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Briefing de guerra na Ucrânia: Austrália convoca embaixador russo sobre suposta morte de PoW | Ucrânia

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  • O governo da Austrália convocou o embaixador russo sobre relatos de que um homem de Melbourne foi morto após ser capturado pela Rússia enquanto lutava pela Ucrânia. Anthony Albanese, primeiro-ministro da Austrália, disse: “Aguardaremos que os factos sejam revelados. Mas se houve algum dano causado a Oscar Jenkins, isso é absolutamente repreensível e o governo australiano irá tome a ação mais forte possível.” Albanese não descartou a possibilidade de expulsar o embaixador russo ou de chamar de volta o seu enviado em Moscovo. Jenkins, um professor de Melbourne, foi capturado pela Rússia no ano passado como prisioneiro de guerra, informou a mídia australiana. Um vídeo feito na época o mostrava vestido com uniforme de combate sendo questionado se era mercenário.

  • Os militares da Rússia disseram na terça-feira que retaliariam contra a Ucrânia depois de Kiev ter atacado regiões russas disparando seis mísseis balísticos Atacms fabricados nos EUA, seis mísseis de cruzeiro Storm Shadow fabricados no Reino Unido e lançando um dos maiores ataques de drones até à data. O Estado-Maior ucraniano disse que o ataque atingiu uma profundidade de 1.100 km (680 milhas) dentro da Rússia, tendo como alvo instalações de armazenamento de petróleo, refino, produtos químicos e munições nas regiões de Bryansk, Saratov, Tula e Tartaristão. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter abatido todos os mísseis ocidentais disparados pela Ucrânia na região de Bryansk, bem como 146 drones fora da zona de guerra. Dizia que mais dois Storm Shadows foram abatidos sobre o Mar Negro. Não houve verificação independente.

  • O ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que Moscou estava aberta a negociações com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e elogiou-o por apontar o plano da OTAN de considerar a Ucrânia como a causa raiz da guerra. Sergei Lavrov disse na sua conferência de imprensa anual que quaisquer futuras negociações de paz deveriam envolver acordos mais amplos para a segurança na Europa, e Moscovo estava aberto a discutir garantias de segurança para Kiev. Trump disse há uma semana que A Rússia considerou-o “escrito em pedra” que a adesão da Ucrânia à NATO nunca deveria ser permitida, mas a administração Biden procurou expandir a aliança militar até à porta da Rússia. Trump repetiu a retórica de Moscovo que justifica a sua “operação militar especial” na Ucrânia lançada em Fevereiro de 2022. Lavrov afirmou que a NATO tinha “expandido até às nossas fronteiras” em violação dos acordos. Os líderes da OTAN insistem que tais acordos nunca foram feitos ou registrados. Desde 2004, os únicos Estados fronteiriços com a Rússia a aderirem à NATO foram a Finlândia e a Suécia – ambos em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

  • O Ministério da Defesa da Rússia reivindicou suas tropas assumiu o controle de dois assentamentos na região de Donetsk na terça-feira: Terny, perto da cidade de Siversk, um dos pontos focais da campanha russa, e Neskuchne, mais ao sul. O Estado-Maior da Ucrânia não disse nada sobre a mudança de mãos de Terny, mas mencionou-a como uma das oito aldeias que foram atacadas e identificou Neskuchne como uma das cinco aldeias onde as forças ucranianas repeliram os ataques russos. Os relatórios não puderam ser verificados de forma independente. O popular blog DeepState da Ucrânia, que usa material de código aberto para identificar a posição das tropas de Kiev, disse que as forças russas obtiveram ganhos em torno de Neskuchne.

  • Uma mina de carvão na cidade de Pokrovsk, no leste da Ucrânia interrompeu as operações e evacuou o pessoal, disse a operadora na terça-feira, com o avanço das tropas russas a poucos quilômetros de suas instalações. A mina e a cidade correm o risco de serem capturadas pelas forças russas, que pressionam fortemente para tentar tomar a cidade estrategicamente importante na região ucraniana de Donetsk. “A Metinvest anuncia a suspensão das operações na Pokrovske Coal devido à evolução das condições da linha de frente, à escassez de energia e à deterioração da situação de segurança”, disse a proprietária da mina, a siderúrgica Metinvest, em um comunicado. A unidade é a última produtora ucraniana de carvão metalúrgico usado na fabricação de aço.

  • A Comissão Europeia pretende propor uma proibição das importações de alumínio primário russo em seu 16º pacote de sanções contra a Rússia pela invasão da Ucrânia, disseram diplomatas da UE na terça-feira. A comissão realizou reuniões informais com países da UE na terça-feira para discutir detalhes do próximo pacote, informou a Reuters. Uma fonte acrescentou que a proibição seria introduzida gradualmente. Numa carta no final do ano passado, 10 países da UE propuseram novas sanções ao comércio russo, incluindo a sua produção de metais como o alumínio. Até agora, o bloco proibiu produtos de alumínio, incluindo fios, tubos e folhas metálicas. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha proibiram a importação de metais produzidos na Rússia em 2024, mas a UE recusou-se a seguir o exemplo devido à oposição de alguns Estados-Membros.

  • O líder da região separatista da Moldávia, Transnístria visitou Moscou para negociações sobre a resolução de sua crise energética, informou a mídia local na terça-feira. Moscovo cortou o fornecimento de gás à Moldávia em 1 de Janeiro. O principal canal de TV da Transnístria não informou quando Vadim Krasnoselsky visitou nem deu detalhes sobre com quem conversou, mas alguns meios de comunicação moldavos relataram que ele viajou para a Rússia na sexta-feira e voltou na terça-feira. O governo de facto da Transnístria – que não tem reconhecimento internacional de Estados de pleno direito – disse na sexta-feira passada que “contava” com a Rússia para ajudá-lo a superar a crise, alegando que não tinha recebido ofertas concretas de apoio da Moldávia ou da UE.



  • Leia Mais: The Guardian

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    Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac — Universidade Federal do Acre

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    A reitora da Ufac, Guida Aquino, recebeu sete estudantes estrangeiros de Medicina que participarão de um intercâmbio acadêmico voltado à vivência da realidade amazônica e dos serviços de saúde na região. A recepção, com boas-vindas e apresentação da universidade, ocorreu nessa segunda-feira, 8, no gabinete da Reitoria, campus-sede.

    O grupo é formado por Berklay Çetinkaya, da Turquia; Shajeea Sajid, da Itália; Clara Corsini, da França; Laura Joanna, da Alemanha; Lucie Dupin, da França; Shannon Marie, do Canadá; e Nia Julia, da Finlândia. Com idades entre 18 e 27 anos, os intercambistas permanecerão no Acre pelas próximas três semanas.

    Durante a programação, os alunos conhecerão unidades de saúde, terão contato com diferentes aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS) e participarão de atividades de campo, como a visita ao internato rural do curso de Medicina da Ufac no município de Feijó (AC), permitindo o contato com populações rurais e indígenas e com desafios enfrentados por profissionais que atuam em regiões distantes dos grandes centros urbanos.

    “Estamos muito felizes em receber esses sete estudantes estrangeiros. O que mais nos impressiona é que eles escolheram a Amazônia e o Acre para realizar esse intercâmbio”, disse a reitora Guida Aquino. “Tenho certeza de que isso trará resultados importantes e incentivará também nossos estudantes a buscarem oportunidades internacionais de formação.”

    Para o coordenador do curso de Medicina, Osvaldo Leal, a iniciativa representa um importante passo no processo de internacionalização da Ufac. “É uma experiência de aprendizado mútuo e uma oportunidade de mostrar o que temos a oferecer enquanto universidade amazônica”, pontuou.

    A estudante de Medicina da Ufac, Assúria Mesquita, uma das responsáveis pela organização da programação, ressaltou que o intercâmbio fortalece a troca de conhecimentos entre diferentes culturas e sistemas de saúde. “Essa troca contribui para a formação de profissionais mais preparados e sensíveis às diferentes realidades.”

    O intercâmbio é realizado por meio da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina, organização presente em mais de 190 países e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.

    Também participou da recepção a vice-reitora eleita, Almecina Balbino.

     

    (Fhgner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

     



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    Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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    A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

    O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

    A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

    Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

    “Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

    Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

    O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

    Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

    Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

    (Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

     



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    PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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    PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

    O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

    A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

    Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

    Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

    As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

    “Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

    Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

    Próximos passos

    Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

    – 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

    – 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

     



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