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Com articulação do Estado, poderes cedem policiais para combate à criminalidade

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Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, 26, o governador Tião Viana, junto com membros do Tribunal de Justiça (TJAC) e do Ministério Público do Acre (MPAC), anunciou que cerca de 50 policiais militares que compõem os quadros de segurança das instituições públicas, além de parte do efetivo que está na Força Nacional, serão devolvidos à Polícia Militar e atuarão direto nas ruas no combate à criminalidade.

Além dos demais poderes, o governo abre mão de parte do efetivo de segurança do Gabinete Militar, disponibilizando 20 policiais, e também convoca militares que estavam na prefeitura de Rio Branco. A articulação entre os demais poderes busca a soma de esforços junto às polícias na luta pela paz e o fortalecimento de um sentimento de mais segurança em todo o Acre.

Nós nos unimos e eles estão cedendo, dos seus efetivos policiais, uma contribuição ostensiva contra a violência. É um sacrifício, porque eles têm responsabilidades com o patrimônio, a integridade dos seus membros e nas ações de apoio às operações que são realizadas. E aqui eu expresso um agradecimento do nosso governo”, disse o governador Tião Viana.

Reforço operacional
Os cerca de 50 policiais militares cedidos farão parte do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Companhia Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) da Polícia Militar do Acre (PMAC).

Durante a coletiva, Tião Viana ainda destacou o fortalecimento da PMAC, com a entrega no mesmo dia de R$ 2 milhões em equipamentos, como 164 novos fuzis, em parceria com o Ministério da Justiça, e uma redução de 59% no número de homicídios nos últimos 15 dias, após o reforço das operações ostensivas nas ruas da capital.

Segundo o comandante-geral da PMAC, coronel Marcos Kinpara, com a vinda desses policiais para ações em ruas, a tendência dos resultados é melhorar: “Esses policiais que vêm vão direto para o combate ao crime face a face. Então agradeço de coração a essa demonstração de apoio. Com certeza esses policiais farão a diferença no combate a violência”.

Unidos contra o crime
O Estado tem conseguido unir todas as instituições públicas do Acre no combate à criminalidade. O MPAC tem atuado em parceria com a Polícia Civil, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), além de ter elaborado recentemente um estudo que aponta o crescimento da violência no Acre com a fragilidade das fronteiras sem fiscalização federal.

Trazemos hoje o sentimento de união, no sentido de que juntos podemos com certeza minimizar os ataques das corporações ilegais que existem no Acre. Estamos abrindo mão de um quadro de segurança institucional nosso, mas entendemos que esse esforço é para o bem do nosso estado e nossa comunidade”, destacou o promotor Adenilson de Souza, que representou o MPAC na coletiva.

O TJ-AC tem tido o mesmo comprometimento e sensibilidade no enfrentamento à criminalidade, além de um trabalho integrado aos demais integrantes do Sistema de Justiça Criminal para evitar a impunidade.

A violência não é só no Acre, mas uma preocupação Brasil afora e é preciso sim que as instituições se unam em torno desse objetivo em comum que é a segurança. Por isso vamos ceder parte do nosso efetivo para auxiliar nesse combate à violência”, completa o desembargador Francisco Djalma. Lilia Camargo

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Casal deve ir a júri popular por sequestrar motorista de app e matar homem a tiros em Rio Branco

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Elvis Preslei de Sena Figueiredo e Mayra Jane Mendes de Oliveira foram pronunciados a júri popular pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco. Casal é acusado de matar Leonir Lima Fernandes Júnior em maio de 2021.

Capa: Acusados devem ir a júri por homicídio qualificado — Foto: Divulgação/TJ-AC.

Elvis Preslei de Sena Figueiredo e Mayra Jane Mendes de Oliveira foram pronunciados a júri popular pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco. Eles são acusados de sequestrar uma motorista de aplicativo e utilizar o carro para ir até onde Leonir Lima Fernandes Júnior, de 22 anos, estava e matá-lo em maio de 2021.

A defesa dos acusados entrou com recurso contra decisão. No último dia 19, a Justiça abriu vista para o Ministério Público Estadual (MP-AC) se manifestar.

Leonir Júnior era preso monitorado por tornozeleira eletrônica e participava de um bingo em uma praça da Rua Nossa Senhora da Conceição, bairro Cidade Nova, em Rio Branco. Dois homens chegaram em um carro, desceram e atiraram na vítima, que morreu no local.

O carro usado pelos criminosos era de uma motorista de aplicativo. A mulher foi abordada pelos acusados durante uma corrida para o bairro Seis de Agosto. Na época, a vítima falou que Elvis Figueiredo assumiu o volante do veículo e Mayra ficou no banco do passageiro com o celular da motorista.

A dupla foi até o bairro Cidade Nova e matou Leonir. Após algumas horas do homicídio, o carro foi achado embaixo da quarta ponte de Rio Branco. A motorista estava dentro do veículo em estado de choque, mas sem ferimentos físicos.

Um terceiro homem chegou a ser indiciado pelos crimes, contudo, ele acabou não sendo pronunciado pela Justiça.

“Os réus respondem a este processo em liberdade, razão pela qual assim os mantenho pois além de não haver pedido do MP quanto à esse estado de liberdade, não existem nos autos outros elementos ou fatos contemporâneos que nos levem a ordenar as suas custódias preventivas”, destacou a juíza Luana Campos.

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Aberto edital para o fundo das penas pecuniárias da Comarca de Mâncio Lima

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Entidades interessadas em concorrer devem encaminhar os projetos para a secretaria criminal do Fórum de Mâncio Lima até o dia 30 de abril

O Juízo da Comarca de Mâncio Lima tornou pública a abertura de cadastramento de instituições aptas a receber benefícios do fundo das penas pecuniárias. O documento, que dispõe de informações para concorrer aos benefícios, foi assinado pela juíza de Direito Gláucia Gomes.



As entidades que pretendem adquirir os incentivos deverão estar regularmente constituídas e se cadastrarem na secretaria criminal da Comarca de Mâncio Lima, sendo obrigatória a atualização anual do cadastro. Devem também preencher o formulário disponível no anexo I do edital, além de apresentar projeto que seguirá o Roteiro de Projeto Técnico, que consta no anexo II.

 Os projetos serão recebidos até 30 de abril de 2024, no Fórum de Mâncio Lima, situado na rua Joaquim Generoso, 160, bairro Centro. O cadastro de entidades localizadas em outros municípios ou de outras comarcas é aceito, caso não haja projeto viável a ser implementado no local.

No final do projeto, a instituição beneficiária deverá prestar contas da verba recebida, no prazo de 15 dias, à secretaria criminal da Comarca de Mâncio Lima. No relatório deve constar: planilha detalhada dos valores gastos, as notas fiscais de todos os produtos e serviços custodiados e relatório com os resultados obtidos.

O edital n.º 01/2023 foi publicado no Diário de Justiça eletrônico n.º 7.394 (pág. 164 a 165), do dia 29 de janeiro de 2024. Para mais informações, ligue: (68) 3343-1039.

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STF rejeita denúncia por peculato contra ex-deputado federal Luiz Sérgio

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Segundo entendimento unânime do Plenário, a acusação não comprovou a prática do crime.

A denúncia pela suposta prática do crime de peculato apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-deputado federal Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira (PT-RJ) e a ex-secretária parlamentar Camila Loures Paschoal foi rejeitada, por unanimidade, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). O peculato ocorre quando funcionário público se apropria ou desvia bem público, de que tem posse em razão do cargo, em benefício próprio ou de outras pessoas.



De acordo com a denúncia apresentada em 2017 (Inquérito INQ 4529), o então deputado teria mantido Camila em cargo comissionado, em seu escritório parlamentar, entre fevereiro de 2013 e março de 2015, recebendo salário sem prestar os serviços devidos.

Competência

Em seu voto, o relator, ministro Gilmar Mendes, reconheceu a competência do STF para apreciar o caso. Isso porque, embora o denunciado Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira não mais exerça o mandato de parlamentar federal, o inquérito estava pronto para análise. A seu ver, é dever da Corte analisar a denúncia e as teses da defesa, de modo a se evitar o prosseguimento de processos sem justa causa.

Ausência de provas

O relator afirmou que a acusação não indicou qualquer elemento mínimo de prova que demonstrasse que o parlamentar tivesse conhecimento da alegada situação irregular da secretária parlamentar. Disse também que ex-secretário parlamentar do denunciado afirmou expressamente em depoimento prestado nos autos que era ele o responsável por atestar a frequência dos colaboradores do gabinete, inclusive da denunciada.

Para o ministro, ainda que se considere que Camila tenha recebido salário sem a devida contraprestação dos serviços, não houve a demonstração da forma pela qual tais valores foram indevidamente subtraídos, já que o pagamento dos salários se deu em virtude de sua nomeação, ou seja, para a finalidade hipoteticamente prevista em lei.

Dessa forma, para Mendes, a denúncia apresentada não se adequa ao crime de peculato, embora a conduta possa vir a constituir ilícito administrativo ou civil. 

A decisão foi tomada na sessão virtual encerrada em 9/2.

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