POLÍTICA
Big techs ‘estão pouco se lixando’ para a democrac…
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11 meses atrásem
Marcela Rahal
O relator do PL das Fake News, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), afirmou em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, desta terça-feira, 11, que as big techs atuam apenas “para garantir os seus negócios e o seu lucro” e “estão pouco se lixando para a democracia no Brasil”. Na conversa, o parlamentar tratou dos projetos alternativos sobre a regulamentação das redes sociais que estão em discussão no Congresso, os principais obstáculos para o avanço de propostas, as recentes mudanças tomadas por big techs sobre o monitoramento das plataformas e o impacto da gestão do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao tema no Brasil.
“Essas empresas atuam para garantir os seus negócios e o seu lucro. O modelo de negócio das big techs está centrado numa dinâmica de rede em que a polarização gera engajamento e encapsula o debate e coloca as pessoas nas chamadas bolhas. O que essas empresas têm interesse é lucro, elas estão pouco se lixando para a democracia no Brasil, tão pouco se lixando para a violência de gênero no Brasil, se difundir racismo no Brasil, estão pouco se lixando se o debate político fica interditado. Tudo o que elas querem do Brasil é lucro, assim que elas se comportam. É legítimo de algum modo. É do interesse delas e elas servem a uma estratégia nacional dos EUA”, disse o deputado.
O programa, apresentado por Marcela Rahal, também abordou as principais notícias do dia com o colunista Robson Bonin.
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A entrevista é transmitida simultaneamente no YouTube e na home de VEJA, e para os inscritos no canal de VEJA no WhatsApp.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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