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Caso Marielle: Nenhuma linha de apuração foi abandonada – 09/10/2024 – Cotidiano

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Italo Nogueira

O general Richard Nunes, atual chefe do Estado-Maior do Exército, afirmou nesta quarta-feira (9), em depoimento ao STF (Supremo Tribunal Federal), que nenhuma linha de investigação foi descartada na apuração sobre o homicídio da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

O oficial afirmou ainda que o ex-PM Ronnie Lessa, executor confesso do crime, esteve entre os suspeitos desde o início das investigações.

Nunes depôs como testemunha de defesa na ação penal em que o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil, é acusado de ter auxiliado no planejamento do crime e retardado seu esclarecimento —Barbosa nega. Os mandantes do crime foram, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, conselheiro do TCE-RJ e deputado federal, respectivamente.

As afirmações contrariam parte da tese da Polícia Federal segundo a qual Lessa só se tornou alvo após Rivaldo não suportar mais a pressão pela solução do crime.

“Nenhuma linha de investigação foi abandonada. Em dado momento, nomes como Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz [motorista do carro usado para realizar os disparos] eram colocados dentro dessas linhas investigativas como pessoas que poderiam ter algum nível de participação”, disse o general.

O oficial disse que tinha reuniões periódicas com Rivaldo e o delegado Giniton Lages, responsável pela apuração do caso e também sob suspeita. Ressaltou, porém, que não tinha detalhes das investigações e das diligências que eram realizadas, prestando apoio apenas quando solicitado.

O general declarou ainda que Rivaldo e Giniton desconfiaram desde o início do depoimento do ex-PM Rodrigo Ferreira, o Ferreirinha, testemunha que apontou outros executores e mandantes. A PF afirma que ele foi ouvido por iniciativa de Giniton e outro policial com o objetivo de desviar o foco da apuração.

“Quem me recomendou cuidado [com Ferreirinha] foram os próprios delegados. Eles sabiam que poderia ter ali algum tipo de manipulação, algum tipo de informação que teria que ser filtrada. […] As razões eram justamente o modo como ele foi colocado, a maneira como ele se apresenta, poderia estar ali para causar mais problemas do que soluções”, disse o oficial.

Ferreirinha prestou dois depoimentos a delegados da PF, não envolvidos com o caso, antes de ser encaminhado à Polícia Civil, responsável pela apuração da morte.

O general negou que tenha sofrido ingerência política para nomear Rivaldo, como sugere a polícia em seu relatório.

Brazão se queixa de ‘maldade’ de investigadores

De acordo com a PF e a PGR, os irmãos Brazão encomendaram a morte de Marielle em razão de divergências políticas históricas com o PSOL, bem como a atuação da vereadora contrária aos interesses comerciais da dupla na exploração ilegal de terrenos na zona oeste do Rio de Janeiro.

Antes da audiência, Domingos se manifestou sobre as acusações em conversa com um dos advogados. Ele criticou a investigação da PF e disse compreender a delação de Lessa, que o acusa, cujo teor ele diz ser falsa.

“Por parte do bandido a gente até entende. Mas os investigadores fizeram uma maldade muito grande com a gente. Não quiseram esclarecer a verdade. É muita covardia, não dá para se conformar”, disse ele, antes do início da audiência.

Os depoimentos de testemunhas serão retomados no próximo dia 17, e os interrogatórios dos réus estão previstos para ocorrer entre os dias 21 e 25.

A defesa de Domingos, porém, recorreu da decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, de indeferir a oitiva das promotoras Simone Sibilio e Letícia Émile, que conduziram uma investigação sobre o caso em paralelo à de Giniton.



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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