POLÍTICA
Cenário do governo é de crise financeira na eleiçã…
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9 meses atrásem
José Casado
Lula enviou ao Congresso um projeto com normas sobre o orçamento de 2026. A mensagem contida pode ser resumida assim:
1) É possível que seu último ano de mandato seja marcado por uma travessia econômica em más condições, com o governo em asfixia financeira;
2) É provável que o vencedor da eleição presidencial de 2026 — ele ou outro — receba um governo alquebrado, com escassez de dinheiro para se manter funcionando desde o início do mandato;
3) O próximo governo, qualquer que seja, estará condicionado pela necessidade de aumentos expressivos na arrecadação ou duro ajuste nas despesas, sob risco de colapso;
4) Enfrentará “grandes pressões por mudanças nas políticas públicas de forma geral e, especificamente, na previdenciária”.
Com essa declaração oficial sobre as fragilidades das contas públicas, Lula admite uma temporada eleitoral complicada.
A previsível falta de dinheiro para investimentos e programas sociais, já a partir do próximo ano, tende a impor aos principais partidos e candidatos presidenciais definições claras e antecipadas à sociedade sobre alternativas para a crise do setor público.
Por exemplo, sobre o financiamento da Previdência Social. No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026 o governo já admite uma nova reforma: “(Haverá) necessidade de avaliar a adequação do sistema à nova realidade demográfica.”
Mudanças dessa natureza não costumam ser feitas no final de um governo ou de uma legislatura. Mas a temporada eleitoral é ocasião favorável ao debate das vulnerabilidades do país, realçadas no documento oficial, numa época de incertezas sobre o rumo da economia mundial.
O Congresso é o lugar para discussão das alternativas, que partidos e candidatos devem apresentar durante a campanha eleitoral. Depois de longas férias, é possível que Câmara e Senado voltem a funcionar normalmente na próxima semana. Nos últimos 160 dias houve apenas uma iniciativa legislativa relevante, a aprovação emergencial de normas de reciprocidade para defesa econômica do país.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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