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POLÍTICA

Bolsonaro grava vídeo em apoio a Trump e diz estar…

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Marcela Rahal

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 4, que o pacote de corte de gastos está “adiantado” do ponto de vista técnico e que o anúncio deve sair ainda nesta semana. O ministro se reuniu com Lula nesta segunda-feira e disse que o presidente passou o final de semana trabalhando no assunto. Haddad não quis adiantar quais serão as medidas, mas disse que estão na reta final. O titular da Fazenda cancelou a viagem que faria a Europa a pedido de Lula para a conclusão do pacote de corte de gastos, diante do nervosismo do mercado financeiro que teme que o governo federal não cumpra as metas fiscais dos próximos anos.

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne para decidir sobre a taxa básica de juros. A expectativa é de que a Selic suba mais 0,5%.

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, foi às redes sociais criticar o atual patamar dos juros e as medidas estudadas para corte de gastos públicos. Segundo a deputada, nada se fala dos “juros estratosféricos, que vem aumentando a dívida, do sistema tributário injusto e concentrador de rendas e das desonerações bilionárias”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro gravou um vídeo em apoio ao candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump. Na mensagem, Bolsonaro diz que Trump é “a certeza de um mundo melhor”. O ex-presidente ainda se apresentou como um líder brasileiro que está “inelegível sem ter cometido um crime sequer. Estamos juntos, disse o capitão nas redes sociais”.

Na última sexta-feira, o presidente Lula declarou apoio a atual vice e candidata democrata à Presidência, Kamala Harris. Para Lula, a vitória de Kamala é importante para fortalecer a democracia. Ela e o ex-presidente Donald Trump estão empatados com 48% das intenções de voto. A eleição americana ocorre nesta terça-feira. Segundo a plataforma de pesquisas do jornal The Washington Post, há um empate técnico entre os candidatos desde o dia 26 de outubro, com oscilação máxima de um ponto percentual. Acompanhe o Giro VEJA.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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