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Chanceleres alemão e francês encontram-se com os novos líderes da Síria – DW – 01/03/2025
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Ministro das Relações Exteriores da Alemanha Annalena Baerbock e o francês Jean-Noel Barrot encontra-se com o líder de facto da Síria, Ahmad al-Sharaa, em Damasco, Síria na sexta-feira.
Os dois principais diplomatas são os primeiros ministros da UE a visitar a Síria desde a derrubada do presidente Bashar Assad, há quatro semanas.
“A minha viagem hoje – juntamente com o meu homólogo francês e em nome da UE – é um sinal claro para os sírios: um novo começo político entre a Europa e a Síria, entre a Alemanha e a Síria, é possível”, disse Baerbock, segundo um ministério. declaração emitida antes de ela partir para Damasco.
O ‘novo capítulo da Síria começou’ – Baerbock
“O doloroso capítulo do governo de Assad acabou. Um novo capítulo começou, mas ainda não foi escrito. Porque neste momento os sírios têm a oportunidade de tomar novamente o destino do seu Estado nas suas próprias mãos”, disse Baerbock numa publicação no Facebook. plataforma de mídia social X.
Baerbock disse que as relações do novo governo sírio com a Alemanha e a UE estão condicionadas a que mulheres e homens de todas as crenças étnicas e religiosas desempenhem um papel no novo sistema político da Síria e que sejam protegidos.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, postou na plataforma de mídia social X: “Juntas, a França e a Alemanha estão ao lado do povo sírio, em toda a sua diversidade”.
Depois de chegar a Damasco, Barrot expressou esperança numa Síria “soberana, estável e pacífica”.
Foi também uma “esperança de que as aspirações de todos os sírios possam ser realizadas”, acrescentou, “mas é uma esperança frágil”.
Baerbock e Barrot visitam a famosa prisão de Saydnaya
Uma das primeiras paragens da viagem foi a famosa prisão de Saydnaya, apelidada de “matadouro humano” pela Amnistia Internacional.
Barrot e Baerbock foram acompanhados por equipes de resgate Capacetes Brancos enquanto visitavam as celas das instalações.
Os voluntários fundaram os Capacetes Brancos em 2013, após o início da guerra civil. Ajudaram a resgatar vítimas após ataques aéreos, mas também foram mobilizados após os terramotos devastadores na Síria e na Turquia em 2023.
Grupos humanitários afirmam que as autoridades sírias sob o regime de Assad torturaram e executaram sistematicamente milhares de civis.
“Você simplesmente não consegue imaginar o horror de alguns lugares”, disse Baerbock. “Mas as pessoas passaram por um inferno aqui perto da capital síria, Damasco. Foram mortas usando métodos inimagináveis num mundo civilizado.”
Lidando com os novos líderes da Síria
A visita à Síria ocorre quatro semanas depois de grupos rebeldes na Síria, liderados pelo grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS)rapidamente ganhou o controle do país, com o ex-presidente Bashar Assad fugindo para a Rússia. O líder do HTS, Ahmad al-Sharaa, é agora considerado o chefe do governo de transição da Síria.
FM Baerbock da Alemanha em visita surpresa à Síria
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Nos dias que se seguiram à deposição de Assad, os governos ocidentais têm ponderado a melhor forma de interagir com a nova liderança da Síria, considerando que o HTS estava sob sanções da UE e também era um grupo terrorista designado.
“Sabemos de onde vem o HTS ideologicamente, o que fez no passado. Mas também ouvimos e vemos o desejo de moderação e de compreensão com outros atores importantes”, disse Baerbock num comunicado.
Quase 1 milhão de sírios na Alemanha
De acordo com o Escritório Federal de Estatística Alemãocerca de 973 mil sírios viviam na Alemanha no final de 2023. Cerca de 712 mil deles receberam o estatuto de refugiado.
Os refugiados sírios permanecerão na Alemanha?
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A maioria ocorreu em 2015, quando o governo da então chanceler Angela Merkel decidiu permitir a entrada no país de refugiados que fugiam da guerra civil da Síria.
Um dia após a queda do regime de Assad na Síria, o Gabinete Federal para a Migração e os Refugiados (BAMF) emitiu um congelamento imediato dos pedidos de asilo de cidadãos sírios.
kb/wd (AFP, dpa)
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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