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Com 24,5% de crianças vacinadas contra a Covid-19, Rio Branco vai fazer Dia D de imunização
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Devido à baixa procura pela vacinação infantil, o município de Rio Branco resolveu criar outras estratégias para atrair esse público. Além da ampliação de pontos de imunização ao longo da semana, a Saúde marcou para o próximo sábado (12) o Dia D de vacinação de crianças de 5 a 11 anos.
Na capital, somente cerca de 24,5% do público entre 5 e 11 anos recebeu a primeira dose da vacina contra Covid-19. Os dados da baixa procura pela vacinação de crianças são da Secretaria Municipal de Saúde da capital acreana.
A vacinação pediátrica iniciou no Acre no dia 17 de janeiro. E até esta segunda-feira (7), pouco mais de 12 mil crianças foram levadas até as unidades de saúde da capital para receber a imunização. Rio Branco pretende imunizar cerca de 49 mil crianças.
Durante o Dia D de vacinação devem ser abertos 18 pontos de vacinação na capital, entre eles as Unidades de Saúde da Família (USFs) de todas as regionais e o Via Verde Shopping.
A chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Rio Branco, Socorro Martins, informou que a ideia é ampliar as salas de vacinação também durante a semana. Algumas unidades que estão vacinando adultos devem abrir sala para imunizar também o público infantil.
“Nós já temos aproximadamente dois meses do início da vacinação e a procura ainda está baixa. Esperávamos que já no primeiro mês nossa vacinação chegasse a, no mínimo, 80%. Então, avaliando todos os dados, a Secretaria Municipal de Saúde resolveu fazer algumas ações para chegar mais perto dessas crianças. Durante toda essa semana vamos estar intensificando a vacinação, e no sábado [12] estaremos fazendo o Dia D”, disse.
Segurança
A coordenadora reforça que as vacinas são seguras e que os pais devem levar seus filhos para se imunizar, especialmente, por conta da retomada das aulas presenciais.
“Das mais de 12 mil crianças vacinadas não temos nenhum relato de efeitos adversos em Rio Branco, assim como no Acre e no Brasil. Então, é uma vacina segura e eficaz, que foi liberada pela Anvisa, já temos uso dessas vacinas em outros países, com coberturas boas nessa faixa etária. Precisamos imunizar nossas crianças, até porque vamos estar voltando as aulas e essas crianças precisam estar imunizadas. É um momento em que os pais precisam pensar na segurança dos filhos”, alertou.
A vacinação começou de forma regressiva em Rio Branco, primeiro pelas crianças de 11 anos e depois de 10. Mas, com a baixa procura pelo imunizante, a Semsa decidiu liberar, no dia 24 de janeiro, as doses da vacina para todas as crianças de 5 a 11 anos. A ideia foi a de incentivar os pais ou responsáveis a levarem seus filhos para vacinação. Atualmente a capital aplica doses de Pfizer e de Coronavac em crianças.
Pontos de vacinação na capital de crianças
- USF Gentil Perdomo da Rocha – Bairro Esperança
- USF Dr. Mário Maia – bairro Cidade Nova;
- USF Maria Áurea Vilela Santos – bairro Cadeia Velha;
- USF Vitória – bairro Vitória;
- USF Raimundo Moreira – Trav. Jacó, bairro João Eduardo II;
- USF Elpidio Moreira Souza – Defesa Civil.
Baixa cobertura em todo estado
A baixa cobertura da vacinação infantil não é uma realidade apenas da capital. Em todo o Acre, somente 18,6% das crianças de 5 a 11 anos receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde.
A meta da Saúde acreana é imunizar 120.654 crianças de 5 a 11 anos. Até esta segunda (7) foram aplicadas em todo estado 22.451 doses nesse público.
Regras para vacinação infantil
- As crianças precisam estar acompanhadas do pai ou da mãe ou de outro responsável legal na hora da imunização.
- A 2ª dose deve ser aplicada após dois meses da aplicação da primeira dose.
- A vacina contra a Covid-19 não pode ser administrada no mesmo período de outras vacinas do calendário de imunização infantil. O intervalo é de 15 dias.
- Crianças que tiveram Covid-19 devem aguardar 30 dias para receber a vacina.
- Aquelas que estão com sintomas gripais devem esperar passar os sintomas para poderem ser imunizadas.
com informações de G1Acre
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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