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Com mais de 5 mil casos de malária, Saúde entrega mosquiteiros em cidades do AC 

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Nos cinco primeiros meses do ano, o Acre registrou 5.130 mil casos de malária e, como medida de prevenção e controle, equipes da Secretaria da Saúde do Acre e do Ministério da Saúde entregam mosquiteiros durante visitas técnicas.

As ações iniciaram nesta segunda (3) e devem seguir até a sexta-feira (7). Os mosquiteiros devem ser entregues nas três cidades do Vale do Juruá com maiores índices da doença, que são Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, interior do Acre.

Segundo a Vigilância Epidemiológica do estado, os dados de casos da malária correspondem ao boletim de janeiro a 30 de maio deste ano. A cidade de Cruzeiro do Sul registrou 2.483 mil casos; Mâncio Lima contabiliza 1.571 mil e Rodrigues Alves 810 casos no período de avaliação.

O técnico responsável pela Vigilância Epidemiológica do Acre, Dorian Jinki, explicou que os mosquiteiros chegaram ao Acre ano passado e as equipes iniciaram a entrega no mês de novembro. Devido ao período de chuva, a entrega e visita foi suspensa, retornando essa semana.

“Como chegou o período de estiagem, as equipes estão distribuindo e estamos acompanhando. A agenda começou no dia 3, começamos por Porto Acre pela manhã, à tarde em Senador Guiomard e no final da tarde fomos para Rio Branco. Na terça [4] tivemos uma pequena reunião com a equipe estadual de saúde e em seguida seguimos para Cruzeiro do Sul”, explicou.

Cidade que preocupa

Apesar de não estar incluída entre as cidades com maiores índices da doença, o município de Senador Guiomard tem recebido uma atenção maior da Saúde. De acordo com Jinki, os registros de malária subiram de 85, em 2018, para 104 casos em 2019.

“Senador Guiomard é o que mais nos preocupa, está em uma situação bem delicada. Estamos monitorando e articulando ações emergenciais para controlar.

Redução

Ainda segundo o técnico, os registros da doença no estado em 2018 eram maiores dos apresentados este ano. Em números contabilizados entre janeiro e maio do ano passado, o Acre tinha 13.576 mil casos. Já esse ano, os registros caíram para 5.130 mil casos no período de avaliação.

Concomitante, a redução também foi percebida nas três cidades do Vale do Juruá que concentram 90% da malária do estado. Em 2018, Cruzeiro do Sul confirmou 6.922 mil casos, Mâncio Lima 4.118 mil e 2.155 mil casos. Esses números baixaram para 2.483 mil casos, 2.483 mil e 810 casos em 2019, respectivamente.

“Os municípios de alto índice estão seguindo uma linha de redução, com todo um esforço, trabalho em conjunto entre Estado, municípios e Ministério com a atenção básica. Isso gera uns números bem positivos”, avaliou o técnico.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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