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Bolsonaro espera que o retorno de Trump ajude no retorno político no Brasil | Notícias de Jair Bolsonaro

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“Trump está de volta e é um sinal de que voltaremos também”, disse o ex-presidente do Brasil ao WSJ em meio a acusações de tentativa de golpe.

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, expressou esperança de que o retorno do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, à Casa Branca em janeiro ajude a reforçar seu próprio retorno político, em meio a acusações de que ele participou de um golpe fracassado na nação sul-americana.

O Wall Street Journal informou na noite de quinta-feira que Bolsonaro está apostando que Trump pressionará o Brasil com sanções para adiar execução de uma decisão judicial que o proíbe do cargo até 2030 por atacar infundadamente o sistema de votação do país antes das eleições de 2022 que perdeu.

“Trump está de volta e é um sinal de que voltaremos também”, disse Bolsonaro em entrevista ao jornal norte-americano.

Os comentários de Bolsonaro ocorrem poucos dias depois de a polícia brasileira divulgar um relatório implicando o ex-presidente em uma suposta organização criminosa destinada a anular as eleições de 2022 que ele perdeu para seu rival de esquerda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Bolsonaro “planejou, agiu e teve conhecimento direto e efetivo da atuação da organização criminosa visando lançar um golpe de estado e eliminar o Estado democrático de direito”, afirma o relatório.

O ex-capitão do Exército, que serviu como presidente de 2019 a 2022, negou qualquer irregularidade e afirmou ser vítima de uma caça às bruxas com motivações políticas.

Apesar das acusações de golpe e outras investigações contra ele, a vitória eleitoral de Trump no início deste mês nos EUA injetou nova energia na extrema direita do Brasil e despertou esperanças de que Bolsonaro possa espelhar o seu regresso ao poder.

Bolsonaro expressou frequentemente admiração por Trump durante o primeiro mandato do republicano, de 2017 a 2021, e foi amplamente apelidado de “Trump dos Trópicos” durante a sua própria presidência.

Da mesma forma que Trump, que continua a dizer que a eleição de 2020 que perdeu para o presidente Joe Biden lhe foi roubada, Bolsonaro passou meses antes da votação de 2022 no Brasil alegando falsamente que o sistema de votação do país era vulnerável a fraudes generalizadas.

Pouco depois de seu adversário de esquerda, Lula, assumir o cargo em janeiro de 2023, milhares de apoiadores de Bolsonaro que ficaram irritados com os resultados eleitorais invadiram o palácio presidencial, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal na capital, Brasília.

O ataque suscitou comparações com a insurreição nos EUA dois anos antes, em 6 de janeiro de 2021, quando um grupo de apoiantes de Trump invadiu o edifício do Capitólio em Washington, DC, para impedir o Congresso de certificar a vitória eleitoral de Biden.

Guilherme Casaroes, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, disse esta semana que os conservadores brasileiros “estão esperando que (Trump) use a ameaça de sanções e outras medidas punitivas para pressionar as autoridades brasileiras a permitir” que Bolsonaro concorra. para presidente em 2026.

“Mesmo que a ameaça de sanções dos EUA não altere por si só os resultados judiciais no Brasil, um coro global de simpatia por Bolsonaro pode, de fato, ajudá-lo politicamente no Brasil, alimentando um sentimento de queixa e desejo popular pelo seu retorno”, Casarões escreveu no Americas Quarterly.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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