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Centro de Apoio ao Surdo conclui curso básico de Libras para professores em Rio Branco

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Dayana Soares

O Centro de Apoio ao Surdo do Acre (CAS/AC) concluiu nesta quinta-feira, 12, o curso básico de Libras em Contexto, realizado durante o ano letivo de 2024  na Escola Estadual José Rodrigues Leite. A ação, que teve início em 14 de maio, foi promovida com o objetivo de capacitar professores da rede estadual de ensino de Rio Branco, especialmente aqueles que atuam em salas de recursos multifuncionais e atendimento educacional especializado (AEE).

Com uma carga horária de 120 horas, as aulas ocorreram duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras. Ao longo do ano, os participantes aprenderam os fundamentos da Língua Brasileira de Sinais (Libras), incluindo vocabulário, pronomes, substantivos e verbos, em um contexto voltado para a inclusão escolar.

Curso foi destinado a professores da rede estadual. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A coordenadora-geral do CAS/AC, Lindomar Araújo, destacou o comprometimento e o progresso dos 21 participantes que concluíram o curso. “Muitos alunos já estão sinalizando e fazendo a leitura em Libras. Esse é um grande passo para promover a comunicação e a inclusão dos estudantes surdos na rede pública de ensino”, afirmou.

Entre os participantes, estava Jaciene Dalmolin, professora de AEE, que ressaltou a relevância do curso para sua atuação profissional. Graças ao curso, ela agora consegue estabelecer uma comunicação mais efetiva com a aluna que acompanha na escola onde trabalha. “Sempre quis ser bilíngue, e esse aprendizado é um ganho tanto para mim quanto para os meus alunos”, destacou.

Para a professora Jaciene Dalmolin, o curso aprimorou a vida profissional. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Lucilene Silva Santiago, professora tradutora-intérprete de Libras e uma das instrutoras do curso, afirmou que o objetivo é garantir que os professores tenham condições de incluir os alunos surdos por meio de sua própria língua. “Esse curso foi o primeiro passo para capacitá-los. Nosso foco é continuar promovendo a formação e avançar para os níveis intermediário e avançado”, disse.

A professora surda de Libras, Débora Nolasco, que também lecionou no curso, destacou a importância da formação para os professores da rede estadual, especialmente para aqueles das salas de recursos multifuncionais,  que precisam ter contato com a língua do surdo e incentivar o aprendizado. “A Libras é a língua materna dos surdos, mas o aprendizado do português escrito também é essencial. Essa formação é uma grande contribuição para que esses professores desenvolvam suas habilidades e promovam a inclusão de forma mais eficaz”, afirmou.

Professores de Libras Débora Nolasco e Lucilene Santiago foram as instrutoras do curso. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O curso integra o plano de formação anual do CAS/AC, que busca capacitar não apenas professores de AEE, mas também mediadores, assistentes educacionais e demais profissionais da rede estadual interessados em aprender Libras.

Com o encerramento do curso básico, muitos participantes já manifestaram interesse em continuar a formação. A previsão é de que os cursos intermediário e avançado sejam oferecidos a partir do próximo ano, dando continuidade ao trabalho de promoção da inclusão e acessibilidade na educação.

Sobre o CAS/AC

A partir de 2024, o CAS começou a trabalhar com a Sala de Recurso Multifuncional Bilíngue. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O Centro de Apoio ao Surdo (CAS/AC), vinculado à SEE, é uma unidade especializada no atendimento e inclusão de estudantes surdos, com foco na formação de profissionais da educação e na promoção de ações voltadas ao desenvolvimento linguístico e educacional dessa comunidade.

Fundado como parte de uma política pública de educação inclusiva, o CAS oferece cursos de Libras em diferentes níveis, promove o ensino bilíngue e atua na implementação de práticas que garantem o acesso ao currículo escolar para estudantes com deficiência auditiva.

Além disso, em 2024 o centro começou a trabalhar com a Sala de Recurso Multifuncional Bilíngue, um ambiente imersivo que reforça o ensino da Libras como língua de instrução e do Português como segunda língua. Esse espaço de imersão linguística é coordenado por profissionais surdos e tem como objetivo assegurar que os estudantes surdos tenham uma experiência educacional inclusiva e culturalmente rica, promovendo sua plena integração ao ambiente escolar e ao convívio social.

O CAS/AC também desempenha um papel fundamental na formação continuada de educadores e na promoção de debates e eventos voltados à conscientização e ampliação das políticas de educação inclusiva.

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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