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Bruno Fernandes e o problema de ser capitão se continuar sendo expulso | Manchester United

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Simon Burnton

Contra o Leicester, no Boxing Day, Virgil van Dijk elevou para 50 o número de jogos consecutivos no campeonato que disputou a cada minuto. Isto por si só não explica porque é que o holandês é um líder tão eficaz, nem porque é que a sua equipa do Liverpool tem actualmente tanto sucesso, mas certamente ajuda. Existem muitos tipos de capitão, muitas formas de liderar, mas acima de tudo o que é indiscutivelmente necessário é estar presente. Você não pode liderar uma equipe nas arquibancadas.

Nesse ponto, é tentador atacar Bruno Fernandes, do Manchester United, como fizeram muitas manchetes de jornais na manhã de sexta-feira. O português é, pelo menos por mais alguns dias, um dos quatro outros capitães que disputou todos os jogos desta temporada da Premier League, mas essa série termina com a visita ao Newcastle na segunda-feira, pela qual será suspenso após Tony Harrington , logo após o intervalo Derrota no Boxing Day para os Lobostornou-se o terceiro árbitro a mostrar-lhe o cartão vermelho nesta campanha.

Um deles, conquistado quando perdeu o equilíbrio e eliminou James Maddison, do Tottenham, em setembro, foi rapidamente rescindido. O jogador de 30 anos não se transformou em algum tipo de supervilão do futebol feroz e agitador, mas deu aos seus muitos críticos outro motivo para desaprová-lo, a perda geral e contínua de controle de seu clube aparentemente espelhada na sua própria.

É uma situação curiosa, especialmente tendo em conta que Fernandes esta temporada conseguiu de alguma forma ser mais disciplinado e também mais duramente disciplinado. O resultado é que, mesmo descontando sua transgressão contra o Spurs, ele foi expulso tantas vezes nos últimos três meses quanto nos 143 que compõem toda a sua carreira anterior no time principal, ao mesmo tempo em que reduziu notavelmente o número de faltas que comete. No Boxing Day foram apenas dois, nenhum dos quais particularmente horríveis, mas recebeu dois cartões amarelos enquanto João Gomes e Gonçalo Guedes dos Lobos cometeram oito e levaram um. Às vezes, uma onda de vermelhos sugere que um jogador está sendo antiesportivo, quando na verdade ele está apenas com azar.

Antes do início desta temporada, Fernandes havia jogado 29.621 minutos na primeira divisão do futebol nacional, o equivalente a 329 partidas de 90 minutos, e cometido 397 faltas, com uma média de 1,2 por jogo. Nesta temporada, ele melhorou seu desempenho, com média de menos de uma falta por jogo, e recebeu cartões amarelos com menos frequência: em apenas dois jogos do campeonato nesta temporada e quatro em todas as competições. Mas antes desta temporada, Fernandes tinha sido um jogador brilhantemente habilidoso na corda bamba disciplinar, recebendo cartão amarelo uma vez em 72 jogos do campeonato e duas vezes em apenas dois. Nesta temporada ele perdeu o equilíbrio e um cartão amarelo virou dois em 50% das vezes.

Todos os capitães do Manchester United, especialmente os meio-campistas, estão destinados a ser comparados a Bryan Robson, que usou a braçadeira do United por um recorde de 12 anos, durante os quais foi expulso apenas uma vez (um recorde que não impediu o furioso Jimmy Hill de exigente na televisão nacional “um pedido de desculpas instantâneo e um compromisso público de ser o profissional decente que todos sabemos que ele é”, depois de receber a ordem de marcha em Sunderland em 1986). “Se você é o capitão do time, precisa ser capaz de controlar seu temperamento”, disse Robson certa vez ao criticar Roy Keane, um de seus sucessores no United, que foi expulso 11 vezes em seus 12 anos em Old Trafford. . Neste momento, Keane não é apenas um precedente, mas um problema.

Bryan Robson, retratado contra Vinnie Jones, de Wimbledon, em 1988, é frequentemente o jogador com quem todos os capitães do United são comparados. Fotografia: Mark Leech/Offside/Getty Images

Apesar de todos os seus dons como jogador, Fernandes sempre suscitou muitas críticas, estando condenado a carregar, numa equipa muitas vezes medíocre, os fardos não só da capitania, mas da criatividade e da expectativa geral. Ele é um dos poucos jogadores do clube com uma combinação de experiência e excelência comprovada que transforma a decepção em raiva.

Seu outro infortúnio é liderar um time que, por sua história, recebe muito mais atenção do que suas conquistas recentes merecem, e depois ter todo esse foco ampliado ainda mais pela presença de tantos ex-jogadores no circuito de especialistas. Se o capitão do Chelsea, do Arsenal ou do Manchester City decepciona, nada como tantas pessoas sendo contratadas pelas grandes emissoras para encarar isso como uma afronta pessoal.

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“Eu tiraria 100% dele a capitania”, disse Keane no ano passado. “Seus choramingos, seus gemidos, seus braços para cima constantemente, isso realmente não é aceitável. Ele é um jogador de futebol brilhante, mas é o oposto do que eu gostaria de ter em um capitão.” Seu arremesso de braço parece particularmente impopular. “Já estou farto dele jogando os braços para seus companheiros de equipe. Ele reclama de todo mundo”, disse Gary Neville, cujo trabalho é literalmente reclamar de todo mundo, novamente no ano passado.

Ruben Amorim não foi particularmente solidário após a derrota dos Wolves, e a ausência de Fernandes no domingo pode trazer Harry Maguire, um jogador inferior, mas talvez mais adequado, de volta à capitania que perdeu no verão passado.

“Quando as coisas não vão muito bem para o time, você tem consciência de que o técnico, os jogadores e os torcedores esperam que você faça algo a respeito”, escreveu Robson sobre a arte da capitania. “Acredito que um capitão pode fazer a diferença e influenciar o rumo de uma partida. Ele deve ser capaz de levantar os jogadores quando as coisas não estão indo bem e dar-lhes autoconfiança.” O problema para Fernandes é que, apesar de toda a sua capacidade, as únicas pessoas que ele inspira a aumentar a confiança e a fazer intervenções mais contundentes são os especialistas e, cada vez mais, os árbitros.



Leia Mais: The Guardian

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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