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Brastemp: Geração Z influencia compra de eletrodomésticos – 12/03/2025 – Mercado

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Brastemp: Geração Z influencia compra de eletrodomésticos - 12/03/2025 - Mercado

Daniele Madureira

Frigobar no quarto para guardar cosméticos usados no “skin care“, micro-ondas com a função aquecer pizza para o dia seguinte, máquina de lavar com ciclo para tirar pelos de pets das roupas.

As inovações mais recentes da multinacional americana Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, pensadas para atender às demandas da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), têm sua razão de ser. “Hoje os jovens da geração Z influenciam a compra de pelo menos 6 a cada 10 eletrodomésticos”, diz Bertha Fernandes, diretora de marcas e comunicação da Whirlpool, entrevistada desta quinzena no Arena do Marketing, videocast produzido pela TV Folha.

Segundo ela, os jovens dessa faixa etária já representam quase 30% desse mercado. “É um número bastante relevante”, diz a executiva, referindo-se aos dados da pesquisa em nível nacional realizada pela Brastemp em 2024, em parceria com o antropólogo Michel Alcoforado.

Entre janeiro e setembro do ano passado, as vendas no setor de linha branca cresceram 19%, para 11,3 milhões de unidades, segundo a Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos),

“Fazemos mais de 300 mil entrevistas ao ano. Estamos focados em descobrir quais são as necessidades do consumidor brasileiro e novas formas de consumir em casa”, diz Bertha. Isso porque o bordão que eternizou a principal marca da Whirlpool no Brasil –”Não é assim uma Brastemp”, criado em 1991 pela agência Talent– já não é suficiente para garantir o primeiro lugar no mercado de linha branca.

Hoje, jovens da geração Z (os mais velhos têm 30 anos) já estão se casando ou simplesmente deixando a casa dos pais. Nesse processo, acabam tendo como sonho de consumo eletrodomésticos com a mesma marca do celular, como a Samsung.

Atenta a esse movimento, a Brastemp passou por uma repaginação em setembro de 2023, procurando criar uma conexão emocional com o consumidor. Em um comercial criado pela DM9, narrado pelo ator Selton Mello, a marca chamava a atenção para o papel da geladeira na casa: exibir na sua porta fotos de momentos felizes, recados divertidos e ímãs de viagem.

“A grande força da marca é essa conexão com o consumidor brasileiro”, diz Bertha, destacando que o Brasil é o segundo maior mercado da Whirlpool no mundo, só atrás do americano. Nos Estados Unidos, os consumidores não se importam tanto em escolher marca e modelo de eletrodoméstico, diz ela. “Muitos compram a casa já com o produto instalado”, diz. “Mas aqui, o eletrodoméstico muitas vezes é visto como um sinal de ascensão social: o consumidor tem orgulho daquele bem e quer mostrá-lo.”

Na busca pelas novas gerações, a empresa tem marcado presença em redes sociais como TikTok e Pinterest, além de contratar influenciadores, que apresentam como os produtos funcionam e se encaixam na rotina. Mas o grande desafio de Brastemp é conquistar as gerações atuais, sem deixar de lado as mais antigas, que ainda hoje associam o nome à ideia de qualidade.

“Não queremos nos desconectar dos consumidores que acompanham a jornada da marca”, diz Bertha. “Tanto Brastemp quanto Consul são marcas genuinamente brasileiras. Nossas fábricas ficam no Brasil, nosso time de pesquisa e desenvolvimento também”, diz ela.

A Consul começou em Joinville (SC) em 1950, fundada pelos empreendedores Rudolf Stutzer e Guilherme Holderegger, que criaram a primeira geladeira brasileira. Já a Brastemp nasceu em 1954, em São Bernardo do Campo (SP), e pertencia ao antigo Grupo Brasmotor. Em 1976, a Consul passou ao controle da Brasmotor. Em 1994, foi criada a Multibras, com a fusão das marcas Consul e Brastemp, empresa que em 1997 foi adquirida pela Whirlpool.

“Enquanto a Brastemp está focada em antecipar tendências, o propósito da Consul é a democratização da inovação”, diz Bertha.

Com produção 100% nacional, as fábricas da filial brasileira estão em Joinville, Manaus (AM) e Rio Claro (SP). Na capital paulista, fica o centro administrativo da companhia. Cerca de 85% do aço usado pela Whirlpool no país é nacional. A matéria-prima compõe entre 20% e 30% dos eletrodomésticos.

Com faturamento global de US$ 16,6 bilhões (R$ 97 bilhões) em 2024, a Whirlpool destina entre 3% e 4% das vendas à inovação. No Brasil, isso significa estar atento para novos formatos de moradia (apartamentos menores exigem eletrodomésticos mais enxutos) e também para hábitos de consumo específicos.

“Lançamos uma lavadora Consul com o ‘ciclo rede’, para atender em especial os consumidores das regiões Norte e Nordeste que são grandes usuários de redes de descanso, até para dormir”, diz Bertha. Em Brastemp, a empresa inovou ao lançar um forno com a função air fryer. “Dá para acomodar alimentos de maior volume, como um frango”, diz. Tem também a lavadora com agitador móvel, que pode ser retirado para lavar peças que exigem mais espaço, como edredom.

“A gente acredita na inovação com propósito, que vai atender uma necessidade real do cliente”, diz a executiva. Essa novidade precisa ter apelo suficiente para fazer com que o consumidor decida trocar um bem durável, de alto valor agregado, como geladeiras, fogões e lavadoras de roupa –os três eletrodomésticos com maior índice de presença nos lares do Brasil.

No país, o ciclo de troca de eletrodomésticos varia entre sete e dez anos. “O brasileiro faz a troca quando é para substituir um produto que já não funciona como deveria. Nossa missão é fomentar a troca por inovação, com um design ou funcionalidades diferentes”, afirma.

A Whirlpool dá uma “mãozinha” para quem está indeciso: a empresa foi pioneira em lançar um programa de logística reversa, em que o eletrodoméstico antigo é recolhido da casa do consumidor, sem custos. A coleta vale até para a marca de concorrentes. Os produtos são destinados a processadores de resíduos licenciados, que separam os materiais que podem virar matéria-prima para a cadeia produtiva.



Leia Mais: Folha

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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