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Cinco cidades acreanas enfrentam alagação de rios, aponta Defesa Civil

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No Acre, cinco cidades enfrentam a alagação dos rios, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (25) pela Defesa Civil Estadual. Quatro municípios estão com mananciais acima da cota de transbordo e um está com nível acima da cota de alerta.

O nível das águas Rio Tarauacá, que leva o mesmo nome da cidade, no interior do Acre, estabilizou nas últimas horas. Segundo a Defesa Civil, nesta sexta-feira (25) pela manhã, o rio marcou 10,50 metros, um metro acima da cota de transbordo, 9,50 metros.

Na cidade, cinco famílias estão desabrigadas, totalizando 29 pessoas. Ao menos cinco bairros estão atingidos pelas águas, entre eles:

  • Senador Pompeu (Conhecido como Bairro da Praia)
  • Triângulo
  • Bairro das Flores
  • Parte do Centro
  • Entorno da BR 364
Nível do Rio Juruá, em Porto Walter, também está acima da cota de transbordo  — Foto: Macson Alves/Arquivo pessoal

Nível do Rio Juruá, em Porto Walter, também está acima da cota de transbordo — Foto: Macson Alves/Arquivo pessoal

Porto Walter

O nível do Rio Juruá, em Porto Walter, também está acima da cota de transbordo e as águas do manancial já atingem quatro bairros da cidade, além de localidades rurais. Cerca de 900 famílias estão atingidas pela cheia, mas ainda não há pessoas desabrigadas ou desalojadas.

Na manhã desta sexta, o rio marcou 10,90 metros, ficando com mais de um metro acima da cota de transbordo, que é de 9,70. Ainda segundo a Defesa Civil, a cota de alerta é de 9 metros.

Entre os bairros atingidos estão:

  • Maloca
  • Segundo Distrito
  • Floresta
  • Várzea
Enchente do Rio Juruá já atinge duas mil pessoas em Cruzeiro do Sul — Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros do Acre e Defesa Civil Municipal

Enchente do Rio Juruá já atinge duas mil pessoas em Cruzeiro do Sul — Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros do Acre e Defesa Civil Municipal

Cruzeiro do Sul

Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá continua subindo. Pela manhã, o rio marcou 13,57 metros, na medição das 6h desta sexta. O manancial continua acima da cota de transbordo, que é de 13 metros.

Ao todo, 11 bairros e 7 comunidades rurais estão atingidos e ao menos 4 mil famílias estão afetadas. Na cidade, uma família com quatro pessoas está desabrigada. A previsão é que mais famílias sejam levadas para o abrigo nesta sexta (25).

Localidades atingidas:

  • Lagoa
  • Várzea
  • Miritizal
  • Cruzeirinho
  • Remanso
  • Saboeiro
  • Olivença
  • Comunidade Florianópolis
  • Ramal da Boca do Môa
  • Cobal
Nível do Rio Envira continua acima da cota de transbordo em Feijó — Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros

Nível do Rio Envira continua acima da cota de transbordo em Feijó — Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros

Feijó

O nível do Rio Envira continua acima da cota de transbordo, que é de 12 metros, na cidade de Feijó, no interior do Acre. O manancial marcou 12,30 metros na medição das 6h desta sexta-feira (25), são 10 centímetros a mais em 24 horas.

Conforme o Corpo de Bombeiros na cidade, cerca de 40 famílias estão afetadas pelas águas do manancial. A enchente atinge três bairros, entre eles, Terminal, Aristides e Hospital. Duas famílias com 15 pessoas estão desabrigadas.

Com informações de G1Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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