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Biden e Xi Jingping se reúnem pela última vez na cúpula do Peru – DW – 17/11/2024
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Presidente dos EUA Joe Biden reuniu-se com o seu homólogo chinês Xi Jinping no sábado, à margem do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Lima, Peru.
Foi a última reunião desse tipo entre os dois líderes, como Presidente eleito Donald Trump deverá tomar posse em dois meses. Trump prometeu impor tarifas sobre produtos chineses, reacendendo uma rivalidade econômica que ele teve com a China durante sua presidência entre 2017 e 2021.
Xi disse a Biden que a China “se esforçará por uma transição suave” na relação bilateral, acrescentando que “a China está pronta para trabalhar com uma nova administração”, em referência a Trump, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.
Líderes concordam sobre controle humano de armas nucleares
Biden e Xi também concordaram que os humanos, não inteligência artificialdeve tomar decisões sobre o uso de armas nuclearesmarcando a primeira vez que os dois países fizeram tal declaração.
“Os dois líderes afirmaram a necessidade de manter o controlo humano sobre a decisão de usar armas nucleares”, afirmou a Casa Branca num comunicado.
“Os dois líderes também sublinharam a necessidade de considerar cuidadosamente os riscos potenciais e desenvolver a tecnologia de IA no domínio militar de uma forma prudente e responsável”, acrescentou.
Xi alerta sobre as ‘linhas vermelhas’ da China
Enquanto isso, Xi disse a Biden que as questões de Taiwana democracia, os direitos humanos e o direito ao desenvolvimento são “linhas vermelhas” para a China e não devem ser questionadas.
O presidente chinês disse a Biden que o “Questão de Taiwana democracia e os direitos humanos, os caminhos e os sistemas e os interesses de desenvolvimento são as quatro linhas vermelhas da China que não devem ser desafiadas”, segundo a emissora estatal chinesa CCTV.
A China reivindica Taiwan como seu próprio território e recusou-se a descartar o uso da força para tomá-lo. Os Estados Unidos são o principal apoiante da segurança da ilha autónoma, embora não reconheçam diplomaticamente Taipei.
Xi também alertou os Estados Unidos para não interferirem nas relações bilaterais. disputas por ilhas e recifes no Mar da China Meridionalou “ajudar ou encorajar o impulso de fazer provocações” na região.
‘Altos e baixos’ das relações EUA-China
O presidente chinês alertou que os laços entre os dois países poderiam “enfrentar reviravoltas ou mesmo regredir” se um lado considerasse o outro como oponente ou inimigo.
Por sua vez, Biden falou sobre o panorama geral, refletindo sobre os últimos quatro anos, bem como sobre o longo relacionamento dos dois países.
“Nos últimos quatro anos, as relações China-EUA passaram por altos e baixos, mas com nós dois no comando, também nos envolvemos em diálogos e cooperação frutíferos e, em geral, alcançamos a estabilidade”, disse Biden.
Biden e Xi se conheceram quando ambos eram vice-presidentes, fato que o presidente dos EUA destacou.
“Por mais de uma década, você e eu passamos muitas horas juntos, tanto aqui como na China e no meio. E acho que passamos muito tempo lidando com essas questões”, disse Biden no sábado.
O presidente dos EUA disse que embora os dois líderes nem sempre tenham concordado, as suas discussões têm sido “francas” e “sinceras”.
jcg,dh/sms (AFP, Reuters, AP)
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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