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Com 38,6% das crianças vacinadas, AC tem pior cobertura vacinal do país contra a poliomielite
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4 anos atrásem
O Acre é o estado com a menor cobertura vacinal contra a Poliomielite no Brasil, com 38,6% das crianças menores de cinco anos vacinadas contra a doença, segundo dados do Ministério da Saúde.
Conforme os dados, das 64.932 crianças de 1 a 4 anos que devem ser vacinadas no estado e apenas 25.116 foram até os postos de saúde receber o imunizante, ou seja, menos de 40% do estimado.
A gerente do Programa Nacional de Imunização do Estado (PNI), Renata Quiles, rebate as informações e diz que o painel do Ministério da Saúde sobre as vacinas não está atualizado desde agosto.
“As informações estão desatualizadas, faltam informações de agosto, setembro e outubro, mas, ainda assim, o estado do Acre permanece nas últimas posições do país. A população precisa também se engajar na busca pela vacinação, precisa haver sensibilização dos dois lados, não adianta ter o serviço disponível, sabemos que está havendo negligência por parte da população. Porque quando a população quer vacinar, ela consegue. Vacina não está faltando”, disse a gerente.
Confira a cobertura vacinal de cada idade:
- 1 ano – 6.399, cobertura de 42,26%
- 2 anos – 6.089, cobertura de 36,35%
- 3 anos – 5.940, cobertura de 35,36%
- 4 anos – 6.688, cobertura de 41,19%
A poliomielite, conhecida como paralisia infantil, é uma situação de saúde grave e incapacitante. O objetivo da campanha nacional era alcançar cobertura vacinal superior a 95% para a vacina de poliomielite na faixa etária de um a menores de 5 anos de idade.
Dados da vacinação no Acre
| Cidades do Acre | Estimativa Populacional | Nº total doses aplicadas | Cobertura |
| Acrelândia | 1.104 | 588 | 45,36% |
| Assis Brasil | 722 | 553 | 90,24% |
| Brasileia | 1.896 | 845 | 48,88% |
| Bujari | 824 | 462 | 68,78% |
| Capixaba | 907 | 191 | 17,39% |
| Cruzeiro Do Sul | 6.935 | 701 | 11,23% |
| Epitaciolândia | 1.248 | 396 | 34,50% |
| Feijó | 3.277 | 1.810 | 58,66% |
| Jordão | 1.037 | 589 | 46,01% |
| Mâncio Lima | 1.743 | 1.890 | 119,86% |
| Manoel Urbano | 949 | 932 | 110,65% |
| Marechal Thaumaturgo | 2.046 | 2.136 | 103,47% |
| Plácido De Castro | 1.399 | 1.578 | 166,12% |
| Porto Acre | 1.406 | 385 | 26,55% |
| Porto Walter | 1.477 | 1.418 | 113,68% |
| Rio Branco | 24.462 | 5.620 | 22,12% |
| Rodrigues Alves | 1.859 | 358 | 28,16% |
| Santa Rosa Do Purus | 786 | 782 | 88,44% |
| Sena Madureira | 3.347 | 1.504 | 40,05% |
| Senador Guiomard | 1.639 | 604 | 50,99% |
| Tarauacá | 4483 | 1.330 | 32,28% |
| Xapuri | 1386 | 444 | 30,37% |
| Total: | 64.932 | 25.116 | 38,6% |
Esquema Vacinal
Em todo o país, 25% do público-alvo ainda precisa ser vacinado. Cerca de 11,5 milhões de crianças menores de cinco anos aptas a receber o imunizante já passaram por postos em todo o Brasil, o que representa uma cobertura de 70%, de acordo com o Ministério da Saúde.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação de crianças a partir de 2 meses até menores de 5 anos de idade.
Conforme o Calendário Nacional de Vacinação, o esquema vacinal preconizado é composto por três doses de Vacina Inativada de Poliomelite (VIP), administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, mais dois reforços com a Vacinal Oral de Poliomelite (VOP), aos 15 meses e aos 4 anos de idade.
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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre
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24 horas atrásem
14 de setembro de 2026O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.
O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”
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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá
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14 de setembro de 2026Notícias
publicado:
14/09/2026 09h34,
última modificação:
14/09/2026 09h34
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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
14 de setembro de 2026O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.
As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.
Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.
Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.
Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.
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