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Chefe de órgão ambiental no AC é afastado após flagrante com tartaruga silvestre
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7 anos atrásem
Animal estava em pequena porção de água, preso por corda atada a um buraco perfurado no casco.
O chefe regional do Imac (Instituto de Meio Ambiente do Acre), Mario Correia de Sena, foi flagrado por uma fiscal do próprio órgão com uma tartaruga-da-amazônia em cativeiro.
O animal, localizado nos jardins da sede do Imac em Feijó (360 km de Rio Branco), estava dentro de uma pequena porção de água, preso por uma corda atada a um buraco perfurado no casco.
O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro e foi revelado pelo site ac24horas. O flagrante foi feito pela chefe do setor de fauna, Paula Joseanny da Silva, funcionária concursada. Ela estava em uma missão na cidade e encontrou o animal ao passar pelos jardins do escritório do órgão na cidade.

Nesta segunda-feira (2), Sena, 59, foi afastado pelo Imac, que abriu uma sindicância. De fora dos quadros do órgão, ele é filiado ao Solidariedade, foi vereador e se apresenta como jornalista. O cargo em Feijó foi a sua primeira experiência na área ambiental.
A princípio, um órgão ambiental pode receber animais silvestres doados, resgatados e apreendidos. O problema seria que Sena tentou impedir a fiscal de levar a tartaruga ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, do Ibama.
Depois de uma discussão entre os dois, registrada em vídeo de celular, Sena cedeu, e a tartaruga acabou sendo levada pela fiscal e entregue ao Ibama, que agora avalia se multará o ex-chefe.
A princípio, a conduta fere o artigo 24 do do decreto 6.514, que proíbe a guarda sem permissão de animal silvestre.
Além disso, o artigo 25 da Lei de Crimes Ambientais determina que animais silvestres resgatados devem ser “prioritariamente libertados”. Por se tratar de um réptil, a tartaruga tem condições de ser devolvida rapidamente à natureza.
De grande porte, a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) é caçada ilegalmente por causa da carne, bastante apreciada. Além disso, seus ovos são coletados para alimentação. A espécie é classificada pelo ICMBio como dependente de ações de proteção, com a classificação de Quase Ameaçada.

Ao site ac24horas, Sena disse que havia recebido a tartaruga como doação e que pretendia expô-la a turistas em um tanque. Procurado pela Folha, ele mudou a versão. Disse que sua intenção era entregar no Ibama e que apenas cogitou exibir o animal ao público.
“Fiz uma consulta pra ver ser era possível, porque nós tínhamos tanques lá. E essa consulta está aguardando, até falaram pra mim que tem um formulário assim e assim. Mas, como não tinha ainda local adequado, disse que ia deixar para uma próxima vez”, afirmou o ex-chefe.
Sena enviou à reportagem cópia de um termo de doação do animal datado de 14 de fevereiro. No documento, sem o timbre do Imac, consta que a tartaruga foi achada numa propriedade rural com o casco já furado e amarrado por uma corda.
O ex-chefe diz que resistiu a entregar a tartaruga porque a fiscal não tinha como transportar o animal de forma adequada até Rio Branco, onde está o centro do Ibama.
Sena diz que é jornalista, mas que fez um curso de gestão ambiental e que tem familiaridade com o tema porque a sua mulher é secretária de Meio Ambiente de Feijó. Ele também trabalhou como bancário e foi funcionário da fábrica da Honda, em Manaus.
Segundo o Imac, o chefe do Núcleo de Feijó tem como atribuições atendimentos administrativos à população, recepcionando e enviando documentação para a sede, em Rio Branco. O cargo não tem poder de fiscalização.
Em maio do ano passado, o governador Gladson Cameli (PP) foi filmado exortando produtores rurais do município de Sena Madureira a não pagar multas ambientais emitidas pelo Imac “porque quem está mandando agora sou eu”.
Na época, Cameli disse que “antes, nossos produtores rurais viviam traumatizados pelos excessos cometidos nas gestões anteriores, que ultrapassavam a própria legislação.” Por Fabiano Maisonnave.
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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre
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21 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.
Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.
As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.
“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”
A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre
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18 de setembro de 2026O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.
A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).
O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre
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17 de setembro de 2026O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.
O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.