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China desloca bombardeiros nucleares para ilhas disputadas

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O jornal estatal China Daily informou na noite de sexta-feira (18/05) que vários bombardeiros realizaram exercícios de decolagem e aterrissagem em aeródromo construído nas Ilhas Paracel, no Mar da China Meridional, que são alvo de disputa entre vários países da região.

Na foto, Bombardeiro nuclear H-6K da Força Aérea da China, acompanhado de dois caças SU-32

Entre as aeronaves estão o modelo H-6K, capaz de lançar ataques nucleares de longo alcance. Segundo o jornal, esta é a primeira vez que tal força é deslocada para a região.

Um comunicado do Ministério da Defesa não especificou em que ilha extamente ocorreu o exercício e se limitou a apontar que ele ocorreu em uma “área marítima do sul“.

O ministério também disse que vários H-6Ks realizaram ataques simulados contra alvos marítimos durante o exercício.

Wang Mingliang, um especialista militar, foi citado no comunicado dizendo que o exercício no Mar da China Meridional ajudará a força aérea chinesa a “fortalecer sua capacidade de combate para lidar com ameaças à segurança marítima“.

A Iniciativa de Transparência Marítima da Ásia, sediada em Washington, identificou o local do exercício como a Ilha Woody Island, onde fica a maior base da China nas Ilhas Paracel.

“Acredito que esta é a primeira vez que um bombardeiro pousou no Mar Meridional da China”, disse Bonneih Glaser, especialista em China do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, um think tahnk também baseado em Washington.

“Agressão” marítima da China

As tensões no centro do Mar da China Meridional vem aumentando desde que Pequim passou a alegar que praticamente todo o mar faz parte de suas águas territoriais. A reinvindicação é  vigorosamente contestada pelo Vietnã, Filipinas, Malásia, Taiwan e Brunei, que disputam com a China a posse de várias ilhas na região.

O Mar do Sul da China, ou Mar da China Meridional, é alvo de disputas há anos entre diversos países da região: China, Taiwan, Malásia, Indonésia, Brunei, Vietnã e Filipinas. Estima-se que a enorme área, que inclui mar e ilhas, é rica em petróleo e gás.

(dr) Lindsey Burrows / Civilsdaily

Localização dos territórios em disputa no Mar da China Meridional

É um mar marginal, parte do oceano Pacífico, que compreende a área que vai desde Singapura até ao estreito de Taiwan, em um total de cerca de 3 500 000 km². As ilhas do Mar da China Meridional formam um arquipélago de centenas de minúsculas ilhotas.

As Filipinas costumavam ser o país mais crítico em relação às reivindicações territoriais chinesas, mas o presidente filipino Rodrigo Duterte reverteu a política, deixando o Vietnã assumir o papel de principal crítico.

O ano passado, Duterte, garantiu que o seu país foi ameaçado com uma guerra pela China, caso tivesse iniciado a extração de petróleo na região marinha que separa os dois países.

Os EUA acusaram a China de militarizar a região e alterar a geografia de ilhas para fortalecer suas reivindicações. Washington também acredita que a China usará as ilhas e sua presença militar para controlar o acesso a rotas marítimas estratégicas.

Nas Ilhas Paracel, um novo heliponto, turbinas eólicas e grandes torres de radar foram construídos pelos chineses. Analistas apontam que as torres de radar na Ilha de Triton poderiam ser usadas nas disputas da China com o Vietnã e com os EUA sobre a liberdade de operações de navegação.

No começo do mês, o primeiro porta-aviões da China deixou as docas no porto de Dalian, no nordeste do país, para iniciar testes no mar de seus sistemas de propulsão  e navegação.

Os testes representam um marco no projeto de Pequim para modernizar sua marinha, ao mesmo tempo em que o país vem aumentando sua presença no disputado Mar Meridional da China e ao redor de Taiwan. Por Deutsche Welle / SCMP

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