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Empresária que teve prejuízo de quase R$ 7 mil arma flagrante para suspeita de aplicar golpe do PIX no Acre
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4 anos atrásem
Após descobrir um prejuízo em compras de produtos de quase R$ 7 mil, uma empresária de Rio Branco acionou a polícia e armou um flagrante para a suspeita de aplicar golpe do PIX.
Andressa Camily Filgueira, de 19 anos, foi presa na segunda-feira (18) no bairro Tancredo Neves quando recebia as compras que tinha pedido após aplicar o golpe (veja vídeo acima).
A mulher fazia o pedido, dizia que ia pagar com PIX, mas enviava comprovante de pagamento falso para as vítimas. No primeiro pedido, ela fazia uma transferência muito abaixo do preço da compra para pegar os dados da empresa e adulterava o dado referente ao valor. Depois, quando percebia que a loja não conferia se tinha caído o pagamento na conta, ela seguia aplicando o golpe.
Como atuava a golpista
A empresária, que preferiu não se identificar, contou ao g1 que ficou sabendo sobre o golpe no sábado (16) quando uma outra lojista avisou que uma pessoa tinha feito um PIX para ela de R$ 0,05 e entregue um comprovante falso de R$ 50. Foi então, que ela decidiu conferir os comprovantes que tinha de pagamento e descobriu o rombo.
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Material apreendido com suspeita de aplicar golpe do PIX em empresários de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal
“Fui conferir e vi que na sexta-feira [15] tinha uma entrega pra essa mulher no valor de R$ 711, perguntei no grupo da loja quem tinha atendido porque eu não estava conseguindo localizar o comprovante e uma funcionária disse que tinha sido ela e que essa era uma cliente assídua, que comprava praticamente todos os dias. Isso em uma das minhas lojas e na outra loja disseram a mesma coisa. Comecei a passar mal porque comecei a puxar e o rombo só ia aumentando. Reuni a equipe administrativa e fizemos o levantamento de tudo, que somando deu quase R$ 7 mil”, disse.
A primeira compra foi no dia 23 de maio, desde então, a mulher pedia praticamente todos os dias das duas lojas da empresária, que vendem maquiagem e outros produtos para presentes.
“Ela usava o nome dela, a conta real dela no Instagram, nos comprovantes ela usou o nome dela, um nome forjado parecido com o dela e o nome da mãe dela e intercalava dois endereços. O meu eu tenho certeza que foi só a ponta do iceberg, acredito que a maioria dos golpes foi para estabelecimentos de alimentação.”
A empresária contou ainda que a mulher tem um estúdio de beleza onde faz maquiagem e sobrancelha e os materiais que usava no local era o que tinha pego na loja.
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Mulher foi presa em flagrante no bairro Tancredo Neves quando recebia as compras que tinha pedido através do golpe — Foto: Reprodução
“Tem fotos que ela postava com os produtos no estúdio dela e todos furtados da minha loja. Ela também chegou a revender. Não consegui recuperar nem 10% dos produtos e o que foi apreendido cerca de 70% estava usado já. Fiquei o final de semana a base de remédio, passei muito mal, dói demais você ser enganado. Agora, fisicamente na loja o cliente só consegue comprar com PIX por QR Code na máquina de cartão, que sai o comprovante na hora e para entrega, só é liberado após conferência”, disse.
Flagrante
Para armar o flagrante, a lojista disse que concluiu o pedido feito pela mulher e informou à polícia sobre o caso. Os policiais então foram junto com o entregador da loja até o endereço indicado pela suspeita e ela foi presa quando recebia os produtos.
A mulher teria feito outras vítimas em Rio Branco. Segundo a polícia, ela confessou o crime após ser presa em flagrante e chegou a levar os policiais até outro endereço onde estariam outros produtos furtados. Ela foi levada para a delegacia da 1ª Regional e depois para a Delegacia de Flagrantes (Defla).
Nas redes sociais, após saber da prisão da mulher, uma empresa de doces divulgou que também foi vítima da golpista e que iria levar o caso à polícia. O g1 entrou em contato com a loja para saber qual o valor do prejuízo, mas não obteve sucesso até última atualização desta reportagem.
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Suspeita tem um estúdio de beleza onde faz maquiagem e sobrancelha — Foto: Reprodução
“Fomos vítimas dessa mesma pessoa. Foram cerca de 2 meses recebendo PIX falso. Entrei em desespero quando percebi o rombo em nossa conta bancária. Eu chorava desesperadamente, me sentindo burra por não ter percebido tamanha maldade. E meus funcionários, que chamo de amigos, estavam desesperados comigo. Recolhi naquele mesmo dia todas as provas, mas como sempre, tenho bom coração. Entreguei nas mãos de Deus. E hoje, recebi essa notícia, através do nosso grupo da empresa e todos da minha equipe comemoraram, pois à justiça foi feita. Só eu sei o que passei pra recuperar o furo que foi deixado em nosso caixa”, diz a publicação.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)