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Bruno Retailleau, o ideólogo da Place Beauvau
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2 anos atrásem
Regressando do seu reduto de Tourcoing (Norte), Gérald Darmanin tem, esta segunda-feira, 30 de setembro, o coração ainda cheio de amargura. O antigo Ministro do Interior acaba de ceder o seu lugar no governo ao senador de extrema direita da Vendée, Bruno Retailleau. Mas o ex-republicano (LR), uma figura odiada pela esquerda, brinca sobre isso fora do microfone no set do France Inter, onde é o convidado do programa matinal. “Você viu? Agora sou de esquerda! »ele sorri. Em poucos dias os excessos e provocações do ex-“Sarko Boy” que julgou a líder do Rally Nacional (RN), Marine Le Pen, “um pouco macio” e reclamou “selvageria” do país, parecem muito tímidos face às saídas mediáticas do novo inquilino da Place Beauvau.
Desde a sua nomeação, o ex-presidente do grupo LR no Senado tem ocupado espaço e mentes. Não passa um dia sem uma grande entrevista, um anúncio chocante e uma declaração divisiva. A França vive o seu “momento Retailleau”. Óculos de aro cheio, rosto sério e aparência esbelta, afirma o representante eleito da Vendée aqui isso “Imigração não é uma oportunidade” (em LCI, 29 de setembro), onde “o Estado de Direito não é intangível nem sagrado” (au Jornal de domingo de 29 de setembro).
O primeiro policial da França, o homem de 63 anos, até então pouco conhecido do grande público, ocupa as primeiras páginas de parisiensede Apontar como Revista Fígaro (de 4 de outubro), onde se disse a favor da “presunção de inocência para a polícia » e promete a transformação da ajuda médica estatal, um conjunto de cuidados para estrangeiros indocumentados, em ajuda médica de emergência. Para justificar, em suas palavras, sua “linha clara” sobre a imigração, inspirado no método do líder pós-fascista Giorgia Meloni em Itália, e aplaudido pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban. O ministro, um católico conservador, afirma saber “o que os franceses querem” e deixa de lado todas as críticas que o retratam como um apóstolo de uma velha França. “É o meu estilo”ele decide em O parisiense a partir de 10 de outubro.
“Ele tem uma espinha dorsal”
Desde Matignon, onde foram dadas instruções para não pagar “ na briga », as múltiplas entrevistas do Ministro do Interior são devidamente relidas. E aprovado. “O primeiro-ministro e Bruno Retailleau estão filosoficamente alinhados”juramos na Place Beauvau. Certamente, Michel Barnier distancia-se dos ataques feitos pelo seu ministro contra o Estado de direito, mas defende sem pestanejar, durante o show político “L’Evénement”na França 2, 3 de outubro, a “linha Retailleau”.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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