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Com 44,3, taxa de mortes violentas em Rio Branco fica acima da nacional
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5 anos atrásem
A capital acreana fechou o ano de 2020 com uma taxa de mortes violentas intencionais maior do que a taxa de mortes registradas no Brasil como um todo. É o que revela o 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado na quinta-feira (15).
Conforme os dados, Rio Branco teve um total de 183 mortes violentas registradas naquele ano, o que resultou em uma taxa de 44,3, enquanto a média nacional foi de 23,6. Os números divulgados pelo anuário compõem as mortes provocadas por homicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e as mortes cometidas pela polícia.
O anuário tem dados de segurança pública relativos ao ano de 2020, referente aos 26 estados e ao Distrito Federal. As informações são com base em dados fornecidos pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal dos casos que foram registrados pelas autoridades policiais.
O secretário de Segurança Pública do Acre, Paulo César Santos, disse que a maioria dos casos de mortes violentas que impulsionaram os números do ano passado foram registrados no mês de janeiro, principalmente motivado pela guerra entre grupos criminosos.
“Nós temos um fenômeno que em janeiro do ano passado impulsionou estes números, houve um nicho de sete mortes e depois com retaliações que resultou em 10. E também teve a atuação de um serial killer que atuou aqui em Rio Branco no mês de janeiro com 11 mortes. E ele atuava representando uma organização criminosa que também resultou em retaliações e isso impulsionou”, disse.
Apesar desse registro, com uma taxa acima da média nacional, Santos pontua que há uma redução das mortes, comparando com os anos de 2018 e 2019.
“Mas, o que se percebe é que houve uma redução em relação a 2019 e 2018. O mês de janeiro foi o que fugiu a esta regra, isso é importante frisar e nós até percebemos que no mês de junho de 2020, nós tivemos o menor registro histórico de homicídios em um mês – com 14 mortes -, num período de 10 anos e consequentemente isso demonstra uma tendência de redução e nos demais meses também”, disse.
Dados do Acre
Em nível de estado, ainda conforme os dados observatório, o Acre teve queda de 1,4% nos dados gerais de mortes violentas, comparando os anos de 2019 e 2020, com 285 e 281 mortes casos registrados respectivamente.
Rio Branco registra pelo menos 33% das mortes gerais registradas no estado em 2020.
Dados nacionais
O Brasil teve um aumento no número de mortes violentas registradas em 2020 mesmo em meio à pandemia do coronavírus. Houve 50.033 mortes, contra 47.742 em 2019, um aumento de quase 5%.
As maiores taxas de mortes a cada 100 mil habitantes foram registradas nos estados do Ceará (45,2 mortes a cada 100 mil habitantes), Bahia (44,9) e Sergipe (42,6). São Paulo (9), Santa Catarina (11,2) e Minas Gerais (12,6) tiveram as menores.
O perfil das vítimas é maioria de pessoas negras (76,2%), jovens (54,3%) e do sexo masculino (91,3%).
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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
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23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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7 dias atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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