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Brasileiros criam embalagem que avisa se peixe está estragado; muda de cor

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Esse bilhete, escrito à mão e de forma nervosa, colocado na mochila do filho, de 5 anos, salva a vida de uma mulher, vítima de violência doméstica e cárcere privado, no interior de São Paulo. Foto: Cruzeiro FM

Imagine abrir a geladeira e, sem precisar tocar ou cheirar, já saber se uma comida está boa para o consumo. Parece coisa de filme futurista, mas essa ideia já virou realidade nas mãos de cientistas brasileiros. Uma embalagem que “avisa” se um peixe está estragado ou não foi desenvolvida por brasileiros e já está em fase de testes.

A criação é mérito de pesquisadores da Embrapa, em parceria com a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. A embalagem inteligente muda de cor conforme o peixe se deteriora. Ela usa pigmentos naturais para alertar, de forma clara e simples, quando o alimento está próprio para consumo — ou não.

A inovação foi testada com sucesso em filés de merluza e pode ajudar milhares de pessoas a evitar intoxicações alimentares e reduzir o desperdício de comida. A descoberta ainda está em fase de testes, mas já dá esperança de um futuro mais seguro e prático para quem consome frutos do mar.

Como funciona?

A mudança de cor acontece por causa de pigmentos naturais chamados antocianinas, que estão presentes em frutas e vegetais de cores fortes, como o repolho roxo. Esses pigmentos reagem à acidez do ambiente, que muda à medida que o peixe estraga.

Os cientistas aplicaram essas substâncias em mantas de nanofibras, um tipo de tecido muito fino e sensível. Essas mantas são feitas com restos de alimentos — o que também ajuda o meio ambiente, já que aproveita resíduos que iriam para o lixo.

O resultado é uma embalagem que muda de cor conforme o peixe libera compostos que indicam deterioração. Além da acidez, as fibras identificam bactérias e outras alterações que mostram que o alimento não está mais seguro para consumo.

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Os testes

Nos testes feitos em laboratório com filés de merluza, a embalagem mostrou seu potencial:

Cor roxa: peixe fresco, próprio para consumo.

Cor azul-acinzentada: sinais de deterioração após 48 horas.

Cor azul intensa: peixe estragado após 72 horas.

Essa transformação visível na cor permite que o consumidor saiba, só de olhar, se o peixe ainda pode ser consumido — sem abrir a embalagem, sem cheiro ruim e sem riscos.

Produção rápida, simples e ecológica

A técnica usada para criar as nanofibras é chamada de fiação por sopro em solução. É como se um jato de gás soprasse os fios bem fininhos, que se juntam para formar um tecido leve e poroso, semelhante ao algodão.

Esse método é mais barato, consome menos energia e pode ser feito em grande escala. Além disso, aproveita sobras de alimentos, o que é ótimo para o meio ambiente.

Quando chega ao mercado?

Apesar dos ótimos resultados com a merluza, os cientistas da Embrapa explicam que ainda é preciso testar a tecnologia com outras espécies de peixes e frutos do mar. Só depois será possível pensar em levar essa ideia para os supermercados e peixarias.

Mas a descoberta já é promissora. No futuro, a ida ao supermercado pode ser mais segura, prática e sustentável, graças à ciência feita no Brasil.

Embalagem inteligente muda de cor para avisar que o peixe estragou — Foto: Divulgação / Embrapa

As mantas, utilizadas como embalagens, são capazes de monitorar a qualidade de alimentos em tempo real pela alteração da cor. — Foto: Divulgação / Embrapa

As mantas, utilizadas como embalagens, são capazes de monitorar a qualidade de alimentos em tempo real pela alteração da cor. — Foto: Divulgação / Embrapa



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Atlética do Curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre

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NOME DA ATLÉTICA

A. A. A. DE ENGENHARIA CIVIL – DEVASTADORA
Data de fundação: 04 de novembro de 2014

MEMBROS  DA GESTÃO ATUAL

Anderson Campos Lins
Presidente

Beatriz Rocha Evangelista
Vice-Presidente

Kamila Luany Araújo Caldera
Secretária

Nicolas Maia Assad Félix
Vice-Secretário

Déborah Chaves
Tesoureira

Jayane Vitória Furtado da Silva
Vice-Tesoureira

Mateus Souza dos Santos
Diretor de Patrimônio

Kawane Ferreira de Menezes
Vice-Diretora de Patrimônio

Ney Max Gomes Dantas
Diretor de Marketing

Ana Clésia Almeida Borges
Diretora de Marketing

Layana da Silva Dantas
Vice-Diretora de Marketing

Lucas Assis de Souza
Vice-Diretor de Marketing

Sara Emily Mesquita de Oliveira
Diretora de Esportes

Davi Silva Abejdid
Vice-Diretor de Esportes

Dâmares Peres Carneiro
Estagiária da Diretoria de Esportes

Marco Antonio dos Santos Silva
Diretor de Eventos

Cauã Pontes Mendonça
Vice-Diretor de Eventos

Kaemily de Freitas Ferreira
Diretora de Cheerleaders

Cristiele Rafaella Moura Figueiredo
Vice-Diretora Chreerleaders

Bruno Hadad Melo Dinelly
Diretor de Bateria

Maria Clara Mendonça Staff
Vice-Diretora de Bateria

CONTATO

Instagram: @devastadoraufac / @cheers.devasta
Twitter: @DevastadoraUfac
E-mail: devastaufac@gmail.com

 



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Empresa Júnior — Universidade Federal do Acre

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SOBRE A EMPRESA

Nome: Engenhare Júnior
Data de fundação: 08 de abril de 2022
Fundadores: Jefferson Morais de Oliveira, Gerline Lima do Nascimento e Lucas Gomes Ferreira

MEMBROS DA GESTÃO ATUAL

Nicole Costeira de Goés Lima
Diretora-Presidente

Déborah Chaves
Vice-Presidente

Carlos Emanoel Alcides do Nascimento
Diretor Administrativo-Financeiro

CONTATO

Telefone: (68) 9 9205-2270
E-mail: engenharejr@gmail.com
Instagram: @engenharejr
Endereço: Universidade Federal do Acre, Bloco Omar Sabino de Paula (Bloco do Curso de Engenharia Civil) – térreo, localizado na Rodovia BR 364, km 4 – Distrito Industrial – CEP: 69.920-900 – Rio Branco – Acre.



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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.

Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”

Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.

Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.

A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.

Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.



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