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Clínicas de diálise acionam Justiça contra Sabesp – 30/12/2024 – Painel S.A.

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A ABCDT (Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante) entrou na Justiça contra o fim dos descontos na conta de água pela Sabesp.

Para a associação, a medida foi necessária diante da ausência de um plano do governo paulista para mantê-la como cliente especial, bancando descontos.

Privatizada em julho, a Sabesp passou um pente-fino nos contratos e cortou benefícios como os da ABCDT.

Em entrevista à Folha Carlos Piani, CEO da empresa de saneamento paulista, afirmou que, enquanto era estatal, a companhia mantinha os descontos. Hoje, cabe ao governador Tarcísio de Freitas definir uma política pública nessa área, e custeá-la com recursos do caixa.

Em novembro, a Sabesp informou aos grandes consumidores o fim dos contratos que preveem descontos na tarifa.

Pelos cálculos da associação, o aumento na conta de água será de 100%. Hoje, uma clínica com 300 pacientes e que gasta R$ 50 mil por mês água, passará a gastar R$ 100 mil com o fim dos descontos.

A ABCDT afirma que entrou em contato com a companhia em busca de uma solução para o que considera ser um aumento inviável.

Segundo a associação, a concessionária informou somente que a nova metodologia de cálculo foi enviada à Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo) e ainda não havia uma definição sobre descontos a “clientes especiais”.

Diante do impasse, a ACDT recorreu à Justiça e pediu a suspensão do reajuste, previsto para o início de 2025. A expectativa é que a prorrogação, caso concedida judicialmente, vigore por seis seis meses, prazo em que prevê resolver a situação com o governo.

Em um ano, as 180 clínicas terão juntas um adicional de R$ 9 milhões no orçamento caso o desconto não seja mantido.

Atualmente, as clínicas atendem mais de 20 mil pacientes renais crônicos no estado, sendo 87% deles pelo SUS.

As clínicas operam como empresas privadas e discute-se uma possibilidade de transformá-las em entidades filantrópicas para que o benefício seja mantido. Essa mudança é avaliada para clínicas que atendem pacientes pelo SUS.

“Não houve nenhuma sensibilização por ser uma unidade de saúde que atende SUS. Não há prazos definidos. Essa situação nos surpreende muito porque no ano passado, o governo de São Paulo reconheceu a crise das clínicas e instituiu um programa de colaboração financeira. Para isso, nos enquadrou como filantrópicos até porque atendemos mais do que o mínimo exigido para Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas), de 60% de pacientes pelo SUS”, afirma em nota Yussif Ali Mere Júnior, presidente da ABCDT.

Segundo o executivo, a hemodiálise é oferecida à população através de parcerias público-privadas e as regras não poderiam mudar dessa forma sem uma contrapartida governamental.

“É necessário que a agência reguladora considere a peculiaridade de uma unidade de saúde privada, que presta serviço ao governo e recebe um valor tabelado pelo serviço. Não suportamos mais nenhum aumento de custo repentino. O desconto de demanda firme para nosso segmento precisa continuar ou o governo estadual deverá reajustar a tabela SUS paulista”, diz Mere Júnior.

Consultados, a Sabesp e o governo de São Paulo não responderam até a publicação desta reportagem.

Com Diego Felix


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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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