Vermelho 3 não é o único problema, é o sintoma de um problema mais amplo”Thomas Galligan, cientista do Centro para a Ciência de Interesse Público, uma das associações que contactou a FDA, insistiu recentemente à Agence France-Presse.

O mundo memorável

Teste seus conhecimentos gerais com a equipe editorial do “Le Monde”

Teste seus conhecimentos gerais com a equipe editorial do “Le Monde”

Descobrir

Múltiplas associações culpam as autoridades de saúde americanas pela sua lentidão em agir e denunciam os esforços liderados pelos lobbies agroalimentares e farmacêuticos para manter o status quo. Corantes sintéticos “não agregar nenhum valor nutricional nem conservar os alimentos. Eles só estão acostumados (O) embelezar » e poderia, portanto, ser removido, de acordo com o Sr. Galligan.

Com esta decisão, as associações de consumidores esperam inaugurar uma mudança mais ampla na regulamentação das substâncias sintéticas autorizadas. Tal desenvolvimento poderia ser encorajado pela opinião pública, cada vez mais consciente do assunto, esperam. Mas também possivelmente por Robert Kennedy Jr, que assumirá a chefia do Ministério da Saúde quando Donald Trump chegar à Casa Branca. Kennedy Jr disse ser a favor da restrição do uso de corantes alimentares sintéticos e prometeu fazer da alimentação saudável uma de suas prioridades.

O mundo com AFP

Reutilize este conteúdo



Leia Mais: Le Monde

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS