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CNJ aprova recomendação contra litigância abusiva – 23/10/2024 – Poder

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Tayguara Ribeiro

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou, nesta terça-feira (22), um ato normativo que visa estabelecer parâmetros para identificação, tratamento e prevenção da litigância abusiva no Poder Judiciário.

A recomendação foi apresentada pelo presidente do órgão, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, e pelo corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques.

Segundo o próprio CNJ, a litigância abusiva pode ser entendida como a utilização do processo judicial para prejudicar uma das partes envolvidas em uma divergência.

Recursos que retardam o andamento do processo, apresentação de provas falsas, intimidação do adversário ou de testemunhas são alguns dos exemplos de ações que podem ser orquestradas com essa finalidade.

O mecanismo, inclusive, é utilizado como forma de assédio judicial a jornalistas ou veículos de imprensa. Em 2020 esse tipo de caso apresentou um pico e, desde então, se manteve em alto patamar, segundo levantamento da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

O estudo mostra o aumento do número de casos ocorridos em razão de reportagens e aponta foco na mídia tradicional.

A pesquisa levantou 654 processos contra jornalistas, distribuídos em 84 casos. Segundo o levantamento, foram 54 em 2021, 52 em 2022 e 49 em 2023. Até março de 2024, foram contabilizados 5 casos. O pico foi 2020, com 261 ações. Entre 2009 e 2019, os valores variaram de 2 ações por ano (2013) a 39 (2016).

Segundo o CNJ, a litigância abusiva pode aumentar os custos processuais no Brasil e prejudicar o acesso à Justiça.

“Trata-se de iniciativa muito relevante que tenta resolver um mal de que todos os cidadãos são vítimas: o de instrumentalizar o Judiciário. Há muitos anos que o Poder Judiciário tem sido abarrotado de processos que são propostos com evidente má-fé, atrasando o andamento de julgamentos e impondo um acréscimo ao custo Brasil”, afirma Taís Gasparian, advogada da Folha.

Ao dar seu voto favorável ao ato normativo do CNJ, Barroso afirmou que a pretensão é assegurar que os esforços humanos e os recursos materiais sejam direcionados à garantia do acesso à Justiça.

“Evita-se que as partes dos processos, vítimas desse tipo de prática, tenham neutralizada sua capacidade de defesa ou de atuação”, disse.

Litigância abusiva contra a imprensa

O uso de recursos judiciais como forma de intimidar jornalistas e veículos de comunicação não é um fenômeno que ocorre somente no Brasil.

Nota informativa divulgada pela Unesco nesta semana aponta que entre os anos de 2019 e 2023 ocorreu um aumento de 60% no uso de denúncias contra jornalistas no mundo. Os dados são referentes à utilização indevida da legislação financeira dos países para pressionar, silenciar e intimidar os profissionais e as empresas do setor.

Dos 120 casos identificados pelo estudo, ao menos 56 contêm supostas acusações de extorsão. A maioria dos casos ocorreu na Ásia e no leste da Europa.

Um relatório de 2023, assinado por organismos que atuam com temas relacionados à liberdade de expressão, citou pela primeira vez preocupação com o uso indevido da lei e do sistema judicial para atacar e silenciar os meios de comunicação social.

O documento foi endossado pelo relator especial das Nações Unidas sobre a Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa para a Liberdade dos Meios de Comunicação Social e a Comissão Africana sobre Direitos Humanos e dos Povos para a Liberdade de Expressão.

Os organismos alertam que processos judiciais que se prolongam por um período excessivo prejudicam o trabalho jornalístico e o funcionamento dos meios de comunicação social e pedem para que os países adotem medidas para proteger e garantir o direito de procurar, receber e divulgar informações de interesse público.



Leia Mais: Folha

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Atlética do Curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre

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NOME DA ATLÉTICA

A. A. A. DE ENGENHARIA CIVIL – DEVASTADORA
Data de fundação: 04 de novembro de 2014

MEMBROS  DA GESTÃO ATUAL

Anderson Campos Lins
Presidente

Beatriz Rocha Evangelista
Vice-Presidente

Kamila Luany Araújo Caldera
Secretária

Nicolas Maia Assad Félix
Vice-Secretário

Déborah Chaves
Tesoureira

Jayane Vitória Furtado da Silva
Vice-Tesoureira

Mateus Souza dos Santos
Diretor de Patrimônio

Kawane Ferreira de Menezes
Vice-Diretora de Patrimônio

Ney Max Gomes Dantas
Diretor de Marketing

Ana Clésia Almeida Borges
Diretora de Marketing

Layana da Silva Dantas
Vice-Diretora de Marketing

Lucas Assis de Souza
Vice-Diretor de Marketing

Sara Emily Mesquita de Oliveira
Diretora de Esportes

Davi Silva Abejdid
Vice-Diretor de Esportes

Dâmares Peres Carneiro
Estagiária da Diretoria de Esportes

Marco Antonio dos Santos Silva
Diretor de Eventos

Cauã Pontes Mendonça
Vice-Diretor de Eventos

Kaemily de Freitas Ferreira
Diretora de Cheerleaders

Cristiele Rafaella Moura Figueiredo
Vice-Diretora Chreerleaders

Bruno Hadad Melo Dinelly
Diretor de Bateria

Maria Clara Mendonça Staff
Vice-Diretora de Bateria

CONTATO

Instagram: @devastadoraufac / @cheers.devasta
Twitter: @DevastadoraUfac
E-mail: devastaufac@gmail.com

 



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Empresa Júnior — Universidade Federal do Acre

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SOBRE A EMPRESA

Nome: Engenhare Júnior
Data de fundação: 08 de abril de 2022
Fundadores: Jefferson Morais de Oliveira, Gerline Lima do Nascimento e Lucas Gomes Ferreira

MEMBROS DA GESTÃO ATUAL

Nicole Costeira de Goés Lima
Diretora-Presidente

Déborah Chaves
Vice-Presidente

Carlos Emanoel Alcides do Nascimento
Diretor Administrativo-Financeiro

CONTATO

Telefone: (68) 9 9205-2270
E-mail: engenharejr@gmail.com
Instagram: @engenharejr
Endereço: Universidade Federal do Acre, Bloco Omar Sabino de Paula (Bloco do Curso de Engenharia Civil) – térreo, localizado na Rodovia BR 364, km 4 – Distrito Industrial – CEP: 69.920-900 – Rio Branco – Acre.



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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.

Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”

Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.

Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.

A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.

Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.



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