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Califórnia se prepara para possíveis novos incêndios enquanto os ventos criam condições para ‘crescimento explosivo’ | Incêndios florestais na Califórnia
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Guardian staff and agencies
Os ventos aumentaram na terça-feira no sul Califórnia e pelo menos alguns novos incêndios florestais eclodiu enquanto os bombeiros permaneciam em alerta em condições climáticas extremas de incêndio, duas semanas após o início de grandes incêndios, dois deles ainda acesos, no Los Angeles área.
Os ventos fortes e frescos – que sopram num contexto ainda seco – marcam o fim de uma pausa nas condições perigosas de alto risco de incêndio que permitiram aos bombeiros da cidade sitiada conter em grande parte os incêndios desastrosos que queimaram milhares de casas. Os incêndios mataram pelo menos 27 pessoas e destruíram mais de 14 mil estruturas desde que eclodiram durante ventos fortes em 7 de janeiro.
As rajadas podem atingir o pico de 70 mph (113 km/h) ao longo da costa e 100 mph (160 km/h) nas montanhas e contrafortes durante incêndios extremos que devem durar até a manhã de terça-feira. As velocidades do vento variaram de 35 mph (56 km/h) ao longo da costa a 63 mph (101 km/h) nas montanhas durante a noite, de acordo com relatórios do Serviço Meteorológico Nacional.
O serviço meteorológico emitiu um alerta sobre uma “situação particularmente perigosa” para partes de Los Angeles, Ventura e São Diego condados de segunda à tarde até terça de manhã devido à baixa umidade e aos ventos prejudiciais de Santa Ana.
“As condições estão maduras para o crescimento explosivo de incêndios caso um incêndio comece”, disse Andrew Rorke, meteorologista do serviço meteorológico em Oxnard.
Karen Bass, prefeita de Los Angelesdisse na segunda-feira que a cidade estava preparada para quaisquer possíveis novos incêndios e alertou que os ventos fortes poderiam dispersar as cinzas das zonas de incêndio existentes no sul da Califórnia. Ela incentivou os angelenos a visitarem lacity.gov para aprenderem sobre maneiras de se protegerem do ar tóxico durante os ventos de Santa Ana.
Cal Fire e os bombeiros locais posicionaram carros de bombeiros, aeronaves lançadoras de água e equipes manuais em toda a região para permitir uma resposta rápida caso um novo incêndio ocorra.
Pelo menos três pequenos incêndios começaram no condado de San Diego. Foram emitidas ordens de evacuação para o incêndio Lilás, que queimou cerca de 50 acres (20 hectares). Estava crescendo “com uma taxa moderada de propagação e as estruturas estão ameaçadas”, publicou o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia. Bombeiros fez progressos no incêndio de Pala e foi relatado como interrompido, disse a agência. Outro incêndio, o incêndio dos Frades, ocorreu perto de uma rodovia na tarde de segunda-feira, provocando uma resposta rápida das equipes, disse o corpo de bombeiros de San Diego.
Na segunda-feira, os bombeiros de Los Angeles apagaram rapidamente um pequeno incêndio que eclodiu ao sul do icônico Observatório Griffith, de cúpula tripla.
Um homem suspeito de iniciar o incêndio foi levado sob custódia, disse David Cuellar, porta-voz do departamento de polícia de Los Angeles. Os bombeiros também extinguiram rapidamente um incêndio ao longo da Interestadual 405, no bairro de Granada Hills, em Los Angeles, que fechou temporariamente as pistas no sentido norte.
Os bombeiros combateram agressivamente um incêndio que também ocorreu na tarde de segunda-feira na cidade de Poway, no condado de San Diego, e interrompeu seu avanço.
Uma pequena quantidade de chuva está prevista para o fim de semana na área de Los Angeles, embora mais ventos fortes devam retornar na quinta-feira, disse Rorke.
As autoridades pediram às pessoas que não cortassem a grama para evitar incêndios, nem iniciassem incêndios que pudessem ficar fora de controle. Eles também pediram aos residentes que revisassem seus planos de evacuação e preparassem kits de emergência e estivessem atentos a quaisquer novos incêndios e os reportassem rapidamente.
David Acuna, porta-voz do Califórnia departamento de silvicultura e proteção contra incêndio, disse que as maiores preocupações são os incêndios em Palisades e Eaton rompendo suas linhas de contenção e um novo incêndio começando.
“Não faça nada para iniciar outro incêndio, para que possamos nos concentrar na mitigação dos incêndios atuais”, disse Acuna.
Mais ordens de evacuação foram suspensas na segunda-feira para Pacific Palisades e as autoridades disseram que apenas os residentes teriam permissão para voltar depois de apresentarem comprovante de residência em um posto de controle.
A Associated Press contribuiu relatórios
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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