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Chefe de Defesa – DW – 04/08/2025

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Chefe de Defesa - DW - 04/08/2025

A Alemanha está atualmente em uma situação que não pode ser classificada não como guerra nem como paz em relação ao seu relacionamento com a Rússia, disse o general Carsten Breuer à DW.

Breuer, o inspetor -geral do Bundeswehrdisse, no entanto, que a sociedade alemã e as forças armadas alemãs precisavam se tornar muito conscientes da ameaça representada pela Rússia para a segurança da Alemanha, a fim de desenvolver a resiliência necessária.

Guerra híbrida

“As categorias de paz, crise ou guerra que gostamos de usar (…) não são usadas pelo lado russo”, disse ele.

“A Rússia vê a guerra como um continuum e, portanto, usa medidas que já podem parecer guerra Mas provavelmente ainda não estão na guerra “, disse Breuer, acrescentando que ele quis dizer, acima de tudo, medidas híbridas.

“Portanto, é produzido um estado que não é mais completamente paz, mas também não completamente guerra. E é nessa zona cinzenta que estamos operando, também em relação à Rússia”, disse ele.

Ministro polonês: Guerra híbrida russa é ‘um enorme problema’

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Possível ataque russo ao território da OTAN em 2029

Breuer disse que as análises atuais mostraram que a Rússia estava atualizando consideravelmente seu potencial militar, inclusive reparando antigos tanques de batalha ou produzindo novos a uma taxa de 1.500 por ano.

“E esses 1.500 tanques de batalha, como cerca de 4 milhões de cartuchos de munição de artilharia (…), não vão diretamente para a frente na Ucrânia, mas em depósitos, onde são preparados ou mantidos”, disse ele.

“Ao mesmo tempo, vemos que a Rússia aumentará suas forças armadas para cerca de 1,5 milhão de soldados no próximo ano. E estamos vendo novas estruturas militares, distritos militares, por exemplo, que são claramente destinados ao Ocidente”, continuou ele.

“Se combinarmos isso com a intenção de que possamos deduzir dos discursos de Putin, de declarações de vídeo, (…) me mostra claramente que 2029 o ponto é quando o material e o pessoal podem ter crescido o suficiente para fazer um ataque ao ataque a OTAN território possível “, disse Breuer.

As forças armadas alemãs devem crescer

Quando perguntado o que o próximo governo alemão deve fazer para aumentar a preparação do país para uma possível agressão russa, Breuer disse que as forças armadas precisavam ser maiores.

“Do ponto de vista militar, posso dizer que Temos que ter potencial de crescimento. Ou seja, temos que aumentar nossas forças armadas. Nossos cálculos mostram que precisamos alcançar 460.000 soldados, incluindo reservistas e soldados ativos “, disse ele.

“Esse potencial de crescimento deve ser garantido através de alguma forma de serviço militar, obrigatório ou voluntário“Ele disse.

A Alemanha apresenta o plano de aumentar as reservas militares

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Breuer também pediu esforços para aumentar a resiliência em toda a sociedade alemã.

“Temos que enfrentar essa possibilidade (da agressão russa). Temos que enfrentar esse pior cenário, mas não dizendo: ‘Algo está acontecendo e não podemos fazer nada a respeito'”, disse ele. “Em vez disso, temos que fazê -lo para estarmos cientes das possibilidades de combater essa ameaça”.

“Isso é resiliência. Tornamos uma sociedade mais forte e mais resiliente por uma interação de todos os fatores, com políticos, sociedade, mundo dos negócios e militares olhando para essa ameaça e considerando juntos o que pode ser feito sobre isso”, disse Breuer.

“Não é algo em que só podemos reagir, mas onde podemos estar ativos. E temos que chegar a esse estado de ação positiva”.

A entrevista foi realizada na segunda -feira pelo principal correspondente político da DW, Nina Haase. O inspetor -geral do Bundeswehr supervisiona o conceito geral de defesa militar das forças armadas alemãs.

Editado por: Wesley Rahn



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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