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Cinemas do Acre devem disponibilizar sessão para pessoas com autismo uma vez por mês, determina a lei

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As salas de cinema no Acre devem disponibilizar, no mínimo uma vez por mês, sessões apropriadas e destinadas a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias. É o que determina a lei Nº 3.965, publicada na edição desta quinta-feira (21) do Diário Oficial do Estado (DOE).

A norma estabelece que, durante as sessões, não serão exibidas publicidades comerciais, a iluminação deve ser reduzida a meia luz e o volume do som deve ser reduzido, a fim de proporcionar mais conforto aos portadores de TEA. A circulação na sala deve ser livre, assim como a entrada e saída durante a exibição do filme.

Além disso, os cinemas devem identificar as sessões com o símbolo mundial do espectro autista, que será afixado na entrada da sala de exibição, em local de fácil visualização.

A nova lei entra em vigor em um prazo de 90 dias após sua publicação. Em caso de descumprimento, a norma prevê as seguintes sanções administrativas:

  • advertência;
  • havendo reiteração do descumprimento será estipulada multa no valor de 30 Unidades de Referência Fiscal, por pessoa, que equivale a mais de R$ 350.

Mais acesso a cultura

O idealizador e produtor do Cine Teatro Recreio, Marcelo Cordero, disse que ainda não tinha conhecimento sobre a nova lei, mas que se trata de uma boa iniciativa.

“Eu, como gestor cultural e curador do espaço imagino que podemos contribuir para levar para frente esse tipo de atividade. Vamos nos inteirar do assunto e saber de que maneira podemos começar a implementar essa lei a partir do nosso retorno, no dia 28 de julho. Fico feliz que o estado quer ajudar esse grupo de pessoas a ter acesso à cultura e ao cinema”, disse.

g1 tenta contato com a administração do Cine Araújo, que fica no Via Verde Shopping, para saber como a nova norma deve ser colocada em prática.

A presidente da Associação Família Azul do Acre (Afac), Heloneida da Gama, afirma o ambiente do cinema, realmente, acaba não sendo tão agradável para algumas pessoas com autismo e que a medida vai garantir o acesso a esses espaços.

“Tem pessoas que não conseguem realmente ir ao cinema por essas questões do barulho ser muito alto, a escuridão também. Então, essa adaptação é muito interessante porque vai melhorar a acessibilidade.”

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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Prof. Flavio da Conceição-2026.jpeg

O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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Pesquisadoras da Ufac participam de congresso em Montreal, no Canadá — Universidade Federal do Acre

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Pesquisadoras Ufac no Icopa-2026 (2).jpg

A professora Andréia Fernandes Brilhante e a técnica de laboratório Janaína Estevo de Oliveira, do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto, da Ufac, apresentaram trabalhos no 16º Congresso Internacional de Parasitologia, realizado de 16 a 21 de agosto, em Montreal, no Canadá.

Janaína é doutoranda da Rede Bionorte, sob orientação de Andréia. Elas mostraram suas pesquisas nas áreas de fauna de flebotomíneos e leishmanioses. “A presença no congresso representou uma importante oportunidade para divulgar a produção científica desenvolvida na Ufac e, ao mesmo tempo, ampliar o intercâmbio de conhecimentos e experiências com pesquisadores de diferentes países”, ponderaram.

Durante o evento, estabeleceram contatos com grupos de pesquisa de instituições estrangeiras, incluindo representantes da Colômbia, Austrália e Romênia. “Essas interações possibilitaram importantes trocas de experiências e conhecimentos, além da identificação de novas possibilidades de colaboração científica internacional”, disseram as pesquisadoras da Ufac.

Segundo elas, um dos momentos de destaque foi a apresentação de um trabalho desenvolvido em parceria com pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, colaboração que vem sendo construída a partir de projetos e pesquisas anteriores. “A partir desses contatos, vislumbramos a continuidade e ampliação de ações conjuntas, incluindo novos projetos de pesquisa, transferência de tecnologias e intercâmbio acadêmico entre a Ufac e a Universidade de Melbourne”, pontuaram.

Outros contatos, com possibilidades de cooperação, também foram estabelecidos com instituições brasileiras, como a Universidade Estadual de São Paulo (campus de Jaboticabal) e a Universidade Federal de Santa Catarina. Além disso, elas destacaram o contato com pesquisadores integrantes da Rede Brasileira em Parasitoses Intestinais.

“Para nós, enquanto professora/orientadora e técnica de laboratório/doutoranda, a participação no evento também representou uma importante oportunidade de formação, atualização científica e fortalecimento das redes de colaboração”, acrescentaram. “A possibilidade de apresentar conjuntamente resultados de pesquisas desenvolvidas na Ufac e dialogar diretamente com pesquisadores de diferentes países contribuiu para ampliar nossa perspectiva sobre os desafios e as possibilidades de investigação científica na Amazônia.”



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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre

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Simpósios Ciências Ambientais e Agrárias-2026.jpg

O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.

Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.



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