ACRE
Bill Clinton criticado por dizer que Israel foi ‘forçado’ a matar civis em Gaza | Notícias de Gaza
PUBLICADO
1 ano atrásem
Os líderes árabes e muçulmanos qualificaram os comentários do ex-presidente dos EUA de “insultuosos” e “contraproducentes”.
O antigo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, está a enfrentar a reacção dos muçulmanos e dos árabes americanos depois de dizer que Israel foi “forçado” a matar civis em Gaza e de sugerir que Israel esteve “primeiro” na Terra Santa, antes dos palestinianos.
Falando num comício da candidata presidencial democrata Kamala Harris em Michigan, um ponto crucial balançar o estado dos EUA com grandes populações árabes e muçulmanas que os Democratas estão a tentar conquistar, Clinton disse que compreende as preocupações das pessoas sobre o derramamento de sangue em Gaza, mas disse que Israel não tem escolha senão infligir grandes perdas civis, mesmo sendo acusado de genocídio na Internacional Tribunal de justiça.
“O Hamas garante que eles estejam protegidos. Eles vão forçá-lo a matar civis se quiser se defender”, disse Clinton.
“Vou fazer tudo o que puder para convencer as pessoas de que não podem sair desta situação com assassinato, de qualquer lado”, acrescentou mais tarde.
Desde que eclodiu a guerra de Israel contra Gaza, as forças israelitas mataram mais de 43 mil pessoas no enclave palestiniano, o maioria mulheres e crianças. Uma iniciativa apoiada pelas Nações Unidas comissão acusou Os militares de Israel acusaram “crimes contra a humanidade” durante a guerra, incluindo a fome forçada e ataques intencionais a civis, bem como culparam grupos palestinianos por crimes de guerra.
Clinton também gerou polêmica quando disse que os israelenses estavam “primeiro” na Terra Santa.
“Recebi notícias do (Hamas) – (os israelitas) estiveram lá primeiro, antes de a sua fé existir”, disse ele, evitando fazer referência às centenas de milhares de palestinianos etnicamente limpos das suas casas em 1948, durante a guerra que estabeleceu Israel.
‘Insultuoso e islamofóbico’
Líderes árabes e muçulmanos-americanos criticaram Clinton por antagonizar comunidades cujos votos são democratas estive namorando nas acirradas eleições de 5 de Novembro nos EUA.
“É difícil pensar numa forma mais contraproducente de enviar esta mensagem”, escreveu Yousef Munayyer, chefe do programa Palestina/Israel no Centro Árabe de Washington DC, nas redes sociais.
“A tentativa insensível e desonesta de Bill Clinton de justificar os ataques do governo israelense aos civis em Gaza foi tão insultuosa quanto islamofóbica”, disse Robert S. McCaw, diretor de assuntos governamentais do Conselho de Relações Americano-Islâmicas, em um comunicado.
Apesar de votarem tradicionalmente nos democratas, muitos árabes-americanos estão a afastar-se do partido este ano devido à raiva pelo apoio inabalável do presidente Joe Biden a Israel no meio das guerras em Gaza e no Líbano, uma posição que Harris manteve. Uma pesquisa recente sugere mais árabes americanos apoiar o candidato republicano Donald Trump do que Harris, uma tendência que pode ser importante em Michigan.
Os Democratas foram acusados de serem surdos nos seus comentários sobre Israel e os palestinianos, e de concentrarem as suas mensagens dirigidas aos progressistas pró-palestinos no alerta sobre os perigos de Trump, em vez de agirem para impedir Israel de continuar as suas guerras no Médio Oriente. .
Abdullah Hammoud, prefeito da primeira cidade de maioria árabe dos EUA, Dearborn, disse que os comentários de Clinton e de outros líderes democratas não estavam ajudando o partido em relação à sua comunidade.
“Há rumores de que os Democratas querem enviar Bill Clinton a Dearborn para reunir o voto árabe neste fim de semana”, escreveu Hammoud nas redes sociais.
“Faça-nos um favor – pare de enviar substitutos que não têm respeito ou consideração por esta comunidade. Você só está infligindo mais dano.”
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
Relacionado
ACRE
I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
PUBLICADO
5 dias atrásem
6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE4 dias agoUfac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
ACRE5 dias agoI FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
ACRE4 dias agoEducação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
Economia e Negócios23 horas agoSambaex amplia eventos presenciais no Brasil, promove educação em criptomoedas e lança fundos sociais de educação e meio ambiente
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login