POLÍTICA
Câmara aprova projeto que dobra pena de crimes com…
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1 ano atrásem
Pedro Pupulim
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, um projeto de lei que aumenta a quantidade de pena a ser cumprida em caso de crimes cometidos em estado de emergência e de calamidade pública. De autoria do deputado federal Maurício Marcon (Podemos-RS), o texto dobra as penas de mais de 60 delitos, abarcando desde os crimes contra o patrimônio, como roubo e furto, até os crimes praticados por funcionários públicos contra a Administração Pública, como peculato e corrupção ativa e passiva.
Segundo o deputado, a ideia surgiu em decorrência do contexto das enchentes que atingiram o Rio Grando do Sul no início deste ano, quando se constatou a ocorrência de crimes como roubo, saques a residências e desvios de donativos.
“A ideia do aumento das penas é a de aumentar o medo da punição, agindo como um forte desestímulo para a prática de condutas criminosas. É simplesmente inadmissível, são atos de pura crueldade e total falta de humanidade”, afirmou Marcon.
Em suas redes sociais, o deputado fez uma publicação celebrando a aprovação do PL, e informou que a pena para o crime de roubo, por exemplo, vai passar do período de 4 a 10 anos para o de 8 a 20 anos.
A proposta segue agora para votação no Senado Federal.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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