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Bill Maher coloca o destino da Grande Barreira de Corais no centro das atenções – mas falta algo nas frases de efeito | Graham Readfearn
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Graham Readfearn
EUem vez de uma crise existencial para espécies em todo o mundo, ou ameaçando submergir nações inteiras do Pacífico e cidades costeiras onde vivem centenas de milhões de pessoas, ou um fenómeno que conduz ondas de calor sem precedentes e incêndios florestaisa crise climática foi caracterizada de forma um pouco diferente no principal programa de TV a cabo dos EUA, Real Time with Bill Maher.
As alterações climáticas eram “um problema”, disse o cientista político dinamarquês Bjorn Lomborg ao comediante Maher, mas apenas reduziriam alguns pontos percentuais ao PIB global até ao final do século e, de qualquer forma, afirmou ele, nessa altura as pessoas seriam muito mais ricas de qualquer maneira. .
As alterações climáticas foram um problema para a Grande Barreira de Corais? Lomborg também deixou isso de lado, dizendo que a poluição ou a pesca excessiva, e não as alterações climáticas, eram os verdadeiros desafios do recife. (Eles não são.)
Embora estas não sejam declarações novas de Lomborg, que há muito se opõe aos riscos das alterações climáticas, os aplausos do público sugeriram que foram bem recebidas.
Mas o que está faltando em suas frases de efeito?
Três graus
Cerca de 700 mil pessoas assistem ao programa de Maher na HBO todas as semanas.
UM clipe da aparição de Lomborg no YouTubepartilhado pelo comentador conservador Dave Rubin, foi visto mais de 1,7 milhões de vezes (Rubin descreveu incorretamente Lomborg como climatologista – na verdade, ele é um cientista político e diretor de um thinktank).
No clipe, Lomborg disse que dois economistas climáticos, incluindo o ganhador do Nobel William Nordhaus, chegaram a conclusões semelhantes no início deste ano: que se o planeta aquecesse 3°C até o final do século, o efeito sobre o PIB global seria de apenas 2- 3%.
Nordhaus e outros usam o que é conhecido como Modelos de Avaliação Integrados (IAM). Peter Howard, um importante economista climático da Universidade de Nova Iorque que investiga os mesmos modelos, diz que “o diabo está realmente nos detalhes”.
Howard diz que os modelos não levam em conta alguns efeitos, incluindo os chamados “pontos de inflexão”, e têm incertezas muito grandes associadas a eles.
“Alguns economistas respeitados questionam se podemos estimar com precisão os danos climáticos”, disse ele por e-mail, apontando para um comentário rotulando os IAMs como “quase inúteis”.
Ele disse que o enquadramento de Lomborg apresentado no clipe era “incorreto e enganoso” porque “ignora riscos potenciais significativos de mudanças climáticas devido à incerteza nas ciências físicas e sociais”.
Dado que Lomborg cita Nordhaus, vale a pena perguntar o que o professor da Universidade de Yale pensa sobre as alterações climáticas.
Em um artigo publicado em 2019, um ano depois de ter ganho o Nobel, Nordhaus escreveu que o aquecimento global “ameaça o nosso planeta e paira sobre o nosso futuro como um Colosso” e era “uma grande ameaça para os seres humanos e para o mundo natural”.
‘Uma perspectiva diferente’
No início deste ano, Nordhaus divulgou resultados de um atualizar para seu modelo.
Ele escreveu que o “conceito económico mais importante na economia das alterações climáticas é o custo social do carbono” (SCC) – o montante que cada tonelada de CO2 custa à economia agora e no futuro.
Howard disse que os cálculos do SCC a partir da modelagem de Nordhaus poderiam “dar uma perspectiva diferente” sobre os custos da emissão de gases de efeito estufa do que uma referência ao PIB.
Por exemplo, Howard disse que os resultados de Nordhaus sugerem que as emissões de gases com efeito de estufa a partir de 2020 causariam entre 4 a 5 biliões de dólares em danos ao longo da sua vida.
“Não é surpreendente, dados estes totais em dólares, que uma conclusão padrão na economia seja que faz sentido, do ponto de vista económico, diminuir as emissões de gases com efeito de estufa, a fim de reduzir os custos das alterações climáticas”, acrescentou Howard.
A Grande Barreira de Corais
Lomborg presenteou Maher com dados que ele disse mostrarem a quantidade de coral no Grande Barreira de Corais “tem estado no nível mais alto” desde que os registos começaram em 1986, e recuperou dos níveis baixos observados há cinco anos.
Notavelmente, ele não mencionou que o recife tinha acabado de passar, provavelmente, pelo seu pior evento de branqueamento de corais em massa já registrado.
Os dados citados por Lomborg foram retirados de pesquisas subaquáticas realizadas pelo Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS).
Mas os dados mais recentes dessas pesquisas, disse a AIMS em comunicado esta semana, foram “realizados antes e durante o recente evento de branqueamento em massa, um dos mais sérios e extensos já registrados”.
O branqueamento em massa dos corais é causado pelo aumento do calor dos oceanos, impulsionado principalmente pela queima de combustíveis fósseis.
Os corais branqueados ainda eram contados como vivos, disse a AIMS, e “como tal, o resultado mais recente da cobertura de corais não capturou quantos corais sobreviveram ou morreram após o branqueamento de 2024”.
O aumento da cobertura de corais sobre o recife foi impulsionado por corais de rápido crescimento que são os mais susceptíveis ao stress térmico.
A AIMS afirmou que os elevados níveis de cobertura de corais observados nos últimos anos se devem “em parte a um período entre 2018 e 2022 que foi relativamente livre de eventos de perturbação que causaram mortalidade generalizada de corais no recife”.
A maior ameaça aos corais?
Lomborg afirmou que a maior parte do desafio para o recife “vem da pesca excessiva, da poluição industrial proveniente do escoamento do mar”, dizendo “esses são os tipos de coisas que deveríamos consertar, mas não estamos sendo bem informados se nos dizem isso é por causa das mudanças climáticas”.
A opinião de Lomborg, de que as alterações climáticas não são a maior ameaça aos recifes de coral em todo o mundo, é partilhada por quase ninguém que realmente investiga a questão.
A AIMS afirmou: “As alterações climáticas continuam a ser a maior ameaça, com alguma margem. O desafio que a Grande Barreira de Corais e os recifes de coral enfrentam em todo o mundo é existencial devido às alterações climáticas.”
Os recifes não estão “melhorando”
Maher perguntou a Lomborg porque é que os recifes de coral “estão melhor nos últimos três anos… não é como se tivéssemos feito alguma coisa”.
“Não sei”, respondeu Lomborg.
Talvez a resposta seja que os recifes de coral não estão “melhorando” nos últimos três anos.
O que não foi mencionado por Lomborg ou Maher foi que os recifes de coral do mundo acabaram de sofrer o evento de estresse térmico mais generalizado já registrado, impulsionado por temperaturas recordes dos oceanos em todo o mundo – com mais de 70% atingidos pelo branqueamento.
O que 3C realmente significaria?
No clipe, Lomborg não falou sobre os riscos de permitir que o planeta aqueça 3ºC. Considerando que o actual aquecimento global de pouco mais de 1ºC provavelmente empurrou o planeta para os seus níveis mais quentes em pelo menos 100.000 anos, chegando a 3C levaria a civilização humana muito além de tudo o que já havia experimentado antes.
O professor Mark Howden, diretor do Instituto de Soluções Climáticas, Energéticas e de Desastres da Universidade Nacional Australiana, esteve envolvido em várias avaliações da ONU sobre alterações climáticas. Ele disse que em 3°C, o estresse térmico seria “muitas vezes pior”, afetando a saúde física e mental humana, aumentando os riscos de insegurança alimentar e desnutrição, ameaçando muitas espécies de extinção, aumentando a intensidade das chuvas e o risco de inundações e elevando o nível do mar que poderia resultar no deslocamento de 400 milhões de pessoas.
“O mundo a 3°C seria um lugar mais pobre e mais arriscado, com os habitantes tendo vidas e meios de subsistência diminuídos”, disse Howden.
“A lista poderia continuar indefinidamente. Cada vez mais análises económicas mostram que os custos líquidos das alterações climáticas e os impactos associados são muito superiores aos custos da redução das emissões de gases com efeito de estufa. Por outras palavras, o caminho mais racional e justo a seguir é reduzir as nossas emissões de forma rápida, substancial e persistente.”
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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