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Chefe do exército do Sudão visita QG recapturado e promete ‘erradicar’ RSF | Notícias da guerra no Sudão

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Abdel Fattah al-Burhan visita uma importante instalação militar enquanto o chefe da OMS denuncia um ataque mortal a um hospital na região de Darfur.

O chefe do exército sudanês, Abdel Fattah al-Burhan, visitou o quartel-general militar na capital Cartum, na sua primeira aparição lá desde que as forças governamentais alegaram ter quebrado um cerco de meses pelas forças paramilitares de Apoio Rápido (RSF).

Acompanhado por altos oficiais militares no domingo, al-Burhan elogiou a “resiliência e os sacrifícios” dos soldados que defenderam o Comando Geral do exército durante 20 meses, prometendo “erradicar” a RSF e perseguir os seus combatentes “em todos os cantos do Sudão”.

Ele também saudou a continuação das operações das Forças Armadas Sudanesas (SAF) em outras partes do país, incluindo em Omdurman, Bahri e el-Fasher, onde violentos confrontos foram relatados nos últimos dias.

“As nossas forças estão nas suas melhores condições”, disse al-Burhan no quartel-general que foi recapturado na semana passada, depois de ter sido cercado pela RSF desde o início da guerra, em Abril de 2023.

O anúncio feito na sexta-feira pela SAF de que tinha levantado com sucesso o bloqueio da RSF a Cartum e retomado o controlo de partes da cidade sinalizou um potencial ponto de viragem na guerra de quase dois anos. A RSF negou as alegações do exército como “propaganda” destinada a elevar o moral.

No início deste mês, o exército recapturou Wad Madani, a capital do estado de Gezira, que estava sob controle da RSF. por mais de um ano. Há relatos de que as forças militares cometeram alegados assassinatos étnicos depois de assumir o controle da cidade estratégica.

A RSF foi acusada de cometer vários abusos – incluindo uma alegação dos Estados Unidos de que cometeu genocídio – durante a guerra.

Hiba Morgan, da Al Jazeera, reportando de Cartum, disse que os comentários de al-Burhan no domingo sinalizaram que o general não estava interessado em diplomacia neste momento.

“Al-Burhan deixou claro que não manterá negociações com a RSF, que não haverá reconciliação e que haverá combates até que o último rebelde seja morto”, disse ela.

“Não é a primeira vez que ouvimos essas palavras do chefe do exército, mas os parceiros regionais e a comunidade internacional também tentaram procurar uma solução diplomática. O General al-Burhan parece optar por uma vitória militar neste momento, especialmente porque nas últimas semanas o exército conseguiu recuperar o controlo de mais território.”

O chefe do exército sudanês, Abdel Fattah al-Burhan, chega ao Aeroporto Internacional de Pequim antes da Cúpula do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), em Pequim, China, em 3 de setembro de 2024 (Arquivo: Florence Lo/Reuters)

Ataque a hospital ‘lotado de pacientes’

A aparição ocorre no momento em que o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) denuncia um ataque que matou dezenas de pessoas num hospital em el-Fasher, na região de Darfur.

O ataque na noite de sexta-feira teve como alvo o hospital saudita, o principal hospital na área sitiada. Não ficou imediatamente claro quem executou o ataque. Uma autoridade local disse que a RSF realizou um ataque com drones.

Pelo menos 70 pessoas morreram e outras 19 ficaram feridasconfirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no domingo.

“No momento do ataque, o hospital estava lotado de pacientes recebendo cuidados”, disse Tedros em um post no X.

A Arábia Saudita condenou o ataque como uma “violação do direito internacional e do direito humanitário internacional”.

Grupos locais e grupos internacionais de direitos humanos relataram anteriormente ataques a campos de deslocados e outras instalações pela RSF que mataram e feriram civis.

Mais de 5.000 pessoas foram mortas ou feridas desde que a RSF iniciou a sua tentativa de tomar El-Fasher em Maio passado, segundo as autoridades locais.

El-Fasher é a maior cidade e tem o maior aeroporto funcional da região de Darfur, disse Amgad Fareid Eltayeb, do grupo de reflexão Fikra para Estudos e Desenvolvimento. É a última grande área da região controlada pelo exército.

“A RSF tem tentado capturar el-Fasher a fim de preparar o cenário para anunciar um governo próprio juntamente com os seus aliados”, disse Eltayeb à Al Jazeera.

“O que a RSF e os seus aliados querem é assumir totalmente o controlo de Darfur, a fim de estabelecer um governo, deixando o Sudão com um modelo semelhante ao que aconteceu na Líbia.”

Eltayeb também expressou preocupação com um padrão de ataques da RSF desde 15 de janeiro que tiveram como alvo barragens de água, centrais eléctricas e refinarias de petróleo.



Leia Mais: Aljazeera

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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