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Cessar-fogo de Israel e Hamas entra em vigor em Gaza – 19/01/2025 – Mundo

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O cessar-fogo acordado entre Israel e o grupo terrorista Hamas entrou em efeito na manhã deste domingo (19). A trégua estava prevista para começar às 8h30 no horário local (3h30 em Brasília), mas a demora na divulgação dos nomes das reféns a serem liberadas pelo Hamas atrasou o início para às 11h15 (6h15 de Brasília).

Romi Gonen, 24, Doron Steinbrecher e Emily Damar, de idades ainda não confirmadas, serão as primeiras reféns liberadas pelo acordo de cessar-fogo. Segundo a agência de notícias Reuters a liberação deve ocorrer às 11h do horário de Brasília.

O entendimento, mediado por Egito, Qatar e Estados Unidos, suspende uma guerra iniciada após um mega-ataque do grupo terrorista contra Israel de outubro de 2023 matar cerca de 1.200 pessoas —outras 250 foram sequestradas e levadas para Gaza.

A ofensiva militar de Israel, por sua vez, resultou na morte de quase 47 mil pessoas em Gaza segundo autoridades ligadas ao Hamas, além de ter forçado o deslocamento da maioria da população do território palestino.

As horas antes do início do cessar-fogo foram marcadas por tensão. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou que o acordo só passaria a valer com a divulgação dos nomes das reféns liberadas, enquanto o Hamas admitiu atraso na liberação da lista por “razões técnicas”.

Segundo a Al Jazeera, os motivos para o atraso podem estar relacionados à forma como os integrantes do Hamas se comunicam, isto é, evitando meios de comunicação que possam estar sujeitos à vigilância israelense, atrasando decisões relacionadas aos nomes que integrarão a lista.

No início da manhã, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Daniel Hagari, disse que os militares israelenses continuariam os ataques na Faixa de Gaza até que o Hamas entregasse a lista.

Mesmo após o prazo original previsto para o início do cessar-fogo, às 3h30 no horário de Brasília, Israel realizou incursões militares nas regiões central e norte de Gaza, deixando ao menos dez palestinos mortos e 25 feridos em um ataque de drones, segundo a Reuters.

Se mantido, o cessar-fogo pode reduzir as tensões no Oriente Médio, uma vez que a guerra em Gaza se espalhou e passou a envolver outros atores na região, como o libanês Hezbollah e os rebeldes houthis do Iêmen —além do fiador de ambos os grupos, o Irã.

Também pavimenta o caminho para um aumento na ajuda humanitária para a população de Gaza. Agentes da OMS (Organização Mundial da Saúde) disseram que, pelos termos do acordo, o número de caminhões com suprimentos que entram em Gaza diariamente deve subir de uma média de 40 a 50 para de 500 a 600.

Durante a primeira fase do acordo, com previsão de durar seis semanas, o Hamas concordou em libertar 33 reféns israelenses, incluindo todas as mulheres, crianças e homens acima de 50 anos. Israel diz que ainda há 98 reféns sendo mantidos em Gaza. Desse total, 94 foram sequestrados no 7 de Outubro e 4 estão na faixa desde 2014.

Em contrapartida, o governo de Israel pode libertar até 1.904 palestinos detidos em suas prisões, sendo que 737 deles foram acusados ou condenados por ameaças à segurança nacional israelense. O número total em qualquer uma das fases vai depender do ritmo de devolução dos reféns —nesta primeira etapa, cada sequestrado será trocado por, em média, 19 prisioneiros.

A cúpula do poder israelense superou divergências e aprovou o acordo com o Hamas na sexta-feira (17). Horas antes, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, acusou o grupo de tentar incluir alguns pontos de última hora no entendimento. O grupo terrorista negou, mas o imbróglio adiou a reunião dele com seu gabinete de segurança, etapa que precederia a votação dos ministros. Foi a primeira crise em torno da trégua, anunciada na quarta (15).

Mesmo após sua aprovação pelo gabinete israelense, o futuro do acordo é incerto.

Neste sábado (18), Netanyahu disse que seu país tinha o direito de reiniciar os combates caso a segunda etapa do pacto não fosse cumprida. “Se precisarmos voltar a lutar, faremos isso de forma renovada e contundente”, declarou. “O presidente [eleito dos EUA] Trump e o presidente Biden deram apoio total ao direito de Israel de retornar ao combate se concluir que as negociações da fase B são inúteis.”

A base da ultradireita religiosa em Israel é contra o acordo, que considera um risco à segurança nacional. Ao menos 30 dos palestinos que devem ser soltos cumprem prisão perpétua por matar judeus. Entre eles estão Zakaria Zubeidi, ex-comandante das Brigadas Al-Aqsa, braço armado do partido Fatah, que controla a Autoridade Palestina; os membros do Jihad Islâmico Iyad Jradat e Ahmed Dahiri; e Mahmud Abu Varda, que cumpre 48 sentenças vitalícias por planejar ataques terroristas.

Assim, a notícia do cessar-fogo em Gaza provocou forte reação na ultradireita que apoia Netanyahu. O maior expoente do grupo, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, afirmou que os membros de seu partido que integram o governo renunciarão neste domingo, e pediu que seu colega na pasta das Finanças, Bezalel Smotrich, faça o mesmo.

Os enfrentamentos em Gaza não cessaram desde o anúncio inicial do acordo, na quarta-feira (15), e autoridades de saúde locais, ligadas ao Hamas, afirmaram que só nesses dias que antecederam a efetivação do acordo, mais de 120 palestinos morreram.

Neste sábado, bombardeios tinham atingido regiões no centro e no sul da faixa, e tanques do Estado judeu, disparado contra a Cidade de Gaza, antiga capital do território hoje reduzida a ruínas, no norte.



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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