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Com mutirões em seis municípios, governo realiza mais de 100 cirurgias por meio do Opera Acre e avança na redução das filas de espera
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Felipe Souza
“Eu não imaginava que ia ser tão rápido. Estou otimista. Vai dar certo e vou conviver sem dor”. É dessa forma que Francisca das Chagas Chaves fala sobre sua expectativa após ser chamada para realizar uma cirurgia por intermédio do programa Opera Acre, no Hospital Regional do Alto Acre.
Francisca é moradora do município de Xapuri e, neste sábado, 22, foi uma das pacientes que realizaram um procedimento cirúrgico na unidade de saúde localizada em Brasileia. Segundo ela, foram necessários apenas três dias desde o diagnóstico até estar na sala para receber o atendimento.
A iniciativa do Opera Acre visa oferecer qualidade de vida aos pacientes que buscam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e diminuir as filas de espera. Investindo em ações como essa, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e o governo reforçam o compromisso com a população e proporcionam um atendimento mais rápido e eficaz aos cidadãos acreanos.

Segundo o titular da Sesacre, Pedro Pascoal, oferecer esse serviço para a população é uma das prioridades do governo do Estado. “Regionalizar a saúde levando os serviços para mais perto da população é uma das maiores bandeiras do governador Gladson Camelí e pra nós, é muito gratificante ver que o Opera Acre se tornou uma política consistente alcançando quem mais precisa. Meus parabéns a toda a equipe envolvida, porque é através do empenho de cada profissional que podemos ter resultados tão expressivos”, destacou.

Apenas em 2024, o mutirão alcançou a marca de 14.857 cirurgias em diversos municípios. Dessa forma, gerando cada vez mais confiança da população nos serviços de saúde ofertados pelo governo.
Facilidade nos atendimentos
O Hospital Regional do Alto Acre foi uma das unidades de saúde estadual que recebeu o mutirão de cirurgias do Opera Acre neste final de semana, realizando 52 procedimentos em diversos pacientes. Segundo o gerente-geral, Janildo Bezerra, a ida dos profissionais até o município garante conforto aos pacientes.
“Essas pessoas estão próximas de suas residências. Não há mais necessidade de elas irem até a Fundhacre, porque a equipe está vindo até a nossa regional. Com mais esta edição, conseguimos diminuir a fila de espera”, observou.

Além disso, Janildo destacou que, apenas em 2025, já é a terceira edição do programa em Brasileia, garantindo, portanto, cada vez mais atendimentos à população da região do Alto Acre. “Observamos que a população sai satisfeita, porque conseguimos resolver o problema de saúde, garantindo uma melhor qualidade de vida”, disse.
As cidades de Cruzeiro do Sul, Senador Guiomard e Plácido de Castro, além da capital, Rio Branco, também receberam o mutirão de cirurgias por meio do Opera Acre neste sábado.
No Hospital Geral Ary Rodrigues, em Senador Guiomard, foram realizados 10 procedimentos gerais.

Já em Cruzeiro do Sul, no Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, foram 6 cirurgias. Na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) foram feitas 10 intervenções ginecológicos e 5 vasculares.

O município de Plácido de Castro, o segundo com o maior número, somou 30 cirurgias gerais.
Recuperação da dignidade
Silvério Macedo é pedreiro e, aos 41 anos, convive com problemas de saúde. Por meio do Opera Acre, viu a possibilidade de voltar a ter qualidade de vida e poder trabalhar sem sentir dores.

“Não deu nem uma semana [da consulta] e já me ligaram para fazer a cirurgia. Para mim foi bom, porque a dor incomoda. Eu trabalho na construção civil e vai ser uma virada de chave na minha vida”, contou Silvério.
O cirurgião geral Nonato Anute, que atua constantemente nos mutirões, afirmou que é prazeroso realizar esses procedimentos. “É um desafio que, na verdade, enche nossos corações de alegria ao saber que estamos trazendo saúde para nossa população. Vale a pena, porque vemos no sorriso das pessoas o alívio da dor que elas sentem”, afirmou.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário





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