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Carro de funerária do AC é parado por familiares de vítima de Covid-19 e corpo resgatado para sepultamento no AM

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Vítima morreu em Cruzeiro do Sul, mas era moradora da cidade de Guajará, no Amazonas.

CAPA: Carro de funerária foi abordado por parentes de homem que morreu com Covid-19 em Cruzeiro do Sul — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre.

Um carro de uma funerária de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, foi parado por familiares de um homem que morreu no Hospital de Campanha com Covid-19. Eles resgataram o corpo para fazer o sepultamento na cidade vizinha de Guajará, no Amazonas. A vítima era moradora da cidade amazonense.

A situação ocorreu na noite de segunda-feira (20), quando o funcionário da Funerária Caminho de Luz levava o corpo do Hospital de Campanha para o sepultamento na cidade acreana. As medidas de segurança determinam que em casos de mortes por Covid-19, as vítimas devem ser sepultadas em um cemitério do município onde ocorreu o óbito.

Inconformados com a situação, os familiares do homem abordaram o veículo a caminho do sepultamento, impediram a saída do motorista e levaram o corpo. Em entrevista à Rede Amazônica Acre, o funcionário da funerária, Platini Ferreira, explicou que os homens mandaram ele encostar o carro e retiraram o caixão.

“No meio da caminhada, eles me interceptaram com um saveiro branco, que fechou minha frente e mandou eu encostar na descida da ladeira. Chegaram dois caras, um ficou de um lado da porta e outro da outra, e não permitiram eu sair do carro e falaram que iam levar o corpo do pai deles. Não agiram com violência, mas pegaram o corpo, colocaram em uma viatura particular e levaram para Guajará”, relembrou.

Funcionário da funerária registrou um boletim de ocorrência após corpo ser levado sem permissão  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Funcionário da funerária registrou um boletim de ocorrência após corpo ser levado sem permissão — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre.

Apesar de não ter agressões, o funcionário da funerária contou que o susto foi grande. Após a situação, Ferreira ligou para o Centro Integrado de Operação em Segurança (Ciosp) e avisou à polícia.

“Espero que isso não venha mais acontecer porque queira ou não é constrangedor para nós também. Temos família e sabemos da dor de perder um ente querido e não é dessa forma que podemos lidar com essa situação. Sabemos que isso não é culpa da minha funerária e nem de nenhuma outra, mas de um procedimento”, lamentou.

Ainda segundo ele, representantes do Ministério Público Estadual (MP-AC) foram à funerária, nesta terça-feira (21), para ouvir o gerente que pretende registrar um boletim de ocorrência.

“O secretário de Saúde, Braz de Melo, lá de Guajará, como o pessoal do MP, já esteve aqui pegando alguns dados. Vou na delegacia registrar um boletim”, concluiu.

O Hospital de Campanha de Cruzeiro do Sul recebe pacientes com sintomas graves de outros nove municípios, entre eles Guajará e Ipixuna, do estado do Amazonas. Entre segunda-feira (20) e terça (21), foram registradas na UTI Covid do hospital três mortes, sendo que dois eram de Guajará.

Colaborou o repórter Glédisson Albano, da Rede Amazônica Acre.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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