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Brasileiro integra grupo seleto no Fórum Econômico Mundial – 08/11/2024 – Folha Social+

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Gabriela Caseff

Um brasileiro passou a fazer parte do seleto grupo de conselheiros do Fórum Econômico Mundial. É o paulistano Guilherme Brammer Jr., 47, convidado a levar o Brasil para a mesa de discussões sobre desafios globais como pobreza, mudanças climáticas, desigualdade e desenvolvimento econômico.

O convite veio em reconhecimento à sua participação nos encontros promovidos pelo Fórum. “Não teria sido convidado se não tivesse provocado, me exposto, como aprendi com os indianos”, diz Brammer, que participou da reunião anual em Davos, na Suíça, em 2022.

O engenheiro entrou na mira do Fórum Econômico Mundial ao vencer, em 2019, o Prêmio Empreendedor Social, realizado por Folha e Fundação Schwab, uma das comunidades-irmãs do fórum, como fundador da greentech Boomera. Em 2020, Brammer foi reconhecido como Inovador Social do Ano pela Schwab.

O negócio de impacto criado por ele em 2011 inovou ao unir indústria, academia e cooperativas de catadores na reciclagem de resíduos difíceis. Em 2023, o Grupo Ambipar adquiriu a empresa.

Em entrevista à Folha, o empreendedor social conta o legado que pretende deixar como conselheiro sênior do Centro para Natureza e Clima, criado para acelerar a descarbonização industrial no planeta. E critica a maneira como brasileiros têm se posicionado no fórum global.

Você foi eleito Inovador Social do Ano em 2020 pela Fundação Schwab, após vencer o Prêmio Empreendedor Social em 2019. Qual foi o impacto desse reconhecimento? O prêmio me projetou para a Fundação Schwab e para o Fórum Econômico Mundial. Sou profundamente grato. Fiquei encantado de ir a Davos, porque lá tive a chance de me conectar com pessoas brilhantes do mundo inteiro.

O Brasil desconhece o impacto desse fórum, tanto que envia representantes do segundo escalão. Há uma miopia de que as discussões estão longe da gente, mas no fundo é o ecossistema de negócios olhando o futuro do mundo.

Como outros países tiram melhor proveito do fórum? Indianos e africanos vão muito mais preparados. Agendam reuniões com ministros, fundos de investimento, negócios. A gente fica tirando selfies com Al Gore, administrando o inglês.

Nossas universidades poderiam nos preparar para esses ambientes, assim como aceleradoras de startups. Vi uma empreendedora indiana levar US$ 10 milhões de um fundo de investimento inglês com seu pitch. Ela foi preparada, acertou a mão.

Aprendi com os indianos que é preciso ser protagonista, mostrar a potência do Brasil para fundos gringos olhando países em desenvolvimento. Tem muito bilionário querendo ‘devolver’ recursos para o mundo, tem dinheiro grande e paciente para inovação. Faltam soluções, chegar com projetos mais bem desenhados.

Como o convite para integrar o conselho do Centro para Natureza e Clima chegou a você? O centro é um espaço focado em acelerar a descarbonização industrial. São pelo menos 400 organizações públicas e 50 governos engajados em criar mecanismos para atingir metas do acordo de Paris.

Eles sabem que o Brasil está afastado desses espaços e a proposta é uma aproximação. É um convite feito a dez pessoas por ano e tem duração de um ano, renovável, a partir de outubro deste ano. Tem gente dos Estados Unidos, da Índia, da Colômbia, da África do Sul. Sou o primeiro brasileiro. Tomara que venham mais.

Qual será seu papel como conselheiro sênior no Fórum Econômico Mundial? Minha ideia é contribuir com a realidade brasileira nesse ambiente de discussão de alto nível. Quero levar empresas nacionais para esse ecossistema, mostrar que temos boas iniciativas em biociência, transição energética, economia circular, reflorestamento. E, por fim, contribuir com uma agenda positiva para a Cop 30.

Será uma dedicação exclusiva? Não. Mas é um compromisso, uma dedicação de tempo totalmente voluntária. Tive 12 anos intensivos à frente da Boomera. Tirei um ano sabático para dar uma reorganizada na vida, estudar neurociência.

Penso que a solução para nossos problemas socioambientais não está na tecnologia da Nasa, e sim na maneira como pensamos o mundo. Estou mergulhado nesse aprendizado e, lá na frente, talvez volte a empreender.

Raio-X

Guilherme Brammer Jr, 47, é formado em Engenharia de Materiais pela Escola de Engenharia Mackenzie, com MBA pela FIA-USP e especialização em negócios sustentáveis pela FGV-SP. Fundou a Boomera, empresa B que ajuda a transformar a forma de produção em um modelo mais circular. Reconhecido como Empreendedor Social em 2019 e pelo Fórum Econômico Mundial em 2020.



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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