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Chef brasileiro leva comida nacional a magnatas nos EUA – 24/12/2024 – Mônica Bergamo
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2 anos atrásem
Laura Intrieri
Elon Musk chupa uma colherzinha com “maionese de podrão”, daquelas verdes, frequentemente servidas em bisnagas de lanchonetes brasileiras. É a cena descrita em vídeo viral de Julio Carneiro, chef que diz ter servido a iguaria ao bilionário como acompanhamento de uma coxinha em um coquetel no Vale do Silício, nos EUA.
O episódio é um capítulo da trajetória do rapaz que saiu de Mairiporã, na Grande São Paulo, para cozinhar para executivos de grandes empresas e políticos em uma das regiões mais ricas do mundo.
Aos 29 anos, Carneiro acumula histórias inusitadas dos bastidores das mansões onde costuma trabalhar. Ele conta que, certa vez, uma família para a qual cozinhou enviou um avião particular para buscar uma caixa de cereal específica em outra cidade.
Em outra ocasião, precisou elaborar um prato de última hora para preencher a mesa em uma reunião de fechamento de um grande negócio da internet. Um “bolinho vagabundo de posto de gasolina”, que deveria ser mero figurante na composição dos pratos, foi um dos que mais fez sucesso, segundo conta. Seus clientes também não dispensam arroz com feijão.
“Não faço comida brasileira, mas abrasileiro todas as receitas. Já servi pastel em festa de governador americano e caldinho de moqueca em coquetéis. Acham exótico e bizarro”, diz.
Carneiro é formado em gastronomia no Mackenzie. Meses após sair da faculdade, e pouco antes do início da pandemia, foi tentar a vida nos Estados Unidos. Ele começou a oferecer serviços de compras e refeições por um aplicativo de bairro. Os pedidos foram crescendo, até que foi chamado por uma empresa de eventos para cozinhar em um jantar, sem revelar o destino.
Precisando de dinheiro, ele aceitou. Era uma mansão no Vale do Silício.
Preparou o jantar sem saber para quem, e agradou. Foi chamado para cozinhar mais vezes no mesmo lugar. Só depois descobriu que a residência pertencia a um bilionário do setor de tecnologia.
“Você nunca sabe quem é o cliente. As casas têm gerentes, chamados de ‘house managers’. Assinamos vários contratos de confidencialidade”, conta. Ele mantém um perfil no Instagram onde exibe cozinhas luxuosas e refeições na casa das centenas de dólares —mas nada do rosto de seus chefes, que preferem a discrição.
Filho de família de baixa renda, Carneiro entrou para o mundo da culinária por meio de um projeto social do Hotel Unique Garden, localizado em sua cidade natal. Lá, inspirado por um chef da cozinha, decidiu cursar gastronomia, conseguindo mais tarde ser aprovado na graduação do Mackenzie.
Ex-professores ouvidos pela coluna o descrevem como um aluno que, mesmo começando com repertório limitado, demonstrou desenvolvimento acima da média durante o curso.
Dormia algumas noites por semana na rodoviária de São Paulo para conciliar o trabalho, em Mairiporã, com as aulas na Consolação, região central. “Eram três horas para ir e duas para voltar. Às vezes não dava tempo de voltar para casa”, diz.
No próprio Unique Garden, conseguiu um emprego na cozinha enquanto ainda estava na faculdade. Antes de ir para os EUA, passou pela cozinha do D.O.M., premiado restaurante de Alex Atala, e chefiou o The Blue Pub, ambos na capital paulista.
“Minha família encontrou um jeito de sobreviver por meio da cozinha. Só depois entendi que comida não era somente renda, tinha também como ser arte. É o meu jeito de me expressar”, diz.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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