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‘O mundo enlouqueceu? Tem’: repórteres estrangeiros compartilham uma visão de Trump do exterior | Donald Trump

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Danielle Renwick

Qual é a visão externa da democracia dos EUA e o que podem os americanos aprender com outras nações com uma história de tumulto político?

Durante seu primeiro mandato Donald Trump testaram as normas democráticas, minando a confiança em eleições justas, encorajando a violência política e demonizando os meios de comunicação social e os funcionários públicos. Ele prometeu ser um ditador “no primeiro dia” do seu segundo mandato.

Quando Trump toma posse pela segunda vez, perguntamos aos correspondentes políticos de jornais de todo o mundo – da Hungria à El Salvador – para compartilhar sua visão do que está acontecendo na América.

Estes são países que enfrentaram líderes fortes e desafios à democracia. Vêem analogias com o que está a acontecer hoje nos EUA – e, em caso afirmativo, o que pensam que o futuro reserva para a democracia mais poderosa do mundo?

András Pethő, Direkt36 (Hungria)

Os americanos deveriam parar de dizer a si mesmos “isso nunca pode acontecer aqui”. Você tem que se preparar para os piores cenários, porque tudo pode acontecer.

Nos primeiros anos do regime de Orbán, quando propuseram limitar os poderes do tribunal constitucional e nomearam um membro do Fidesz, o partido de Orbán, para o gabinete de auditoria do Estado, o que é muito importante para controlar a forma como o dinheiro público é gasto , pensei: “Isso nunca aconteceria em uma democracia”. E então aprendemos que na verdade tudo pode acontecer, porque se eles tiverem o poder, podem e farão (farão) o que quiserem.

Todas estas instituições, quer estejamos a falar de governos, de agências ou da imprensa, são muito, muito frágeis. É muito fácil desmontá-los.

O cenário dos meios de comunicação social americanos ainda é muito mais vibrante e robusto do que o da Hungria, por isso penso que seria mais difícil para Trump ou quem quer que seja, assumi-lo. Em Hungriaum investidor pró-governo comprou todos os jornais locais – havia apenas cerca de 19 deles. Isso não acontecerá nos EUA, mas é claro que a repressão dos meios de comunicação social ou a difusão de propaganda podem acontecer de diferentes maneiras. Pode acontecer através do X ou do Facebook – é algo que estou prestando atenção.

Glenda Gloria, Rappler (Filipinas)

A campanha e o resultado foram muito parecidos com as nossas eleições presidenciais de 2022. Leni Robredo e Kamala Harris decidiram concorrer no final do dia, mas quando o fizeram galvanizaram uma base democrática que todos pensávamos ter-se tornado demasiado cínica para se envolver em qualquer eleição.

Mas as narrativas de (Bongbong) Marcos e Trump tiveram uma vantagem inicial online, espalhando-se de forma tão exponencial e cruel que nenhum trabalho de base poderia igualá-las. Combine com um clima de medo e você poderá dobrar qualquer coisa e qualquer pessoa. Vimos isso durante anos em Duterte e esperamos ver isso – como estamos começando a ver – sob Trump.

Pessoas que têm muito a perder e que outrora valorizaram o devido processo, a liberdade e a responsabilização podem facilmente cumprir as ordens dos líderes autoritários. As instituições que antes protegiam o interesse público podem voltar-se contra ele num instante. A América enfrentará um período diário de choque no sistema. Sabemos disso desde os anos Duterte; os primeiros dois anos foram marcados pela descrença – os ataques diários aos meios de comunicação social, os assassinatos todas as noites, o assédio às grandes empresas, a cooptação da polícia e dos militares, o abraço da China apesar das intrusões no nosso território. Eles pareciam irreais.

Nosso mundo enlouqueceu? Tem. Olhamos para a América agora e brincamos: deveríamos fazer workshops para os nossos colegas (jornalistas)? É totalmente triste.

Estamos a prestar muita atenção à forma como a desinformação e as redes que a sustentam continuarão a apoiar a administração Trump e o trumpismo. Essa é a barriga da besta. Porque mesmo as piores políticas podem ser corrigidas num mundo de realidades fabricadas. Como os cidadãos dos EUA deveriam combater ou abordar isso? Precisamos trazer à tona experiências e iniciativas do mundo real que ilustrem a boa cidadania. Ilhas de esperança.

Carlos Dada, El Faro (El Salvador)

Se for possível tirar alguma conclusão sobre o primeiro mandato de Trump, é óbvio que ele tem muito pouco respeito pelas instituições e que a sua personalidade tem um peso extraordinário sobre o exercício da presidência. Não vejo nada que indique que seu segundo mandato será diferente.

No caso de El Salvador, Nayyib Bukele é exactamente o tipo de líder que Trump adora. Trump abraça os autocratas e ridiculariza os líderes democráticos, e Bukele é um autocrata. Os líderes mundiais, ao estilo do Sr. Bukele – estou a falar de Orbán, Modi, Putin, claro – sentir-se-ão muito mais confortáveis ​​no seu desmantelamento da democracia com o Sr. Trump e a Presidência.

Para Trump, além das afinidades pessoais que possa ter com Bukele, a sua agenda para a América Central é basicamente migração e segurança. É isso. A agenda tradicional dos EUA pós-Guerra Fria, que tinha uma forte ênfase na democracia e nos direitos humanos, desapareceu.

Portanto, penso que enquanto o Sr. Bukele impedir os migrantes (de passarem por El Salvador a caminho dos Estados Unidos) e mantiver os gangues efectivamente desmembrados, então Washington não será um obstáculo para o Sr. Bukele no seu processo de desmantelamento completo da democracia e transformando El Salvador em sua própria ditadura.

Vinod K Jose, ex-editor da Caravana e autor de um próximo livro sobre a democracia indiana (Índia)

A estratégia de Trump, como a de todos os homens fortes autocratas, era envolver-se com os eleitores ao nível da emoção, não da razão, e da ficção, não dos factos. Estas são algumas regras do manual que os líderes autocráticos usam o tempo todo para chegar ao poder.

Com o regresso de Trump à Casa Branca, assistimos a um momento decisivo na história. A terceira onda antidemocracia está aqui. As duas primeiras ondas antidemocráticas foram a vitória de Mussolini na década de 1920 e a chegada de Hitler ao poder na década de 1930, culminando na segunda guerra mundial, e a segunda onda antidemocracia na década de 1960, com a ascensão de juntas militares e a guerra fria. derrubando governos eleitos. Agora, com países como a Índia, a Turquia e o Filipinas já sob forças antidemocráticas, a vitória de Trump fortalece as mãos dos autocratas em todo o mundo.

O período de Biden no cargo foi o tempo dado pelo divino para alterar sistematicamente a história mundial, (uma oportunidade) para olhar para dentro e ver como o trumpismo teve tanto apoio em 2016, (e para) consertar os buracos que direcionaram os votos para Trump.

Nesse sentido, as oportunidades perdidas dos anos Biden são comparáveis ​​aos dez anos que o Partido do Congresso teve em Índia entre os dois períodos dos governos de direita hindu, o de Atal Bihari Vajpayee (1998 e 2004) e Narendra Modi, que chegou ao poder em 2014. O Partido do Congresso chegou ao poder em 2004 e nada fez para atacar a base da direita, ou para conquistar os simpatizantes que estão em cima do muro ou fazer aliados culturais e sociais. O resultado? Modi, um líder ainda mais radical que Vajpayee, chegou ao poder, com mais apoio popular. Os dez valiosos anos da história foram perdidos.

Temo que daqui a 10, 20 anos as pessoas possam voltar atrás e dizer que os anos Biden não conseguiram nada que impedisse Trump de regressar.

Fernando Peinado, El Pais e autor de Trumpistas: Quem levou Trump ao poder? (Espanha)

Muita cobertura sobre a ascensão de Trump e da extrema direita noutros lugares centrou-se na economia, mas pergunto-me se estamos a falar o suficiente sobre uma enorme transformação que aconteceu na última década – o terramoto no nosso ecossistema mediático.

Em 2016, os smartphones e as redes sociais desempenharam um papel desproporcional em comparação com as eleições anteriores. Isso acelerou tudo. O ciclo de notícias se transformou em um ciclone de notícias. Isso ajudou os candidatos que confiavam na visceralidade.

Desde aquela eleição, assistimos a vitórias de populistas e de candidatos de extrema-direita noutros lugares. Em Espanhao Vox, de extrema direita, surgiu em 2018, tendo sido anteriormente muito marginalizado. Algo mudou profundamente e talvez os EUA e o Reino Unido, com o Brexit, tenham sido apenas dois primeiros exemplos do que estava por vir. Os canários na mina de carvão.

Este ano marca o 50º aniversário da morte de (Francisco) Franco e o legado do Franquismo é um tema muito polarizador agora. A novidade é o quão divisiva se tornou a questão de Franco. Durante décadas, pareceu haver um consenso de que o franquismo foi um período negro para a Espanha. Mas agora temos o Partido Popular Conservador que não está disposto a comemorar a sua morte, e o Vox está a fazer uma defesa aberta do seu legado.

As suas declarações de apoio a Franco não prejudicaram o seu índice de aprovação, e isso está relacionado com todas as coisas estranhas que acontecem nos EUA – Trump fazendo coisas sem precedentes que teriam sido tabu numa era anterior.

As respostas foram editadas e condensadas



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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