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BlackRock deixa grupo climático em novo recuo ambiental – 09/01/2025 – Mercado

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Ross Kerber

A BlackRock, a maior administradora de ativos do mundo, disse nesta quinta-feira (9) que deixará a iniciativa Net Zero Asset Managers (Nzami), o mais recente recuo ambiental de Wall Street em compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa.

A BlackRock, que administra cerca de US$ 11,5 trilhões de dólares, disse que, com dois terços de seus clientes globais comprometidos com o corte de emissões líquidas para zero, fazia sentido participar de grupos como a Nzami.

“No entanto, nossa participação em algumas dessas organizações causou confusão em relação às práticas da BlackRock e nos submeteu a questionamentos legais de várias autoridades públicas”, o que levou à saída, afirmou a companhia em uma carta aos clientes compartilhada por um representante da empresa.

Os membros da Nzami se comprometem a apoiar a meta de emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050, usando influência como, por exemplo, a forma como votam em reuniões corporativas. Atualmente, o grupo conta com mais de 325 signatários que administram mais de US$ 57,5 trilhões, de acordo com seu site.

Os principais bancos de Wall Street deixaram uma organização climática semelhante nas últimas semanas, antes do retorno do presidente eleito dos EUA, Donald Trump ao poder. Nas últimas semanas, JPMorgan, Bank of America, Morgan Stanley e Wells Fargo disseram que deixaram a NZBA (Net-Zero Banking Alliance), na qual ainda restam cerca de 140 bancos, entre eles os principais da Europa.

Embora as saídas possam não ter um efeito direto sobre os empréstimos ou as compras de ações, a participação das empresas foi vista como um indicador das prioridades ambientais dos investidores.

A saída da BlackRock, em teoria, pode levar outras empresas a seguirem o exemplo, embora nesta quinta-feira um representante do braço de gestão de ativos da State Street, uma rival da BlackRock, tenha dito que a empresa continua sendo membro da entidade.

Esforços como a Nzami, que foi criada em 2020 e impulsionada por uma conferência climática das Nações Unidas em 2021, começaram sem controvérsias, pois os líderes mundiais buscavam maneiras de aproveitar o capital para fazer a transição do mundo para fontes de energia mais limpas.

No entanto, os integrantes do Partido Republicano, muitos deles de estados produtores de petróleo e carvão nos EUA, menosprezaram os esforços e acusaram as entidades de violarem leis antitruste do país.

Em dezembro, um comitê do Congresso dos EUA liderado pelos republicanos solicitou informações à BlackRock e a dezenas de outros gestores de ativos envolvidos com a Nzami. Em novembro, a BlackRock e seus rivais foram processados pelo Texas e por 10 outros estados dos EUA liderados por republicanos, que alegaram que o ativismo reduziu a produção de carvão e aumentou os preços da energia.

A BlackRock negou qualquer irregularidade e disse que a ação judicial “desestimula os investimentos nas empresas das quais os consumidores dependem”.

Na carta aos clientes desta quinta-feira, a BlackRock disse que a saída da empresa da entidade “não altera a forma como desenvolvemos produtos e soluções para os clientes ou como administramos suas carteiras. Os gerentes de portfólios ativos da BlackRock continuam a avaliar os riscos materiais relacionados ao clima, juntamente com outros riscos de investimento, na entrega para os clientes.”



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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