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Cerca de 60 produtores de borracha devem receber R$ 1,4 por quilo produzido no interior do Acre

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Cerca de 60 produtores de borracha licenciados da cidade de Assis Brasil, no interior do Acre, vão receber R$ 1,4 por quilo produzido. A lei que dispõe sobre a contribuição econômica para os trabalhadores foi publicada na edição desta segunda-feira (17) do Diário Oficial do Estado (DOE).

Conforme a publicação, o benefício tem o objetivo de incentivar a comercialização da produção local. A lei determina ainda que a prefeitura tem um prazo de 30 dias para decidir as condições operacionais para o pagamento e controle da subvenção.

O G1 entrou em contato com o prefeito da cidade, Antônio Barbosa de Sousa, para saber o impacto financeiro do benefício ao município, mas não obteve sucesso.

O presidente da Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes em Assis Brasil (Amopreab), José de Araújo, disse que a lei que beneficia os produtores já existia desde 2009, porém destinava o recurso apenas a quem produzia folha defumada líquida.

“Na verdade, essa lei está sendo publicada agora, mas existe desde 2009, em que foi aprovado o pagamento de R$ 0,70 a cada quilo, em 2012 tivemos alteração no valor para R$ 1,4, só que ela era específica para produção de folha defumada líquida, que era um outro produto que a gente trabalhava. Agora, a lei vai beneficiar a produção de quilo de borracha produzida, seja em forma de folha, de bola defumada ou prancha. Em qualquer forma agora vai ser pago”, explicou o presidente da associação.

Araújo afirmou ainda que, mesmo já havendo a lei, os produtores estão sem receber o benefício desde 2014. “O que deixa a gente triste é que é uma lei que existe desde 2009, mas temos pendência da prefeitura de 2014 até ontem”, concluiu.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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