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Chapa considerada progressista vence eleição para OAB-SP
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Com 52,48% dos votos válidos, Leonardo Sica, da chapa “OAB sempre em frente”, venceu a eleição como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo (OAB-SP), realizada nessa quinta-feira (21). A nova diretoria assume a entidade no triênio 2025-2027.
A chapa vencedora teve 116.858 votos. Além de Sica na presidência, é composta por Daniela Magalhães como vice, Adriana Galvão como secretária-geral, Viviane Scrivani como secretária-geral adjunta e Alexandre de Sá Domingues como tesoureiro. A diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp) fica sob o comando de Diva Zitto.
Sica, mestre e doutor em Direito Penal pela USP, tem uma longa trajetória na advocacia e é reconhecido pelo trabalho em prol da valorização da classe. Cofundador do Movimento 133, que visa fortalecer a advocacia, Sica foi eleito com a promessa de modernizar a gestão da OAB.
A vitória de Sica representa uma continuidade da chapa atual. Sica é vice-presidente da gestão do triênio 2022/2024, presidida por Patrícia Vanzolini. Esta, por sua vez, foi eleita para o Conselho Federal da OAB para o triênio 2024-2026.
Em conversa com advogados conservadores paulistas, sob a condição de anonimato, eles são unânimes em afirmar que a chapa eleita tem perfil de esquerda e progressista, com apoio a temas identitários, pautas LGBTQIA+ e causas como a legalização do aborto. “Eles dizem que não, mas é uma chapa bastante alinhada à esquerda e que mantém relacionamento com políticos da esquerda. Nos bastidores, isso influencia no ambiente jurídico brasileiro”, afirmou um dos advogados ouvidos pela Gazeta do Povo.
Outra preocupação dos advogados ouvidos pela reportagem diz respeito ao apoio da nova diretoria a posicionamentos jurídicos alinhados ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como Alexandre de Moraes. Há uma percepção de que decisões arbitrárias e que não seguem os devidos trâmites processuais estariam sendo normalizadas, comprometendo a segurança jurídica.
Além das críticas sobre alinhamento ideológico, adversários acusaram a chapa vencedora de uso extensivo da estrutura da OAB-SP durante a campanha. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a atual gestão fez uma mudança na política orçamentária, reduzindo o superávit anual da OAB-SP de R$ 47,6 milhões em 2022 para R$ 684,4 mil em 2023. A entidade afirmou que as despesas aumentaram em decorrência de investimentos em infraestrutura e aquisição de computadores.
A Gazeta do Povo tentou entrevista com a chapa vencedora, mas foi negada dentro do prazo de publicação desta reportagem. Em resposta, a assessoria de comunicação enviou o caderno de propostas do grupo, em que há a defesa da transparência, do diálogo democrático e do compromisso com a independência institucional. Entre os destaques, em contraponto às críticas de opositores, a chapa reafirma a importância de manter a OAB apartidária, priorizando o foco em questões profissionais e na valorização da advocacia.
Em relação ao STF, a chapa defende um “diálogo proativo sobre os limites de atuação” da Corte, buscando a preservação dos princípios democráticos e o equilíbrio institucional. Inclui medidas como a discussão sobre prazos para mandatos dos ministros, reforçando a necessidade de uma Justiça mais transparente e acessível.
Sobre as pautas identitárias, a diretoria propõe ações concretas para promover igualdade e inclusão, como o fortalecimento de políticas que assegurem espaço para advogados negros, mulheres e LGBTI+, além de letramento sobre diversidade sexual e de gênero.
Eleição da OAB-SP foi disputada por seis chapas
A chapa que ficou em segundo lugar se distanciou da vencedora, que teve 116,8 mil votos, por uma quantidade considerável de votos. Com 21,8% (48.661 votos), a chapa era liderada por Caio Augusto Silva dos Santos, que foi presidente da entidade entre 2019 e 2021 e buscava voltar ao posto.
A segunda colocada na eleição da OAB-SP era composta também por Angela Gandra Martins, ex-secretária nacional da Família no governo de Jair Bolsonaro (PL); por Luiz Flávio Borges D’Urso, que presidiu a OAB-SP por três mandatos, tendo encerrado o último em 2012, e por José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares.
Em terceiro lugar, a chapa composta por Carlos Kauffmann e Lucineia Rosa dos Santos ficou com 11,75% (26.165 votos). Na sequência, Alfredo Scaff, que foi convidado a compor a chapa de Caio Augusto, mas preferiu concorrer em chapa própria pela segunda vez, ficou com 7,43% (16.553 votos).
A chapa de Paulo Quissi, presidente da OAB de Carapicuíba, ficou com 3,37% (7.501 votos), enquanto a de Renato Ribeiro de Almeida, especialista em direito eleitoral, teve 3,11% (6.923 votos).
Eleição foi realizada pela primeira vez totalmente online
A eleição da OAB-SP, realizada pela primeira vez de forma totalmente online, teve um rrecorde de participação, com 78% dos eleitores aptos, totalizando 250.512 votos. Com o uso de dispositivos como celulares, tablets e computadores, a votação obrigatória e digital reduziu significativamente a abstenção, que caiu de 30,4% em 2021 para 21,9% em 2024.
A proclamação dos resultados foi realizada em sessão pública transmitida pelo canal oficial da OAB-SP no YouTube. Durante o evento, Marcio Kayatt, presidente da comissão eleitoral, destacou a importância da união entre os advogados após o pleito. “Conclamo todos os candidatos a se darem as mãos a partir de amanhã e caminharmos unidos em defesa da nossa classe”, declarou Kayatt, ressaltando a necessidade de fortalecimento das prerrogativas da advocacia frente a pressões externas.
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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre
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24 de setembro de 2026X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC
A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano
Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026
Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026
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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre
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21 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.
Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.
As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.
“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”
A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre
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18 de setembro de 2026O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.
A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).
O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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