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Com 46 mil inscritos, governo do Acre realiza o concurso público da Educação neste domingo

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Vinicius Charife

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração, e Secretaria de Estado de Educação e Cultura, promove neste domingo, 1º de dezembro, o maior concurso público já promovido para a pasta da educação. Com 46 mil candidatos inscritos, o certame oferece 3.000 vagas para cargos de níveis médio e superior, abrangendo todas as regiões do estado.

Mais de 46 mil candidatos realizam a prova neste domingo, 1º. (Foto: Mardilson Gomes/SEE)

O certame, organizado pelo Instituto Nosso Rumo, tem como objetivo o fortalecimento da rede pública de ensino. Entre as vagas oferecidas, estão cargos de Apoio Administrativo Educacional, destinado a candidatos com nível médio, e para professores em áreas como Matemática, Biologia, Educação Física e, pela primeira vez na história, vagas específicas para a Educação Especial. Para os cargos de nível médio, a remuneração inicial é de R$ 1.941,51, acrescida de R$ 420 de auxílio-alimentação. Já para os professores, o salário inicial chega a R$ 3.850,21, somando o mesmo benefício.

Concurso conta com vagas para vagas de Apoio Administrativo Educacional para atuação na escolas da rede de ensino. (Foto: Mardilson Gomes/SEE)

As provas serão aplicadas simultaneamente em diversas cidades do estado, incluindo Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Brasiléia e Tarauacá, seguindo o horário oficial da capital. Os candidatos devem verificar seus locais de prova no site oficial do concurso (https://www.nossorumo.org.br) e comparecer portando documento de identificação com foto e caneta esferográfica de corpo transparente azul ou preta.

O volume de inscritos reflete a relevância do concurso público, com 46 mil pessoas disputando as vagas para integrar a educação acreana. Anunciado ainda em 2023, o concurso é uma das iniciativas da gestão Gladson Cameli para reforçar o compromisso com uma educação pública de qualidade. O secretário de Educação e Cultura, Aberson Carvalho, destacou a importância do processo: “Este concurso marca um novo capítulo para a educação do Acre. Estamos empenhados em garantir que nossas escolas contem com profissionais qualificados, que tenham uma visão comprometida com o futuro de nossos estudantes.”

Os candidatos devem seguir com atenção as orientações do edital, sendo obrigatório apresentar um documento de identidade original com foto, como RG, CNH ou passaporte, para ter acesso ao local de realização do exame. Documentos digitais, cópias ou protocolos não serão aceitos.

É necessário, também, levar uma caneta com corpo transparente nas cores azul ou preta, além de uma garrafa de água transparente e sem rótulo. Os candidatos poderão retirar o caderno de questões, mas somente após permanecerem na sala por, no mínimo, duas horas.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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