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Chefe de órgão ambiental no AC é afastado após flagrante com tartaruga silvestre

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Animal estava em pequena porção de água, preso por corda atada a um buraco perfurado no casco.

O chefe regional do Imac (Instituto de Meio Ambiente do Acre), Mario Correia de Sena, foi flagrado por uma fiscal do próprio órgão com uma tartaruga-da-amazônia em cativeiro.

 O animal, localizado nos jardins da sede do Imac em Feijó (360 km de Rio Branco), estava dentro de uma pequena porção de água, preso por uma corda atada a um buraco perfurado no casco.

O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro e foi revelado pelo site ac24horas. O flagrante foi feito pela chefe do setor de fauna, Paula Joseanny da Silva, funcionária concursada. Ela estava em uma missão na cidade e encontrou o animal ao passar pelos jardins do escritório do órgão na cidade. 

Duas tartarugas nas areias do Tabuleiro de Monte Cristo, Pará
Tartarugas no Tabuleiro de Monte Cristo, Pará – Felipe Werneck/Ibama.

Nesta segunda-feira (2), Sena, 59, foi afastado pelo Imac, que abriu uma sindicância. De fora dos quadros do órgão, ele é filiado ao Solidariedade, foi vereador e se apresenta como jornalista. O cargo em Feijó foi a sua primeira experiência na área ambiental.

A princípio, um órgão ambiental pode receber animais silvestres doados, resgatados e apreendidos. O problema seria que Sena tentou impedir a fiscal de levar a tartaruga ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, do Ibama.

Depois de uma discussão entre os dois, registrada em vídeo de celular, Sena cedeu, e a tartaruga acabou sendo levada pela fiscal e entregue ao Ibama, que agora avalia se multará o ex-chefe. 

A princípio, a conduta fere o artigo 24 do do decreto 6.514, que proíbe a guarda sem permissão de animal silvestre.
 
Além disso, o artigo 25 da Lei de Crimes Ambientais determina que animais silvestres resgatados devem ser “prioritariamente libertados”. Por se tratar de um réptil, a tartaruga tem condições de ser devolvida rapidamente à natureza.

De grande porte, a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) é caçada ilegalmente por causa da carne, bastante apreciada. Além disso, seus ovos são coletados para alimentação. A espécie é classificada pelo ICMBio como dependente de ações de proteção, com a classificação de Quase Ameaçada. 

Tartaruga amarrada a uma corda
Tartaruga-da-amazônia mantida em cativeiro pelo regional do Imac (Instituto de Meio Ambiente do Acre), Mario Correia de Sena – Reprodução.

Ao site ac24horas, Sena disse que havia recebido a tartaruga como doação e que pretendia expô-la a turistas em um tanque. Procurado pela Folha, ele mudou a versão. Disse que sua intenção era entregar no Ibama e que apenas cogitou exibir o animal ao público.

“Fiz uma consulta pra ver ser era possível, porque nós tínhamos tanques lá. E essa consulta está aguardando, até falaram pra mim que tem um formulário assim e assim. Mas, como não tinha ainda local adequado, disse que ia deixar para uma próxima vez”, afirmou o ex-chefe.

Sena enviou à reportagem cópia de um termo de doação do animal datado de 14 de fevereiro. No documento, sem o timbre do Imac, consta que a tartaruga foi achada numa propriedade rural com o casco já furado e amarrado por uma corda.

O ex-chefe diz que resistiu a entregar a tartaruga porque a fiscal não tinha como transportar o animal de forma adequada até Rio Branco, onde está o centro do Ibama.

Sena diz que é jornalista, mas que fez um curso de gestão ambiental e que tem familiaridade com o tema porque a sua mulher é secretária de Meio Ambiente de Feijó. Ele também trabalhou como bancário e foi funcionário da fábrica da Honda, em Manaus.

Segundo o Imac, o chefe do Núcleo de Feijó tem como atribuições atendimentos administrativos à população, recepcionando e enviando documentação para a sede, em Rio Branco. O cargo não tem poder de fiscalização.

Em maio do ano passado, o governador Gladson Cameli (PP) foi filmado exortando produtores rurais do município de Sena Madureira a não pagar multas ambientais emitidas pelo Imac “porque quem está mandando agora sou eu”

Na época, Cameli disse que “antes, nossos produtores rurais viviam traumatizados pelos excessos cometidos nas gestões anteriores, que ultrapassavam a própria legislação.” Por Fabiano Maisonnave.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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