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Cada vez mais usuários trocam o X por outras plataformas – DW – 15/11/2024
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Está em andamento o que parece ser mais um êxodo de usuários da rede social X, de propriedade de Elon Musk, enquanto serviços parecidos disparam para o topo dos rankings de downloads de aplicativos e cortejam milhões de novos usuários, principalmente após as eleições presidenciais nos Estados Unidos.
Não está claro se os usuários estão deixando o X – antigo Twitter – permanentemente ou se estariam simplesmente estabelecendo novos perfis em outras plataformas. Mas o fato é que marcas e indivíduos mencionam como motivos de suas saídas o substancial apoio financeiro e retórico de Musk a Donald Trump nas eleições dos EUA, bem como a natureza polarizadora do X.
O Bluesky, originalmente um projeto do Twitter que foi desmembrado e se tornou uma outra empresa, relatou mais de 1 milhão de novos usuários na última semana, somando 15 milhões ao todo.
Embora seja peixe pequeno no campo das mídias sociais, a plataforma disparou para o primeiro lugar no ranking da App Store da Apple nesta semana, logo à frente do concorrente do Instagram, o Threads.
Esta não é a primeira vez que o X vê um declínio em usuários ativos. As quedas aconteceram notavelmente depois que Musk assumiu o controle do Twitter, em outubro de 2022, e quando o Brasil baniu a plataforma, em agosto deste ano.
No entanto, parece que o apoio de Musk a Trump provou ser a gota d’água para alguns usuários da rede. “De certo forma, este é um momento crítico”, disse Bart Cammaerts, pesquisador de comunicações e democracia na London School of Economics, à DW.
Cammaerts aponta para a redução da moderação de conteúdo e a radicalização da retórica do próprio Musk como fatores latentes que podem ter ajudado a afastar os usuários.
“Acho que o fato de vermos agora tantas pessoas fazendo essa mudança se explica por uma combinação de abordagens que estão em andamento há mais tempo [do que as eleições americanas].”
Quem está deixando o X?
Nesta quarta-feira, o jornal britânico The Guardian informou que deixará de postar no X, mas não excluirá suas contas.
O jornal não está sozinho ao deixar ou reduzir sua presença no X. As empresas de mídia americanas NPR e PBS pararam de postar na plataforma no ano passado. A emissora Australian Broadcasting Corporation também reduziu suas dezenas de páginas no X para apenas quatro: notícias, esportes, língua chinesa e perfis de masterbrand.
Mais notáveis foram as saídas de celebridades. As atrizes americanas Jamie Lee Curtis e Bette Midler excluíram suas contas no X, mas mantiveram presença em outros lugares. Elas se juntaram a antigos usuários do X, como Elton John, Jim Carrey, Whoopi Goldberg e Gigi Hadid, que deixaram ou pararam de postar após a aquisição do Twitter por Musk, em 2022.
Outras figuras públicas vocalizaram sua intenção de deixar o X, mas ainda não excluíram seus perfis. Entre eles estão nomes importantes da imprensa e da política, como o ex-âncora de notícias da CNN que virou streamer do YouTube Don Lemon e a congressista democrata Alexandria Ocasio-Cortez.
Há claramente uma tendência de perfis ideologicamente mais à esquerda entre as personalidades mais expressivas a deixarem a plataforma. Contudo, algumas marcas também estão deixando o X, e isso não se limita apenas às anglófonas.
O Festival de Cinema de Berlim e o clube de futebol FC St Pauli estão entre as entidades alemãs que anunciaram suas saídas. No início de 2024, mais de 50 organizações sem fins lucrativos na Alemanha informaram o abandono da rede por meio do portal byebyeelon.de.
No ano passado, grandes marcas suspenderam suas campanhas publicitárias na plataforma citando um aumento no conteúdo de ódio, o que gerou uma repreensão pública de Musk.
O que explica o êxodo?
Entre os motivos citados para a saída da plataforma está o aumento contínuo de conteúdo negativo na plataforma. Isso inclui o conteúdo tóxico, descrito pelo The Guardian em seu anúncio como “conteúdo frequentemente perturbador promovido ou encontrado na plataforma, incluindo teorias da conspiração de extrema direita e racismo”.
Mesmo assim, pode ser difícil apontar uma única causa para a saída. O jornal observou que sua decisão demorou muito para ser tomada e que seus recursos poderiam ser “melhor utilizados” em outro lugar.
“As empresas de notícias não têm recursos ilimitados, o público não tem atenção ilimitada, então elas podem ter que tomar uma decisão estratégica se houver uma plataforma que esteja associada a um alto nível de incertezas quando se trata de como as conversas evoluirão no curto prazo”, disse Silvia Majo-Vazquez, pesquisadora de comunicação política da Universidade Vrije Amsterdam.
“Elas querem converter o público nas plataformas de mídia social, [então] quais públicos vocês estão mirando agora no Twitter [X] com a queda de usuários?”
“Outras plataformas estão ganhando força, então provavelmente elas [as empresas] mobilizarão seus recursos para aquelas plataformas que fornecem novos [grupos] que são mais difíceis de alcançar”.
No caso dos indivíduos, muitos estão comentando que a sensação ao utilizarem outras plataformas de microblog é como o Twitter antigo, com menos bots e mais interações individuais.
“Se essas funcionalidades puderem ser oferecidas por outras alternativas e pessoas suficientes fizerem essa troca, isso pode acontecer bem rápido. Também vimos isso no passado com outras plataformas como o Myspace, por exemplo”, disse Cammaerts.
“O menor de dois males”
Por mais que celebridades, políticos e marcas possam voltar seus olhares para novas redes sociais, as plataformas emergentes ainda são vulneráveis às mesmas interações negativas e conteúdo tóxico que prevalecem nas mídias sociais estabelecidas.
“De certa forma, as pessoas adotam o menor de dois males, porque todas essas plataformas têm modelos de negócios que, em essência, são voltados para a extração, para a mercantilização de sua sociabilidade de tal modo que contrariam sua privacidade”, observou Cammaerts.
“Então, claro, o X é o pior e é problemático por uma série de razões políticas, mas isso não significa que essas outras plataformas sejam necessariamente boas.”
É difícil prever para onde rumará futuramente o discurso público online, mas o pesquisador acredita que esta é uma conversa que temos que iniciar agora.
“Como queremos que seja o nosso ambiente democrático de mídia? Como queremos que se pareça? Poderemos, por meios democráticos, regulá-lo de forma que atinja esse ideal mais do que acontece hoje em dia? Isso também pode se tornar um debate polêmico.”
Fragmentação do ambiente nas redes
Ele também pressupõe que os usuários continuarão buscando espaços públicos de “visão total” para se envolverem socialmente uns com os outros.
Majo-Vazquez prevê que o aumento dos grupos fechados em aplicativos de mensagens privadas continuará a crescer, afastando as interações online da praça pública global da forma como o Twitter originalmente aspirava.
“Quando se trata de plataformas de mídia social, o ambiente está ficando mais fragmentado”, afirmou a pesquisadora. “A atenção que essas grandes plataformas estavam recebendo foi fragmentada para muitos outros lugares. Qual delas sairá vencedora desse processo, ainda não sabemos.”
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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